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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Matadouro OVIGER muda de gestão

Carta, email, que remeti à nova empresa, denominada “PROJETO FORTUNNA”.

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Boa tarde Sr. Pedro Santos.

Agradeço o favor de remeter este email ao Sr. André Araújo que, presumo, diretor da empresa.


1. Pela comunicação social local, saiu a informação de que, o “ProjetoFortunna”, adquiriu a maioria do capital social do matadouro Oviger em Alcains.

Com mais de 50 anos de existência, com material comprado em segunda mão na Alemanha, ali já o equipamento era obsoleto, com a enésima empresa a tomar conta do matadouro, pode ser que, agora, a responsabilidade da atual gestão do matadouro tenha mais respeito pelos danos ambientais que este matadouro tem, ao longo de mais de meio século, causado a Alcains.

As entidades a quem dou conhecimento em cc, conhecem bem o que se passa. 


Mas nada têm feito para impedir que a cloaca do matadouro, evacue na Zona Verde de Alcains os efluentes industriais, nem sempre tratados, por vezes pela calada da noite, provenientes da “obsoleta” ETAR do matadouro, se não diretamente…

Os maus cheiros provenientes do matadouro nomeadamente das fezes dos animais, bem como os horríveis cheiros das vísceras, aliados aos pestilentos efluentes industriais, são o dia a dia dos moradores que sofrem com matadouro.

Por outro lado, no local onde o matadouro evacua os seus efluentes, na zona Verde de Alcains, em plena ribeira da Líria, os vários proprietários confinantes com a ribeira, sofrem com a poluição, onde por vezes chega a correr sangue limpo, (tenho fotos), e as suas culturas são invadidas por ratazanas do tamanho de coelhos, que por ali passeiam e ali se alimentam dos vossos efluentes.

Esta é a situação que venho denunciando, e da qual podem ter uma ideia mais precisa, se visitarem o blogue “terra dos cães”.


2. Em tempos idos, o Prof. Carlos Cupeto dir.geral do ambiente mais o autarca de então, prometeram canalizar, cerca de 400 metros, os vossos efluentes para a ETAR de Alcains.

Nada. Zero. Até hoje.


3. Agora há novos autarcas, embora da mesma família…!!!


4. Desta vez espero que a FORTUNNA, promova uma “gestão fortunosamente ambiental para ALCAINS”.


5. As entidades são as mesmas de sempre. 

Sugiro que se juntem, assumam as vossas responsabilidades, e sem mais palavras, façam o que devem fazer.


Vou continuar atento e continuarei a denunciar este permanente crime ambiental.

Ao dispor,

Manuel Peralta

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

Limpeza da ribeira da Líria

Resposta da Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e “ainda” do Ordenamento do Território.

A Senhora Inspetora Diretora, Ana Isabel Garcia, respondeu-me com o documento que abaixo publico.

Face à minha denuncia, intima a Agência Portuguesa do Ambiente e a sua dependente para a nossa região, ARH/TEJO e Oeste a que, face às suas competências no domínio do licenciamento,  fiscalização e proteção dos recursos hídricos, me respondam.

Mas, mais importante que qualquer resposta, é cumprirem as suas competências, o que não tem acontecido, pois por aqui na Líria, a impunidade ambiental continua.

Está à vista de tudo e todos, e, até hoje, nenhuma entidade, ambiental, fiscalizadora, policial ou autárquica nada fez, para acabar de vez com a continuada degradação ambiental.


Entretanto, em fins de setembro, foi cortado todo o material lenhoso e todas as plantas herbáceas que, infestando a ribeira, em muito prejudicavam o escorrimento natural das águas. Cortaram e não limparam pelo que o leito da Líria continua cada vez mais obstruído. A partir do local onde a Oviger evacua e polui toda a ribeira com os seus efluentes, tudo ficou como estava. Mal, muito mal. Ali só as máquinas podem entrar, pois a porcaria que ali está acumulada, não permite que os humanos ali tenham acesso, sob pena de virem a ter graves problemas de saúde.

As entidades ambientais nada fiscalizam, e não têm até hoje cumprido seus deveres, de proteção dos recursos hídricos.

Insistir, denunciar este atentado ambiental, vai continuar a ser a minha atitude.


Manuel Peralta

terça-feira, 19 de outubro de 2021

OVIGER, Matadouro, muda de mãos

Dou a conhecer recorte de jornal local, onde uma nova empresa denominada FORTUNNA, com sede em Braga, adquiriu a maioria do capital social do matadouro.



Uma nova gestão e desta vez FORTUNNA, é sempre um motivo de alguma esperança.

Vamos ver.

Oportunamente darei conta e publicarei email que estou a preparar para enviar à FORTUNNA, dando conta da situação atual.


Manuel Peralta

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

COMO SE INAUGURA UMA MENTIRA

ONTEM

Dou a conhecer o cartaz/convite com que o TEMPO , esse eterno revelador da verdade, aclarou como se gastaram duas centenas e meia de milhres de euros numa obra que foi o alfa e o ómega, da gestão Sócrates/Morão.

HOJE

A degradação, o atentado ambiental, a ausência de limpeza, a poluição industrial do matadouro Oviger, a rega subterrânea que nunca funcionou, o degradado mobiliário urbano entre outras degradações, são hoje a triste realidade, que os Alcaineneses herdaram do “DONO DA OBRA”, a obra que naquele tempo valia mais que as promessas...

Para memória futura e para que conste.

“ALCAINS TERRA DE FUTURO”, diziam eles...

Como as mentiras valem mais que as promessas.


Manuel Peralta

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

A CCDRCENTRO, respondeu

Desta vez, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro respondeu às minhas reclamações.

Na carta ofício que se segue, dou a conhecer a resposta.

Remeteram a minha reclamação para as entidades que são as primeiras responsáveis pelo não cumprimento da lei, Agência Portuguesa do Ambiente e Administração da Região Hidrográfica do Tejo.

Estas entidades não têm obrigado a Câmara/Junta a limpar a ribeira, uma vez que a líria corre em terrenos de responsabilidade municipal.

Os proprietários confinantes com a ribeira, não podem ser obrigados a limpar, uma vez que a ribeira está, frente aos seus terrenos, inundada com a trampa do matadouro da Oviger.

Conhecedor destas entidades também eu já lhes tinha enviado, e venho enviando tudo ao que ao ambiente diz respeito.

Até hoje sem resultados, a impunidade ambiental continua. 

Quer os moradores quer os proprietários confinantes com a ribeira, sofrem os efeitos de termos entidades que se têm mostrado incapazes de cumprir e fazer cumprir os seus deveres.

No entanto ainda antes de receber esta resposta da CCDRCentro, acompanhei na passada semana, um Biólogo e uma Engª do ambiente, quadros superiores da ARHTEJO, seção de Castelo Branco, que comigo efetuaram uma visita à ribeira, o Biólogo tirou muitas fotos e ambos puderam apreciar o que sem descanso, venho descrevendo.

Foram ambos parcos em palavras, viram, ouviram e seguiram pra Castelo Branco.

Aguardo agora o resultado destas ações.


Manuel Peralta