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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Carlos Manuel Gregório Barata

Carlos “Bazuca“/ Carlos “Bomba”


Em Alcains, na terra deles, na nossa,  quem não tem um apelido é um “desinfeliz“...
O Carlos Manuel Gregório Barata, que neste verão reencontrei, tem dois e, por tal facto é um Alcainense sobejamente conhecido.
Conhecido não só pelos apelidos, mas principalmente pela sua atividade em prol da nossa terra, ciclista e futebolista.
Filho de Martinho Barata Rosa e de Piedade Escudeiro, casal que teve 6 filhos, 5 homens e uma mulher, todos os filhos vivos, residiram durante a sua criação ao fundo da barreira da Pedreira, ali próximo do “açougue”, vizinho das alminhas, na então denominada rua João de Deus.


Uma dúzia de ovos, duas galinhas poedeiras, uma régua e uns vasos com flores, foram as “atenções“ havidas, para concluir a 4ª classe da instrução primária.
Rapaz que foi, e concluída a escola, cedo entrou então na aprendizagem da vida, nas obras, boas obras...
Tinha “deitado corpo“ cedo e então já com bom cabedal, começa a trabalhar como servente sem nunca estar doente, e, por ali andou, muitas vezes bem, algumas, poucas, mal, e neste vai vem chega a profissional.
Mas não se passava da cepa torta...
Decide então aos 35 anos, emigrar com a família para a Suiça, e por lá está, e ao que consta, irá continuar.
Neste entretanto, e a cada dia, após os trabalhos nas obras, o Carlos procurava a seu modo, gastar o resto das energias noutras atividades, nomeadamente no ciclismo, 2 a 3 anos, e, no futebol, até ir cumprir o serviço militar.
Relembra que, no ciclismo, nunca correu com o Fiel da Lardosa, mas amante da modalidade, acompanhou de muito perto as lutas, as rivalidades ciclistas entre o Pirilau e o Fiel.


Os jornais de então, isto em 1973, davam nota dos êxitos do Carlos Barata, nomeadamente na 2ª Volta à Cova da Beira em bicicleta, que o Carlos venceu.
No contra relógio final desta etapa, gastou apenas 39 min e 30 seg para percorrer os 24 km do percurso a uma média de 36,4 km/h.
A prova realizou-se em 3 anos e a cada ano, eram disputadas várias etapas.
Em 1971 ganhou 2 etapas e ficou em 3º na classificação geral, e os prémios que recebeu foram um frigorífico por ter ganho a 1ª etapa e 1500 escudos por ter ganho a segunda etapa.
Em 1972 fica em segundo, numa prova com 4 etapas, das quais ganhou duas.
A foto seguinte mostra o Carlos a cortar a meta na Av. da Liberdade no Fundão, prova que ganhou na etapa do contra relógio de que acima dei nota.


Em Alcains, estas vitórias fora do largo de Santo António, não tiveram a repercussão que tiveram na Cova da Beira. A prova não passava por cá, e, naqueles tempos, as leituras dos jornais eram parcas, as rádios locais ainda não “poluíam” o ambiente, os transportes eram mais que exíguos, enfim o Carlos por lá andava, correndo, sofrendo, levando o seu nome e o da sua terra, para lá da serra da Gardunha.
Por cá nas habituais provas em Alcains, em 1971 ficou em 5º lugar numa prova em que ganhou o Carrapicho da Ponte de Sor, sendo o melhor de Alcains, em 1972 ficou em 1º na festa de Santo António e, em 1973, ganhou o contra relógio de Santa Apolónia, com um percurso de 6 voltas entre Alcains e a padroeira dos médicos dentistas.
Em S. Miguel d`Acha, em 1973, ganhou a prova do ciclismo que ali ocorreu nas festas da aldeia, prova a que assistiu a sua namorada, hoje sua esposa, uma Alcainense. 
Diz o Pirilau que o Carlos, por ter lá a namorada a assistir, lhe terá pedido para o deixar ganhar a prova, pedido que o Carlos diz não ter existido...
O Carlos ganhou e casou. É um facto.


Esta foto diz respeito à 3ª volta à Cova da Beira, tirada na av. da Liberdade no Fundão, data de 1972, prova em que o Carlos ficou em segundo na geral, tendo ganho 2 etapas, da esquerda para a direita o Carlos é o 5º na foto e o seu irmão, José Rosa é o 8º.
Em Lisboa na nona prova de iniciação, o Carlos correu por uma equipa do Fundão, ficou em 25º, numa prova com 180 participantes.
Conciliando trabalho e ciclismo, ainda arranja tempo para a prática do futebol.
A guerra colonial por um lado e a decrepitude do Estado Novo por outro, aos poucos, foram matando lentamente estas atividades. A FNAT, Federação Nacional para a antiga Alegria dos Trabalhadores onde o GDA, Grupo Desportivo de Alcains, atingiu posição de relevo, com atletas como o Polainas, Balaia, David, Esteves, Rola, Zé Adónis, Patão, Nalguinhas entre outros, acabou.


Renasce o futebol em Alcains, nascendo o INTER, e o Carlos lá estava, de serviço, fazendo os seus quartos de sentinela, discreto, quer a principal quer a suplente, mas sempre presente, de serviço e ao serviço da equipa de Alcains.
Esta é por assim dizer a primeira foto e a primeira equipa que, nascendo na transição da ditadura para a democracia, viria a dar origem ao CDA, Clube Desportivo de Alcains de hoje.
O INTER nasce no clube da praça, no CRA, Clube Recreativo de, até então de muito poucos, de Alcains.
Deliberadamente não indico os nomes desses atletas, desses Alcainenses que a muito custo, reergueram uma atividade de que Alcains se orgulha, o seu futebol.
Vale a pena deter-se na foto e procurar descobrir quem são.
Por outro lado, o Balhinhas, o Batatinha e o Góis entre outros já jogavam nos juvenis do Desportivo de Castelo Branco, quando em Alcains se forma o INTER.
Este, INTER, teve vida breve, e começa então no CRA, o Clube que daria origem ao CDA de hoje.


Documento único, esta foto, diz respeito à equipa do INTER que em 1972, disputou o campeonato distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco, sob a égide do CRA, clube da praça.
Presente, sempre, o Carlos.
Convido os leitores a reconhecer os atletas.
No futebol, no INTER, o Carlos, devido à sua forte compleição atlética, começou a jogar no meio campo e por ali ficou e jogou, diz ele, ganhando a equipa quase sempre.
Já no CDA, fez-se o primeiro jogo para o distrital nos Cebolais, e, ali, alinhou a guarda redes, e, por este posto ficou.
Quase sempre a suplente, com o Manuel Pacheco, ficou.
A direção de então foi buscar a Castelo Branco um guarda redes de nome Alves, que alinharia a titular.
O Carlos não desistiu, ficou.
Já na 3ª divisão, jogando sempre a suplente, viu chegar profissionais para defender as redes, nomeadamente o Cardoso entre outros.
E o Carlos, desportivamente, ficou.
O Carlos tem muitas histórias para contar, trabalhou com muitos dirigentes, Alfredo Pacheco, Carlos Minhós, Alírio entre outros.
Aprendeu na pele que... santos da casa não fazem milagres ..., tapava os buracos dos outros, ele que substituía os guarda redes profissionais, que de manha simulavam lesões que os levavam à substituição, quando já tinham deixado entrar 3 ou 4 golos...
E o Carlos, desportivamente, alinhava no trabalho de equipa, procurando salvar do naufrágio a equipa da qual fazia parte.
O Carlos confessa que se sentiu sempre muito mais acarinhado no ciclismo que no futebol, isto porque no ciclismo dependia apenas de si, enquanto que no futebol, os interesses já então instalados, ditavam quem jogava a principal ou a suplente.
Bastava para tanto, quando casava, não comprar as mobílias no lugar certo. 
Ponto.


Quando em sua casa acompanhado de sua esposa, Maria José Gregório Farias me recebeu, recordo o modo tranquilo como recorda o seu passado, em paz com a vida, afetuoso, e sem recalcamentos.
O Carlos que recordou comigo estas parcas notas que compilo para a posteridade, este tempo nobre com que norteou a sua vida, ao serviço da nossa terra, sem nada lhe pedir ou cobrar, diz bem da fibra do exemplo de Alcaineneses simples, que deram tudo à sua terra sem nada lhes pedir.
É por estes exemplos que justifico o lema do terra dos cães... um blogue fiel e amigo do homem...
Obrigado Carlos Manuel Gregório Barata.

Manuel Peralta

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Valamb, Lda

Para que conste

Perguntam-me por vezes se, a Câmara Municipal, já autorizou o projeto da Valamb Lda., empresa que se propõe “embagaçar” Alcains.
A resposta aí está.


Para que conste e para memória futura dou nota desta ata da câmara municipal.


Manuel Peralta

domingo, 18 de outubro de 2015

A Centroliva, o Figo da Índia e o Dr. Luis Correia

Em Vila Velha de Ródão, uma dupla de peso, denominada Celulose e Centroliva, empresas catedráticas em poluição, vêm martirizando ambientalmente os “vilavelhorodenses” com os seus inebriantes perfumes que, por vezes, até passam por Castelo Branco e chegam a Alcains.
Denunciando de forma macia, amigável e tolerante esta intolerável situação, outros o terão feito, presumo, na mártir Vila Velha, mas só agora, o atual Presidente de Câmara, com a voz grossa de quem tem razão, publicamente disse isto.


“O desenvolvimento tem de ser feito com empresas mas, não pode hipotecar a qualidade de vida dos cidadãos”, mais, “É bom que a empresa Centroliva perceba que este foi o dia D nas questões relacionadas com as suas práticas ambientais e que, nenhuma das entidades está disponível para continuar a pactuar com incumprimentos”.
Melhor eu não diria, e, em Alcains, na terra deles, diz-se, quem fala assim não é gago...
Em resultado de uma visita de várias entidades à Centroliva, este falido país está repleto de entidades, entre as quais a CCDRC e a APA, Autoridades designadas por Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e Agência Portuguesa do Ambiente, visitaram a máquina de poluir e agora elaborarão relatório do qual nada que interesse aos vilavelhorodenses, será público.
Vai ser como até aqui, a máquina de poluir assume o pecado, promete perante as entidades que não vai voltar a pecar, ser-lhe-à aplicada ligeira penitência, mas, afirmo, vai continuar a poluir, digo, pecar, não por pensamentos, mas sim por palavras, actos e omissões. 
Reafirmo.


Isto porque na sua génese, existe o pecado original, isto é, em nenhum lugar do mundo, Alcains e arredores com Caféde incluído, onde estas máquinas de destruição ambiental foram autorizadas a laborar pelas ditas Entidades, refiro, Ferreira do Alentejo, Condeixa a Nova, Luso, Cachão entre outras, cheira mal por todo o lado, e isto de maus cheiros, ainda que por vezes se encolham com filtros cada vez mais finos, é escusado, é impossível no nariz eliminar um mau cheiro, mais digo ainda, quanto mais se apertam mais refinados ficam os cheiros, mais perturbam as nossa fossas nasais. 
Entretanto as mesmas Entidades que agora vieram fiscalizar a Centroliva são as mesmas que autorizaram recentemente a instalação em Alcains onde não há um único lagar, de nova máquina de poluir denominada Valamb Lda. com aval do Dr. Luis Correia.
Este processo metido nos carris no tempo do Comendador Morão, cerca de 200 mil dos nossos euros por terreno “oferecido” à Valamb, houve uma primeira tentativa de destruir o ambiente em Alcains que não se consumou porque, por um lado, cerca de 900 Alcainenses livres assinaram ser contra esta tentativa, por outro, o esclarecimento e a ação da Triplo A, Associação Ambiental de Alcains, conjugado com a nega do INIR, Instituto Nacional das Infraestruturas Rodoviárias, não permitiram que este crime ambiental se consumasse.
Triplo A, 1, Dr.Luis Correia, então, já, zero.


A Valamb Lda. tem sede no Fundão e porque razão vem poluir Alcains e o concelho? Será o Presidente da Câmara do Fundão tonto? Será que não quer aproveitar os benefícios desta atividade? Será por a Câmara ser de cor diferente da de Castelo Branco? Quem são os sócios da Valamb? Se conseguirem resposta a estas questões talvez percebam o que é um “enrolamento imbricado”.
Desagradado com a derrota, o Dr. Luis Correia promove nos mesmos carris, desta vez com 65 mil dos nossos euros “oferecidos” à Valamb, arrancando no maior pulmão concelhio, 6,5 hectares de frondosos pinhos mansos, destruindo os pastos do maior produtor de queijo dito de Castelo Branco, ali, onde o ambiente tropeça e o cabeço do carvão começa.
Igualmente grave, a mesma dita Entidade, Comissão de Coordenação do dito “Desenvolvimento Regional” do Centro, que fiscaliza um poluidor em Vila Velha é a mesma Entidade que recentemente autorizou a Valamb a poluir em Alcains.
E é com esta ligeireza que as entidades por nós pagas, aprovam, e por aí pululam, em alegre constância na dita dança da alternância.
De rir até às lágrimas, é o investimento de 4 milhões de euros da Valamb que o Dr. Luis Correia não anuncia, em parangona de jornal com foto não acidental, prefere mais o “Figo da Índia” esse filho de cato disléxico que ombreia no deserto do México.


Consta até que, no centro de inovação, afincadamente se estuda a possibilidade de, a partir da méla da esteva, e em lata, se venha a produzir laca.
Expectante me interrogo com a situação em que,  caso não haja capitais próprios por parte dos sócios da Valamb, será que haverá instituição bancária que financie com garantias prudentes, uma atividade fortemente contestada por todo o lado, de sazonalidade que torna a laboração inviável, e que a obriga a elevados investimentos que ajudam temporalmente a falir?
Que a banca financie nova instalação, aumentando uma capacidade já instalada em Vila Velha, não completamente utilizada, e que tem os problemas que a comunicação social atenta nos vai dando a conhecer?
Ou irá continuar o “ amigalhanço “ do costume que todos pagamos para safar uns poucos?


O senhor Júlio Carda, habitante de Vila Velha, sabe do que falo, a ele que a Centroliva transformou a ribeira do Açafal num autêntico pêgo negro e onde nunca mais teve o regalo de pescar um bordalo, ribeira esta que corria limpa, clara, como as palavras do atual Presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão.
Será que o Dr. Luis Correia quer fazer o mesmo à ribeira da Líria?
Quem me segue no meu blogue terra dos cães, sabe que para memória futura, ali se desenvolve uma luta, que a ser vencida tornará Alcains, e o concelho de Castelo Branco ainda menos atrativo.
Quando num dos locais mais aprazíveis de Castelo Branco, a Quinta da Dança, o seu espaço e ambiente geral for invadido pelos cheiros desta atividade, que os ventos dominantes para ali soprarão, nada mais será como hoje é. Fico-me por aqui.


Sei que é necessário muita força, conjugada com muita humildade para sair dos carris onde está metido.
O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Velha de Ródão, que não conheço, deu de forma clara o seu grito de Ipiranga, e com isto libertou-se e pode ser tratado por Presidente de Câmara.
Pode ser que, com a sua lucidez faça a agulha nos carris em Vila Velha, e consiga descarrilhar a locomotiva da destruição ambiental que em Castelo Branco se aprovou.


Esperançoso olho para o seu ambiente e aguardo que a sua luta em Vila Velha, eivada do bom ar que a sua atitude saudavelmente respira, chegue a Alcains, mas que interpele os adormecidos albicastrenses, pensando que isto é um problema ambiental que afeta apenas Alcains.
Espero que eu não chegue a ter razão, pois seria um sinal de que, como em tempos disse à comunicação social o Dr. Luis Correia, “há gente que gosta de meter medo às pessoas”...
No entanto, caso o projeto que autorizou à Valamb, autorizou, no sentido de política municipal de ambiente, chegar a ver a luz do dia, quero ver quem vai aturar os martirizados cidadãos, as donas de casa que não conseguirão secar a roupa ao ar livre, os promotores do turismo, o ramo imobiliário enfim toda a vida de um concelho a quem destruiu o melhor ativo de desenvolvimento, o ambiente.
Voltarei.

Manuel Peralta

Nota: Remeti este texto para publicação para os jornais, Reconquista, Gazeta do Interior, Povo da Beira e Jornal do Fundão. Dei igualmente conhecimento às câmaras de VVRódão e Fundão, bem como à CCDRCentro e à APA, Agência Portuguesa do Ambiente.

sábado, 10 de outubro de 2015

Tributo ao Senhor Vigário

Padre António Afonso Ribeiro


Em 1 de Julho de 1990, a comunidade religiosa de Alcains, decidiu e bem, prestar homenagem ao seu pastor de muitos anos e de muitas gerações, o Senhor Vigário, o saudoso Padre, António Afonso Ribeiro.
Em dia muito bem passado, no recinto de Santa Apolónia, sob o patrocínio da Menina Alice, desfilaram pelo palco vários grupos previamente ensaiados, que em lhana alegria testemunharam em vida ao homenageado, o seu apreço e o seu agradecimento, pela sua pastoral na nossa terra.


Escuteiro que fui, e amigo do Senhor Vigário, não deixei de cooperar na festa.
Só que tanto tempo passou e já não me lembrava do que então disse.
O meu amigo Tó Preto, presenteou-me entretanto com este documento que convido a ver e ouvir.

Pelo tamanho partilho convosco no YouTube. Para ver e ouvir, por favor, carregue aqui
Vale a pena. 
Tenho outros testemunhos que oportunamente publicarei.


Manuel Peralta

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

AUXILIAR DA MEMÓRIA BAGAÇAL

Ainda não é do conhecimento público, mas, o Dr. Luis Correia informou em reunião recente da Câmara que o projeto dos seus amigos da Valamb Lda. já foi aprovado.
O Dr. Luis Correia apoiou este projeto.
O projeto, instalação de uma “UNIDADE DE DESTRUIÇÃO AMBIENTO/BAGAÇAL” no Cabeço do Carvão em Alcains, teve aprovação da autarca de Alcains e do Dr. Luis Correia, autarca que preside a Castelo Branco.
O que vai acontecer em Alcains é o que a foto seguinte mostra.


Quando o assunto da “BAGAÇADA MUNICIPAL” foi abordado na Assembleia Municipal as votações dos partidos foram as seguintes.

A Favor da bagaçada, o PS, Partido Socialista.
A Favor da bagaçada, todos os presidentes de junta do Concelho.
Contra a bagaçada, o  BE, Bloco de Esquerda e o CDS, Centro Democrático e Social.
Abstiveram-se o PSD, Partido Social Democrata e o PCP, Partido Comunista Português, dignos de Pilatos.

Alcains, onde não há um único lagar, vai ficar assim, ver foto.


Avivando a memória com este “AUXILIAR DE DECISÃO“ , dou conhecimento deste triste facto que irá destruir irremediavelmente o ambiente em Alcains.

Manuel Peralta

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pirilau

Pirilau
David Pirilau
David Caetano Félix


Ganhou o Pirilau...
Mas qual?
O Raul ou o David?
O da bicicleta, o David, um artista, o corredor, o ciclista.
Era assim, sempre quando o David corria na sua bicicleta, nas festas de verão, um pouco por todas as localidades das redondezas. Esguio, de perna curta, de gordura enxuta, franzino, este ciclista menino...
Filho de “sardinheiros”, ele o pai, António Félix e a mãe Maria Emília Caetano, tiveram seis filhos, quatro rapazes e duas raparigas.
Já agora e, a propósito de sardinheiras, sempre me causou “imbeleique” porque é que em Alcains não havia peixeiras? 
A Ti Carquita, a Ti Arraiana, a Ti Pirilau entre outras, eram apelidadas de sardinheiras enquanto noutras localidades eram apelidadas de peixeiras.
Reconheço agora que, nas caixas da sardinha, efetivamente só aparecia sardinha, algum, pouco, carapau e parcos chicharros, daí que o nome da sua profissão estivesse ligado ao produto “core”, que vendiam. Sardinhas. Logo, sardinheiras.
Adiante.


O David, agora na “ retraite “ e a viver em França e que no barbeiro reencontrei no verão passado, foi dos últimos ciclistas populares a levar o nome de Alcains às redondezas.
Fez a quarta classe, trabalhou nas obras, pedreiro, e com o dinheiro que ia ganhando e poupando, comprou uma bicicleta.
Mas que bicicleta?
O seu irmão, Pirilau Raul, um verdadeiro artista, aventureiro, e que, quando as comédias vinham à praça, e, sempre que o palhaço pedia à assistência um voluntário, o Pirilau Raul, saltava de imediato para debaixo do petromax, instalado no trapézio.
Tudo isto perante o embevecido ar da Ti Piedade Esgueira e do Mané Pi, seus vizinhos, com anual assinatura de camarote de primeira vista.
De tanto saltar, certa vez, saltou um muro e foi às laranjas. Apanhado, tinha de pagar multa, e, sem dinheiro e por cem escudos teve de ao irmão David, vender a bicicleta, e, assim, nasce um ciclista.
E começou o David, a treinar, a correr, sem fim pedalar, sem qualquer apoio, mas com uma enorme vontade de vencer...
Alcains, Lardosa, Escalos, quer de cima quer de baixo, S. Miguel D´Acha, Medelim entre outras localidades, por ali correu, disputou, pedalou com outros camaradas provas de ciclismo que traziam para a estrada e para as ruas, os apoiantes e os muito entusiastas de então.
Sem qualquer apoio...


Conta que nas corridas em que participou se não era primeiro era segundo, o seu grande rival era o saudoso FIEL da Lardosa, recentemente falecido.
Numa festa na Lardosa e no sprint final, iam ambos colados, o Fiel caiu, o David passa por cima dele, e de bicicleta pela mão, corta a meta em primeiro lugar.
A correr em casa a comissão das festas, quis dar o prémio ao filho da terra, Fiel, mas a GNR de Alcains, obrigou a comissão a dar o prémio ao David.
Em 1968, em Lisboa, numa prova que catapultou Alcains para o ciclismo, pois foi objeto de notícia nos jornais nacionais de então, prova essa organizada por um conjunto de Alcainenses, João Batista, Vitor Serrasqueiro, Minhós Castilho, Félix Rafael entre outros, o David ficou em 4º lugar, isto porque saltou um pedal da sua bicicleta, e apenas com uma perna fez o sprint final.
Desta prova há um post no terra dos cães denominado “ciclismo em Alcains” um dos post mais visualizados, onde se detalha esta aventura que esteve na base de termos em Alcains finais da Volta a Portugal.
Mas a vida por cá estava mal...


A salto, emigra para a França. Trabalho nas obras. Sem passaporte...
Não querendo ser refratário, regressa a Portugal, para a tropa. 
Desde Oxerre até Alcains, vem então de bicicleta. Nove dias em cima dela, a duas rodas, por montes e vales.
Radio telegrafista na Guiné Bissau, 22 meses de comissão, regressa à então metrópole com o 25 de abril.
Parte então para França, onde reside, tem agora 65 anos, casou, 4 filhos, todos, família, lá.
Os prémios não passavam então de umas taças, medalhas, uma ou outra garrafa de Lágrimas de Cristo e, dinheiro, sempre pouco.
Conta que o FIEL era melhor rolador, mas ao sprint o David passava-lhe a perna.
Numa prova em Medelim, correu entre outros com o “Basuca”, o Carlos Rosa. Como este tinha lá a namorada, combinaram, e o David deixou-o ganhar. Acabou por casar lá.
Mas a coroa de glória dele é uma marca  jamais batida.
Contra relógio Alcains, Escalos de Cima, alto da Lousa, Lardosa e final em Alcains em 41 minutos e 33 segundos, média de 39 quilómetros por hora, imbatível até hoje. Disse.


O David merece não ser esquecido, deu alegrias a muita gente, despertou imenso entusiamo, ajudou a reconhecer Alcains como uma terra de muitos e bons ciclistas.
Ainda hoje, humilde, discreto, simples,... a nossa terra, na generalidade, foi feita assim.
Obrigado, Pirilau, David.

Manuel Peralta

domingo, 5 de julho de 2015

Bagaçada municipal. Resumo da visita de Luis Fazenda (BE)

Cumpriu-se o que se havia prometido.
1. O deputado do BE, Luis Fazenda, foi recebido em Castelo Branco pelo promotor da bagaçada municipal. 
2. Sob o patrocínio da Triplo A, Associação Ambiental de Alcains, realizou-se a sessão anunciada.

Do resultado da reunião em Castelo Branco com o promotor já referido, o Reconquista deu nota pública das declarações de Luis Fazenda.
Convido a ler a referida local que abaixo edito.


Pelas 21 horas, realizou-se a sessão na Junta da Freguesia, junta que deu o “ SIM “ à instalação da bagaçada.
A mesa da sessão foi assim constituída, ver foto.


Da esquerda para a direita.
Paulo Leitão da Triplo A - Manuel Peralta da Triplo A/terra dos cães - Luis Fazenda do BE - Luis Barroso, deputado municipal do BE.

Com bastante público interessado no debate, Luis Fazenda foi dando nota da sua preocupação em acautelar o “princípio da precaução “, de modo a que, antes da avalambada bagaçada ser consumada, sejam dadas garantias no âmbito do projeto, de que os interesses das pessoas são devidamente acautelados, nomeadamente o direito a ter um bom ar para respirar, direito a não verem as suas propriedades e ambiente envolvente conspurcado pela bagaçada, como acontece nas localidades onde estas atividades estão em laboração.
Qual pilatos, o autarca, tem referido que apenas deu o terreno e que, tudo o resto, é da responsabilidade de quem autoriza…
Pergunto?
Se a sua, dele, bagaçada se consumar e se os maus cheiros invadirem o concelho e a adormecida cidade de Castelo Branco, a quem imputar responsabilidades?
Quem deu o local para o crime se consumar, não será conivente com o mesmo avalambado crime?
O “autarcadelá” terá dito que a hipotética avalambada instalação nada tem a ver com a de Ferreira do Alentejo.
A “autarcadecá” mandou uma delegação a Ferreira do Alentejo para conhecerem o que se prevê instalar por cá…
Em que ficamos...?


Manuel Peralta fez um exaustivo ponto de situação sobre todas as diligências efetuadas, as instituições contatadas, as respostas havidas.
Seguiu-se um período de perguntas e respostas a que a mesa foi respondendo, sendo notória por parte de todos, a grande preocupação, com esta inusitada decisão dos autarcas do poder atual.
Encerrou a sessão Luis Fazenda que prometeu tudo fazer, agora com redobrado interesse pelo exato conhecimento da situação, insistir junto do ministério respetivo, para que os interesses das populações sejam devidamente acautelados… digo eu, que os reais interesses do Alcaineneses não soçobrem perante os amigos do costume.
Resta-nos agora, sempre atentos, manter vigilância apertada sobre os bagaceiros.

Manuel Peralta


Nota. Vários amigo(a)s que me seguem, têm insistido comigo para voltar a escrever, sobre as “outras coisas “ de Alcains, e que, vá intervalando com o bagaço.
Têm, terão razão.
Mas, prometi a mim mesmo lutar, responder, dar fogo no “IN”, ir a tudo e a todos, divulgar, escrever, denunciar, insistir, nunca desistir, dizer, falar, ralhar, não dormir, ouvir, para que a coberto da noite os bagaceiros não viessem conspurcar a minha terra sem resistência… “eles defendem-se como cães”, tenho ouvido dizer quando outros nos tentaram invadir e terá a partir daí nascido Alcains…
Fiz com prazer o meu quarto de sentinela, e continuo aboletado na caserna e de piquete.
O alferes de prevenção que não se acobarde, não durma em serviço e, se necessário, que toque a piquete.
Lá estarei.
Voltarei.

Manuel Peralta

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sessão sobre a bagaçada municipal - Convite

Amanhã, 26 de junho pelas 21 horas na J. Freguesia de Alcains, vai decorrer uma sessão sobre a bagaçada municipal.
Dou nota do cartaz que está a ser distribuído em Alcains, convidando todos os interessados no tema, a estarem presentes.


Solicito a todos os que me seguem no terra dos cães, o favor de avisar amigos, conhecidos e familiares para estarem presentes na sessão.
Todos não somos demais para lutar contra a bagaçada municipal.
A sessão é aberta a todas as forças políticas e tem o patrocínio da Triplo A, Associação Ambiental de Alcains.

Muito obrigado.

Manuel Peralta

segunda-feira, 22 de junho de 2015

BE, ajuda Alcains

O Bloco de Esquerda (BE), partido político com representação parlamentar na Assembleia da República, decidiu desde muito cedo colocar-se do lado da verdade, isto é, ao lado dos Alcainenses na defesa da sua qualidade de vida e de um bom ambiente, contra os bagaceiros que pretendem destruir o ar que respiramos.
Na Assembleia Municipal da cidade de Castelo Branco, o deputado municipal Luis Barroso foi o primeiro a levantar a questão, elaborando uma moção em que, ponto por ponto, denunciava as mentiras da “quercusdecá“ e sugeria ao “bagaceiro mor do reino“, que suspendesse este tenebroso projeto, que mandasse elaborar um estudo de impacto ambiental, fazer um referendo local, entre outras questões que em devido tempo, já dei nota.
Neste tortuoso “ensaio sobre a cegueira municipal“, o bagaceiro mor, mandou chumbar a moção, e, quais cegos que vendo o castelo todo branco, de mãos dadas para mutuamente se ampararem, caíram com estrondo na fossa do ambiente municipal.
Mas o BE não desistiu.
No parlamento, o deputado Luis Fazenda, fez o requerimento que aqui dou a conhecer.


Por cá, o Reconquista, deu sobre o assunto, a normal nota breve, que a seguir publico.


Nas localidades onde os bagaceiros exercem esta atividade, as queixas dos habitantes são as habituais... “dia  a dia com cheiro insuportável, problemas respiratórios, irritações nos olhos, casas, viaturas, e ambiente geral coberto por resíduo oleoso, cinzas, e, até a roupa não se pode secar ao ar livre pois fica a cheirar mal“...  “os fumos, impregnados de substâncias gordurosas e carregados de partículas em suspensão, são espalhados pelo vento, quer quando sai das condutas quer quando 
carregado em camiões, poluindo o ambiente e pondo em causa a saúde pública“... “os habitantes protestam e ninguém faz nada“... “o bagaço da azeitona depois de tratado, apresenta uma cor castanha que larga um pó da mesma cor, que o vento dispersa juntamente com os fumos que continuamente saem das chaminés“... “uma neblina cinza e escura permanecerá na atmosfera que envolve Alcains, destruindo todo o ambiente, pastos, árvores, afugentando pessoas e animais”...
Ficção?
Veremos!
Concelho, cidade, freguesias, lugares, adormecidos pela cegueira municipal, acordarão... mas será então, tarde. A foto seguinte é uma imagem com a qual poderemos vir a conviver.


Manuel Peralta

domingo, 21 de junho de 2015

Resposta da IGAMAOT

Tambem dei a conhecer e reclamei para a IGAMAOT, Inspeção geral da Agricultura, Mar, Ambiente e do Ordenamento do Território sobre a bagaçada municipal.
Reclamei e denunciei a situação mais do que uma vez.
Acabaram por responder referindo que voltaram a efetuar novas diligência junto da CCDRCentro, entidade que tem o processo para decisão, e que oportunamente me informariam.
Aguardo portanto.
Eis a resposta.


From: Inspecção Geral da Agricultura, Mar, Ambiente e do Ordenamento do Territorio [mailto:igamaot@igamaot.gov.pt] 
Sent: sexta-feira, 29 de Maio de 2015 16:40
To: manuel-r-peralta@sapo.pt
Subject: S/4715/2015

Junto se anexa documento referente ao assunto em epígrafe


Filomena Mestre
Assistente Técnico
Direção de Serviços de Administração e Recursos – Secção de Pessoal, Expediente e Arquivo

Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT)
Rua de “O Século”, nº51   1200-433 LISBOA


Pode parecer excessiva a publicação de toda esta documentação. No entanto, e como se trata de um caso que pode irremediavelmente conspurcar de vez o ambiente em 

Alcains, ficam registados para memória futura os atos das diversas entidades. Este é o sentido desta publicação.
Continuarei.

Manuel Peralta

sábado, 20 de junho de 2015

Bagaço, cobre de óleo a povoação de Fortes

A “autacadecá“, Granada de seu nome, e o bagaceiro “autarcadelá“, Luis Correia, dizem para quem tem a paciência de os ouvir que a bagaçada com que nos querem presentear, não cheira mal, que não existem impactos ambientais que prejudiquem as populações e que só “peraltasdemáfé“ tentam confundir os seus munícipes a quem eles querem tanto bem.
Avestruzes de amizades avalambadas, desconhecem e tentam com a desfaçatez própria de pouca vergonha na cara, fazer crer que aqui a sua avalambada amizade com os bagaceiros do Fundão, até é benéfica para os Alcaineneses...
Tadinhos...


Recentemente o jornal Público, deu à estampa uma reportagem sobre o bagaceiro alentejano na localidade de Fortes, concelho de Ferreira do Alentejo.
Na dúvida de que o Presidente da CCDRCentro, não tivesse conhecimento dessa reportagem, e para descargo da minha consciência, decidi remeter a referida notícia do Público, para que não subsistam dúvidas sobre o que nos espera em Alcains, se a CCDRC, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro decidir destruir em conjunto com os avalambados bagaceiros e os autarcas de cá e lá, o ambiente em Alcains.
Sugiro a leitura da referida notícia.

Manuel Peralta






Email que remeti ao Presidente da CCDRCentro.


Sent: sexta-feira, 19 de Junho de 2015 13:55
To: 'geral@ccdrc.pt'; 'presidente@ccdrc.pt'
Cc: 'Triplo A Associação Ambiental de Alcains'
Subject: Bagaçada municipal em Alcains

Sr. Presidente da CCDRCentro.

Decerto conhecerá os malefícios que as atividades bagaceiras provocam nas populações ondes estas atividades se desenvolvem.
Recentemente o jornal Público deu nota da calamidade ambiental a que os cidadão da localidade de Fortes, Ferreira do Alentejo , estão sujeitos.
Por um descargo de consciência não deixo de publicamente de lhe dar a conhecer, o que por ali se passa...
Será que o Sr. Presidente vai autorizar semelhante crime aos valambistas e ao autarcadecá?
Poderá dormir descansado, de consciência tranquila, se autorizar semelhante crime ambiental em Alcains, onde não há um único lagar?
O valambistadelá, refere que tem a melhor tecnologia ibérica, e mesmo assim, quem se lixa são os desgraçados habitantes de Fortes, que sofrem na pele autorizações de processos inseridos em projetos de verdade muito duvidosa.
Será o Sr. Presidente o coveiro do ambiente em Alcains?
Agradeço e sugiro a leitura dos  documentos em attach.
Apresento os meus melhores cumprimentos.

Manuel Peralta


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Resposta da APA - Agência Portuguesa do Ambiente

Umas mais esclarecedoras, outras mais burocráticas, um pouco por todo o lado, as instituições pagas com os nossos impostos, lá vão respondendo.
Com este caso da bagaçada municipal, acabo por aprender um pouco mais sobre o labirinto que é a nossa burocracia… gente e mais gente, instituições e mais intituições que, sobrepondo-se por vezes umas às outras, tornam a vida do cidadão num inferno tormentoso.
Apesar de tudo, desistir, nunca.
Dou a conhecer a resposta da APA, Agência Portuguesa do Ambiente que me informa que a bagaçada municipal é com outra instituição. Reparem, Agência Portuguesa do Ambiente, quem diria!!!

Manuel Peralta


From: IPPC
Sent: quarta-feira, 22 de Abril de 2015 17:47
To: manuel-r-peralta@sapo.pt
Subject: Re: Instalação em Alcains, CBranco, de fábrica poluidora da natureza de transformação de bagaço de azeitona.

Exmo. Senhor, 

Relativamente à exposição por si apresentada, relativa à implementação de uma unidade industrial na zona de Alcains, destinada ao tratamento de bagaço de azeitona, cumpre a esta Agência informar que, de acordo com os dados anteriormente comunicados (através dos seus e-mails enviados a várias entidades em 22/08/2014 e a 25/01/2015), verifica-se que a instalação supra mencionada é um estabelecimento industrial do tipo 2, abrangido pelo Diploma SIR (Decreto-Lei n.º 169/2012, de 1 de agosto - Sistema da Indústria Responsável), cujo licenciamento é da responsabilidade da Direção Regional de Economia. 

Informa-se ainda que, não existe nesta Agência qualquer outra informação sobre o estabelecimento em causa.

Com os melhores cumprimentos, 

Divisão de Emissões Industriais
Departamento de Gestão do Licenciamento Ambiental

Rua da Murgueira, 9/9A - Zambujal
Ap.7585|2611-865 Amadora | Portugal
ippc@apambiente.pt


Manuel Peralta


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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Resposta da Quercus de CBranco

“Quercusdecá“

Claro que a “quercusdecá” acusou o toque, quando eu decidi, denunciando o presente municipal, enviar para todas as quercus do país, o parecer que o Sr. Samuel Infante e o “autarcadecá”, apresentaram repleto de mentiras, omissões e outras diversões, a troco de um ninho que aconchega a mobília e a papelada por aí existente... inclusive pareceres à medida municipal.
Voltarei, voltaria a fazer o mesmo, pois como bem denunciou na assembleia municipal o deputado Luis Barroso do Bloco de Esquerda, conhecedor da real situação, o parecer está repleto de mentiras, repito, mentiras.
Porque entretanto a “ Quercusdecá “ respondeu à Triplo A, apesar do email vir em meu nome, e porque não alinho nas arcas encoiradas da quercusdecá e, muito menos, na rapaziada municipal, dou a conhecer em nome da verdade e da transparência a resposta da quercusdecá, para que conste.

Manuel Peralta


Sent: sexta-feira, 17 de Abril de 2015 14:54
To: Manuel Peralta
Cc: aveiro@quercus.pt; bejaevora@quercus.pt; algarve@quercus.pt; braga@quercus.pt; braganca@quercus.pt; Núcleo Regional de Coimbra da Quercus; guarda@quercus.pt; Quercus Lisboa; litoralalentejano@quercus.pt; portalegre@quercus.pt; Quercus Porto; ribatejoestremadura@quercus.pt; setubal@quercus.pt; vianadocastelo@quercus.pt; vilarealviseu@quercus.pt; Associação; francisco.rafael@sapo.pt; agnostico; sergio.passos; luisbarroso@portugalmail.com; nunommsanches; nuno.oliveira.civil; celsolopes@sapo.pt
Subject: Resposta Triplo A- Instalação unidade de tratamento de bagaço

Caro Manuel Peralta, 

a Quercus vem por este meio responder ao seu e.mail sobre a eventual instalação de uma unidade de tratamento de bagaço de azeitona.
Respondemos ás questões levantadas ponto por ponto.A nossa resposta está a azul.


1º - A contribuição com um parecer positivo para um processo e ou projeto bastante arriscado para as populações próximas.

O nosso parecer refere “... a Quercus não vê razão para se opor ao projeto de construção desta unidade de tratamento de bagaço de azeitona.”. E é exatamente isso que quer dizer, perante a analise de toda informação disponível a Quercus não encontra razões para mover esforços para se opor à instalação da referida unidade da região, em particular na localização em causa.


2º - O documento está datado de 6/11/2014 e dele não consta qualquer assinatura nem carimbo da parte da V/ Organização.

Caso a Triplo A tenha interesse a Quercus pode enviar uma cópia assinada e carimbada. 


3º - A infeliz e recente coincidência da cedência de novas instalações por parte da Câmara para sede da Quercus local, certamente vem criar a ideia de possível compadrio e de favor. Quer se queira quer não, são coincidências infelizes que justificavam que a Quercus ficasse fora deste processo.

A QUERCUS sempre atuou com independência e assim vai continuar. O espaço agora cedido pelo município vem dum processo iniciado há 3 anos quando a autarquia demoliu um espaço que a Refer tinha cedido a Quercus por 25 anos e onde iria funcionar a sede do núcleo regional. Em virtude do município ter demolido esse e outros edifícios no âmbito das obras do centro intermodal de transportes, o município comprometeu-se na altura em encontrar um espaço alternativo, espaço esse  que só recentemente foi disponibilizado. A QUERCUS continua e vai continuar a ter uma voz independente, mesmo quando discorda das políticas publicas do município de CB, vai continuar a ter a sua opinião, mesmo que divergente do muninicipio, como no recente caso das alterações ao plano de ordenamento do Parque Natural do Tejo Internacional.

Anotações: Deverá Vª Exª seguir o parecer que se junta.


1) muito indefinido o descrito. Sem importância para a decisão.

Não podemos concordar de todo com esta afirmação. O parecer foi realizado com base em informação objetiva, disponível na altura. Consideramos que tivemos toda a informação útil para realizar um parecer responsável, pois houve acesso na íntegra ao projeto técnico da referida unidade bem como a um estudo realizado pelo IDAD - Instituto do Ambiente e Desenvolvimento (Universidade de Aveiro) sobre a questão das emissões gasosas. Também foram consideradas unidades do género em funcionamento no país, apesar destas terem capacidades de tratamento muito superiores à que está em causa (dez vezes menor em relação à maior).


2) reconhece a existência de problemas ambientais nestes processos.

O parecer da Quercus não esconde que a instalação e operação deste tipo de unidades têm impactes ambientais, pelo que o nosso parecer, como não podia deixar de ser, identificou eventuais impactes ambientais. Todas as atividades humanas têm impactes negativos e/ou positivos, sendo que numa abordagem global concluímos, como já foi referido, não haver razão para que a Quercus se oponha ao projeto. De referir que dada a natureza do mesmo, dispensa a realização de um Estudo de Impacte Ambiental (Decreto-Lei n.º 151-B/2013, alterado pelo Decreto-Lei n.º 47/2014). Na altura analisámos se existiria algum impedimento em relação à REN ou à RAN, e verificámos que estas não são afetadas. Não vimos assim onde a Quercus, com legitimidade, pudesse opor-se ao projeto em causa.


3) o que fez com a Quercus não fizeram com as populações e inclusivamente faltaram a um debate/esclarecimento onde poderiam (a Câmara e a Valamb) explicar todas as razões e argumentos a favor desta instalação da fábrica na localização que pretendem.

Desconhecemos a realização do referido debate, mas também não cabe à Quercus comentar essa situação. Contudo, pelo que sabemos, já foram organizadas visitas técnicas a unidades semelhantes existentes noutros pontos do país.


4) somos aqui referidos neste parágrafo de forma bastante velada e sem relevo. Esta associação coordenou a recolha de mais de 800 assinaturas, promoveu um debate, divulgou os potenciais perigos para o ambiente e a saúde de uma fábrica com a localização quase em cima da população em geral... A localização alternativa, dista desta 1ª localização apenas duas ou três centenas de metros e " o sinal de boa vontade " é no mínimo um sinal de graxa ao processo. Aliás todo o texto do parecer vai sendo encaminhado para um parecer que se pauta por generalidades e com o sentido de favorecer o projeto da Valamb. Refere ainda que " principalmente porque a nova localização aparentemente parece ser adequada " . Veja -se o termo aparentemente...

A 1.ª localização era muito próximo do perímetro habitacional de Alcains, a nova localização dista, em relação à 1.ª, cerca de 2.000 metros. Segue em baixo uma imagem com a comparação das duas localizações, não sendo assim verdade que a distância entre elas seja “apenas duas ou três centenas de metros”.


5) referem-se ocorrência de odores, manifestações de desagrado, desconfiança e "emissões gasosas que, em princípio, são essencialmente constituídas por vapor de água". Veja -se: em principio e essencialmente... certezas? não há?

Pelo que conhecemos do projeto e de unidades semelhantes no nosso parecer consideramos o seguinte: “Sendo que para o parecer em causa, as lagoas a construir e o processo de desidratação são os que podem suscitar alguma preocupação ambiental, eventualmente por emissão de odores ou o impacte visual/psicológico das necessárias chaminés de libertação do vapor de água do processo de secagem/desidratação, em conjunto com as emissões da combustão de biomassa (bagaço seco) no forno.” 
O processo em causa baseia-se essencialmente numa desidratação do bagaço, como é natural as emissões são constituídas essencialmente por vapor de água, não quer dizer com isso que os poluentes, que estão presentes em quantidades ínfimas face ao caudal total, resultantes da queima de biomassa (bagaço seco), não sejam importantes. Por essa razão é que tivemos em boa conta o estudo do IDAD.


6) O ridículo aqui é sem dúvida empregar-se " o bom senso " que deve ditar ajustes nas localizações. Não se diz, ou não se quer dizer que a nova localização para tal empreendimento se situa sensivelmente:
- a 700 m de uma casa de habitação que é também uma quinta. 
- a menos de 400 m existem 3 casas, duas com piscina e uma onde existe uma salsicharia. 
- a 2,5 Km da Escola Secundária de Alcains e portanto a cerca de 2 Km do aglomerado populacional – núcleo central.
- pertíssimo da área de serviço da A23 e logo ao lado de uma empresa no ativo há bastante tempo.
- nos pilares de uma antiga estrutura fabril, mesmo ao lado, pode –se encontrar um verdadeiro santuário de ninhos de cegonhas.
- a 4,4 Km do parque de campismo do Concelho e ainda mais perto de diversas quintinhas urbanizadas ( com água, luz, casas ) .
- a 7,2 Km das superfícies comerciais situadas na entrada norte da cidade de Castelo Branco: o Mini Preço e o Modelo.
- entre e a poucos metros da A23 e da EN 18, exigindo a sua instalação o abatimento de uma belíssima mancha florestal de pinheiros mansos plantados à pelo menos duas décadas e de alguns sobreiros. Pensamos e quase com certeza absoluta que esta plantação obteve fundos comunitários para o efeito.

No que respeita à legislação dos licenciamentos industriais, pelo legislado no Sistema da Indústria Responsável (DL 169/2012 de 1 de Agosto), são definidas as várias tipologias de estabelecimentos industriais
- relativamente à localização dos estabelecimentos, verificar as indicações nos art. 17.º e 18.º (consoante a localização, pedir parecer de localização à Câmara e restantes termos do RJUE)
- de salientar ainda o art. 3.º, ponto 2, as regras e os princípios que o industrial deve respeitar (para os trabalhadores internos e para a envolvência).

A unidade da Valamb foi classificada como sendo um estabelecimento de Tipologia 2 sendo que o parecer da CMCB refere claramente “Em função dos elementos apresentados, não se vê do ponto de vista urbanístico, nada que obste ao deferimento do solicitado.”. 
Contudo, pelo que percebemos, em relação à 1.ª localização, a CMCB, do ponto de vista urbanístico, também não via constrangimentos. Mas, mais uma vez se reforça esse aspeto, a Quercus opôs-se à referida localização justamente devido à proximidade do aglomerado populacional, e em particular de uma escola. 
Em relação aos ninhos de cegonha existentes na actual fabrica da Secil, não serão afectados pela eventual construção da unidade nas proximidades da mesma.


Por outro lado, a zona tem vastas áreas de pastoreio donde deriva uma boa quantidade do bom queijo de Alcains.

Considerando que há muitos anos que existem outras importantes fontes emissoras de poluentes na envolvente (ex.: A23, N18 e fábrica de confeções) não vemos, considerando o estudo do IDAD, como esta unidade de tratamento de bagaço de azeitona possa ser determinante para causar um eventual prejuízo permanente nas pastagens. Ainda para mais, de acordo com o projeto, está previsto um funcionamento sazonal (3/4 meses).  


Este empreendimento, pelas suas características e à semelhança do que se tem passado noutras zonas do país, muito embora possa utilizar tecnologias e processos de ponta, preocupa – nos de sobremaneira.

Trata –se de uma ameaça ambiental e nunca uma oportunidade social de impacto positivo. Traz –nos intranquilidade, desvaloriza as nossas propriedades, inibe o desenvolvimento e crescimento populacional da Vila de Alcains, mancha as nossa paisagem e recursos naturais.
Apenas encontramos pontos fracos que nada contribuem para o desenvolvimento desta zona geográfica onde se localizam as principais áreas populacionais do Concelho de Castelo Branco.

7) ; 8) e 9 ) A análise está eivada de conteúdos totalmente argumentativos a favor dos interesses da empresa em vez dos interesses das populações do Concelho de Castelo Branco. Para mais quando pretendem instalar as lagoas de armazenagem de bagaço e a unidade de transformação ou de secagem ( ficará por aqui ???? ) de bagaço de azeitona num corredor da Região entre a Estrada Nacional 18 e a A 23 e entre as localidades com mais habitantes e com menos oliveiras no Concelho. Pergunta -se : porque é que temos que ser nós a pagar o preço de alguma coerência microeconómica que se pode encontrar no projeto ? Há muitas localizações e melhores de olivais, mesmo extensivos, no Distrito, não é verdade ? o articulista do parecer, compara os efeitos ambientais deste empreendimento como os que existem " como qualquer outra atividade industrial " num claro apoio aos objetivos da Valamb cuja sede é no Fundão. Porque não fazerem esta fábrica na zona industrial do Fundão ???

A Quercus é uma associação de âmbito nacional, representada em todo o território continental e ilhas por núcleos regionais. A sua postura de responsabilidade e sem fundamentalismos ganha ainda maior profundidade quando fenómenos sociais ambientais como NIMBY (Not In My Back Yard),  NIMFYE (Not In My Front Yard Either) ou BANANA (Build Absolutely Nothing Anywhere Near Anything) poderiam ser emanados, quase legitimamente, pelos dirigentes/sócios/colaboradores locais/regionais da Quercus mas isso não acontece. 

Com efeito, as decisões oficiais de combater, apoiar ou simplesmente não se opor a determinados projetos são, na medida do possível, tomadas só depois das situações serem devidamente analisadas. Quando referimos "na medida do possível" estamos a lamentar que nem sempre existe informação disponível (ou simplesmente esta não é facultada à Quercus) para nos podermos pronunciar da forma mais fundamentada possível, o que no projeto em causa felizmente não aconteceu.
Por conseguinte essas questões relacionadas com a localização noutro ponto do Distrito ou no Fundão não pode ser a Quercus a responder, uma vez que são assuntos que dizem respeito ao promotor.


10) Pergunte -se em Vila Velha de Rodão quais foram e ainda existem os efeitos de tal transformação do bagaço ( a chamada queima do bagaço de azeitona ) . É referido que aquela estrutura não esteve a funcionar da melhor maneira. Mas não refere que uma das principais razões é a de não haver matéria prima suficiente para rentabilizar a unidade...

Em relação à questão de uma eventual falta de matéria-prima, não nos parece que isso possa ser um problema ambiental, uma vez que apenas resultará na redução do período de laboração da unidade, uma vez que se trata de uma atividade sazonal.
Por outro lado, em V.V. de Rodão, a Centroliva, não transforma bagaço, simplesmente queima, com outro tipo de biomassa (resíduos florestais, casca de pinheiro, serradura), para produção de energia em regime especial. Ou seja, é uma unidade de valorização de biomassa (+/- 60.000t/ano). Sendo que o bagaço utilizado, pelo que sabemos, não é tratado, ou seja, vem diretamente dos lagares apresentando elevados teores de humidade.
O projeto da Valamb não tem como objetivo a produção de energia, mas sim retirar do bagaço (30.000t/ano) ainda óleos/azeites. Utiliza bagaço tratado (seco, 3.300t/ano) que tem origem no cliente que recebe o bagaço da Valamb pós produção (9.900t/ano) como combustível para suplementar uma parte das necessidades energéticas.
Ou seja, as unidades da Centroliva e da Valamb são completamente distintas.


11) O 2º parágrafo do ponto 4.2. revela bem o grau de risco ambiental a que estaremos sujeitos.

O referido ponto “4.2.” refere-se à “Tecnologia e processo”, informação retirada do projeto técnico fornecido pelo promotor à Quercus e o 2.ª parágrafo que refere foi transcrito e esclarecido na nossa resposta à sua alínea 5), pelo que consideramos esta alínea 11) já estar respondida.


12) Imagine -se o efeito de uma chaminé de 25 m na paisagem e numa natureza rural virada para o pastoreio e para a produção de queijo bem conhecido em todo o País - o queijo de Alcains. Mas, note -se, a sensibilidade do autor deste parecer  para proteger um enfoque desde o início positivo para o projeto apresentado pela empresa: refere ..." e num estudo de emissão de efluentes gasosos "quando na realidade o estudo se intitula de " dispersão de poluentes atmosféricos". Note -se : POLUENTES.

Não entendemos qual é a relação entre o efeito da chaminé na paisagem e a qualidade do queijo de Alcains.
O parecer nunca deixou de falar dos poluentes, nomeadamente quais são os que estão em causa e as zonas potencialmente afetadas. Por conseguinte a consideração em causa, ao questionar a honestidade do autor do parecer, não faz qualquer sentido. De qualquer forma o parecer é da Quercus e não de “alguém”, quanto muito pode afirmar-se que o parecer foi elaborado pelo CIR – Centro de Informação sobre Resíduos da Quercus e pelo Núcleo Regional.


13) reconhece a propagação dos odores e de poluentes. Omite os efeitos na natureza e nas pessoas e no seu modo de vida, dos poluentes gasosos!!!

O nosso parecer no ponto “4.3. Principais impactes ambientais” evidencia a informação relevante que consta no estudo do IDAD “ESTUDO DE DISPERSÃO DE POLUENTES ATMOSFÉRICO DE UM CENTRO DE VALORIZAÇÃO DE BAGAÇO DE AZEITONA”.  

14) idem. O que entende o quercusiano deste parecer sobre "área longe de Alcains"? Os Alcainenses assim não o entendem.

O entendimento da Quercus em relação à localização é o que está no parecer, no limite é o mesmo entendimento que deve ter a entidade licenciadora em relação à localização: Câmara Municipal de Castelo Branco.
Como já foi referido, a nova localização situa-se a 2 km de Alcains e, de acordo com a nossa resposta em “6)”, a CMCB do ponto de vista urbanístico também não vê razão para se opor ao projeto em causa.


15) idem e salienta -se que ainda por cima a chaminé estará sobredimensionada para evitar....(sem comentários !!!). Por outro lado, o texto das páginas 11 e 12 são preocupantes pois garantem -nos que haverá sem dúvida situações de intensa poluição.

As páginas 11 e 12 referem justamente o contrário do que se está a tentar transmitir no ponto 15). Com efeito, os estudos realizados pelo IDAD preveem que os picos de concentração de poluentes, tanto horários como diários, serão muito inferiores aos valores limite da legislação. Por outro lado, os dados de base para a elaboração do modelo de dispersão de poluentes atmosféricos são de uma unidade com uma capacidade de laboração dez vezes superior à da Valamb.


16) onde está o bom senso? está esta instalação projetada com afastamento das populações de Alcains e Castelo Branco ? 

Em relação ao afastamento das populações de Alcains, este ponto já foi respondido no ponto 14). Quanto a Castelo Branco, a distância ainda é maior, cerca de 10 km.


17) e 18)  ver alínea 6) para confirmar as mentiras aqui diluídas...

Neste ponto 17) não conseguimos entender qual é a questão/pergunta.


19) Finalmente " a Quercus não vê razão para se opor ao projeto de construção desta unidade de tratamento de bagaço de azeitona " . Com tudo o que foi referido e contestado aqui e noutras instâncias, com um parecer destes que se pode qualificar de menor e mínimo quando está em causa a defesa dos nossos recursos naturais, das nossas populações, dos recursos florestais onde se pretende localizar a famigerada unidade poluidora, esta atitude, este parecer da Quercus é de todo humilhante e indigno dessa Entidade que estamos habituados a ver a aparecer na Televisão a defender as populações nos casos críticos ambientais . 

A Quercus apenas emitiu opinião sobre eventuais localizações genéricas que não afectassem a REN e RAN. Na implementação do projecto caso seja necessário o corte de arvores, movimentações de terra, etc, estas actividades carecem de pareceres de varias entidades, e terão de ser objecto de licenciamento prévio por parte autoridades em causa. Na localização em causa não existem manchas florestais protegidas. 


De referir, como não poderia deixar de ser, que estamos disponíveis para reunir com todos os interessados neste processo. É só uma questão de ser manifestado esse interesse.

Pela Quercus

Samuel Infante

Núcleo Regional de Castelo Branco e Covilhã
Rua Tenente Valadim, nº 19
6000-284 CASTELO BRANCO

No dia 4 de fevereiro de 2015 às 21:03, Manuel Peralta escreveu:

O novo ninho da Quercus de Castelo Branco.

Pelo presente email dou conhecimento a todas as quercus do país, do que se passa em Castelo Branco, relativamente à instalação em Alcains, de uma atividade de transformação de bagaço de azeitona, cujos promotores são o Dr. Luis Correia, autarca local e a empresa Valamb Lda, com sede no fundão.
Solicito o favor de abrir os documentos 16 e 18, onde se identifica um parecer da quercus de cá, sobre a bagaçada municipal.
O parecer da quercus está repleto de imprecisões e omissões, que passo a enumerar.
1.Omite que no local se torna necessário arrancar cerca de 7 hectares de pinhos mansos, com cerca de 20 anos de idade.
2.Omite que no local se torna necessário arrancar sobreiros de elevado porte, bicentenários.
3.Omite que no local existe o maior parque de cegonhas do concelho, que confina com o local da bagaçada municipal
4.Omite que no local, está instalado o maior produtor de queijo de Alcains, Zé do cabeço do carvão, cujos pastos serão irremediavelmente afetados.
5.Mente quanto às distâncias a que se encontram a vivendas, algumas com piscina, ali existentes.
6.Omite a distância relativa à escola secundária de Alcains e ao mais populoso bairro, na quinta da pedreira.
Este parecer que acompanhou o projeto que está em análise na CCDRCentro, em Coimbra, teve como prémio da autarquia um ninho...solicito a abertura do documento 001.
Tudo o que aqui refiro pode ser aferido no local e confrontado com o parecer da quercus de cá.
Tirem por favor as vossas conclusões.
O que peço a todos é que nos ajudem a impedir que tal “tsunami ambiental” se concretize.
As quercus de Coimbra, (Condeixa e Luso), de Beja (Fortes e Ferreira do Alentejo), Mirandela (Cachão), conhecem bem os problemas que esta atividade destruidora do ambiente provoca nos locais onde labora.
Se puderem testemunhar junto da CCDRCentro os malefícios que esta perniciosa atividade provoca, ficaria muito grato.
É que por cá, agora, a vossa colega não sai do ninho municipal...
Melhores cumprimentos

Manuel Peralta


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