Ando a dar volta aos recortes de jornal que ao longo da minha vida pública recolhi, dando a conhecer para memória futura, o que o jornal sobre Alcains, publicava.
Desta vez sobre o INFANTÁRIO, Casa do Bem.
O Infantário que através das Irmãs Franciscanas de Maria
servia as crianças de Alcains, funcionava, a título gratuito no edifício onde
hoje se encontra o museu do Canteiro, propriedade da família do doutor Ulisses
Pardal.
E sob o comando das IRMÂS, prestou um dos melhores serviços
a Alcains, nunca reconhecidos publicamente pelos autarcas da cidade de Castelo
Branco.
Como não me canso de reconhecer quem ajudou Alcains, na
pessoa da Irmã Conceição, Diretora da Instituição, com quem foi muito agradável
cooperar, curvo-me perante as qualidades da Instituição que em muito contribuíram
para o "Elevador Social" das crianças da nossa terra.
Lendo a local de David Infante, o alarme era injustificado,
pois na notícia era encontrada a solução.
As obras do novo infantário quando tomei posse estavam
paradas por falência do empreiteiro, foi necessário encetar junto das entidades
nova adjudicação, o que aconteceu com brevidade e, claro, o novo infantário na
Pedreira, foi inaugurado durante o meu mandato, pelo Senhor primeiro-ministro
de então, Doutor Francisco Pinto Balsemão, e, ali couberam todas as crianças
que se tinham inscrito.
A questão do pagamento da mensalidade era coordenada pelo
Centro Regional de Segurança Social que dava à Junta e às Irmãs, as regras que
a nível nacional, se consideravam.
Mas era muito difícil socialmente perceber porque é que, quem apresentava sinais exteriores de riqueza, vivenda, carros, vida quase faustosa, pagava o mesmo, no caso em apreço, o mínimo, que casal que vivia do seu trabalho e tinha vida social pacata.
Com a Irmã São analisávamos os casos, tendo apenas como
documentos para decisão, as folhas dos vencimentos dos pais e quanto a IRS e
outros impostos nada havia.
Os casais que trabalhavam por conta de outrem apresentavam
as suas folhas de vencimentos com os mínimos e os patrões dos mesmos
trabalhadores seguiam igual caminho, perante a incapacidade da Junta em desatar
este nó social.
Hoje com as contas do IRS pode ser que a situação seja
diferente, mas esta questão da fuga aos impostos, presumo ser mais grave do que
naqueles tempos.
Manuel Peralta


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