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domingo, 13 de setembro de 2026

ATIVIDADES em DECLÍNIO

Deve-se ao Conde de Idanha a Nova, o Senhor António Trigueiros de Aragão a oferta a Alcains do magnífico edifício da Casa do Povo.

Recentemente restaurado e, agora, em bom estado de conservação.

Na lapela do edifício, o Senhor Trigueiros mandou colocar o emblema de Alcains, um trabalho de forma oval, em granito da  nossa terra, representando as atividades existentes praticamente durante todo o século passado e em recessão nos dias de hoje.

Lá estão representados os instrumentos dessas atividades, CANTEIROS (maceta, compasso, pico) e, OVELHA, (lã, leite e queijo). Alguma floresta encima o emblema, nomeadamente folhosas, carvalhos.

Nestes tempos, a atividade de trabalhos em pedra, está praticamente moribunda, uma ou duas oficinas da atividade, uma mais morta que moribunda e outra dedicada quase em exclusivo ao fabrico de campas para cemitérios.

A atividade de corte de pedra nos "aclipos" de Santa Apolónia está extinta. Raros são os vários edifícios em construção que "metam pedra", como se dizia nos seus tempos áureos.

Os CALCETEIROS de Alcains inexistem já e, os CANTEIROS, estão em acelerada extinção e, um ou outro emigrado, resta ainda.

Contava-me o Ti João Visga antes de morrer, que de um curso de 16 formandos em que foi professor, nas "Socráticas Novas Oportunidades", nenhum seguiu a atividade que aprendeu.

Observando o emblema de Alcains e descendo até à OVELHA, a situação atual é de igual agastamento.

Os proprietários dos maior rebanho de Alcains, no Cabeço do Carvão, estão a substituir a atividade de fabrico de queijo para carne, isto é apostando mais na venda de borregos.

Não há  e, quando os há, é muito difícil manter PASTORES.

Enquanto noutros tempos estas atividades passavam de pais para filhos, os filhos de agora procuram "outras formas de vida". Não há familiarmente reposição da atividade.

Esta situação familiar não é de agora, pois nas várias famílias que durante o século passado fizeram florescer esta atividade, "o queijo de Alcains", em nenhuma, o fabrico de queijo continuou, Luis Amaro ( pequeno), António Damas, Francisco Lopes, Jaime Silva, Manuel Amaro, José Amaro, Luis Amaro (grande) entre outros.

Do muito queijo que se vende em Alcains, a grande parte vem de produtores da Soalheira e, o que ainda é feito por cá, não sei de onde vem o leite.

Restam com atividade em acelerada mudança os Irmãos do Cabeço do Carvão.

O tempo, esse corretor silencioso, a pouco e pouco vem atualizando as nossas memórias ao mesmo tempo que desatualiza os emblemas e as nossas bandeiras.

No século passado Alcains caminhou por aqui, e agora, para onde vai caminhar Alcains?

Fica a questão.

Manuel Peralta

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

REDE ELETRICA em ALCAINS

Como refere a local do jornal que abaixo convido a ler, em 1980, o estado calamitoso em que desde há vários anos se encontrava a distribuição de energia elétrica em Alcains, tornava esta questão no problema mais importante da nossa terra.

O setor estava em transformação e a empresa que tinha esta concessão era a HEAA, Hidroelétrica do Alto Alentejo, vulgo em Alcainês, a "hidra".

Os arraiais das chispas elétricas em várias ruas eram uma festa constante, a generalidade das casas tinha pequenos transformadores de tensão para melhorar a corrente, e ainda uma trovoada ameaçava Cafede e já não havia luz em Alcains.

A expansão industrial que se vivia na data, era muito prejudicada com a situação e, para se ter uma baixada para uma casa a demora era eterna...

Sendo a minha formação em Eletrotecnia e Máquinas, era para mim uma responsabilidade acrescida resolver o problema e, assim foi.

O mártir profissional desta situação, era o Engº. Barata, um honrado e excelente militante do PCP, Partido Comunista Português, a quem todos se dirigiam para resolver os seus problemas.

O poder local era da AD, Aliança Democrática, onde havia nalguns setores um "ódio de estimação" a tudo o que vermelho era.

Houve, entretanto, uma reunião na Câmara com o Secretário de Estado, António Nobre de seu nome, para se inteirar deste problema que era geral no concelho, mas a reunião descambou para cima do Engº. Barata.

Conhecedor da falta de meios da "hidra", defendi perante os presentes que o Engº. Barata era o menos responsável da situação, e o que deveria ser feito era dar meios a quem os não tinha.

Na reunião havia autarcas do PCP e, passados poucos dias, aparece na Junta o Engº. Barata com um plano para serem construídas 5 cabines onde se iriam alojar os postos de transformação .respetivos.

A Junta com apoio do Engº. Barata, escolheu os locais, Lavandeira, Joaninho, Ciclo Preparatório, Correios e "João Serrão/Regatinho", e o dinheiro foi entregue à Junta para custear as obras.

Dito assim até parece que foi fácil, pois a seguir era necessário dar volta completa a Alcains com valas para enterrar os cabos que iriam interligar as cabines dos transformadores e, fazer um ramal da subestação por detrás da Consal para as alimentar.

Fui duas vezes a Lisboa, à Federação dos Municípios, entidade em criação, e dois engenheiros vieram a Alcains, aferir a situação, para se adjudicarem as obras das valas.

Passado ainda algum tempo, sou visitado pelo responsável da empresa Pereira da Costa, uma excelente empresa que, entretanto faliu, recentemente, que deu uma volta completa a Alcains.

Hoje temos uma energia de excelente qualidade, praticamente toda subterrânea, coisa rara no concelho e, a maior prova da sua fiabilidade que anotei, foi que na tempestade Cristin que assolou o Pais e em Alcains com ventos de cerca de 140 km por hora, "nunca faltou a luz", como por cá se diz.

Foi mesmo das coisas que gostei de ajudar a resolver.

Manuel Peralta

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

OVELHAS de PEDRA

Sim, é mesmo para MEMÓRIA FUTURA, uma vez que, a cena que a Junta da Freguesia decidiu imortalizar na rotunda do ocaso da avenida 12 de novembro de 1971, uma boa ideia, que traduz uma atividade em acelerado declínio na nossa terra.

Já quase não há rebanhos em Alcains e, concomitantemente o fabrico de queijo é uma atividade praticamente residual.

Algum, muito pouco do que se fabrica não é feito com leite das ovelhas de rebanhos de Alcains.

Como considero boa a ideia da Junta, não deixo de sugerir que se complete a cena, com um Pastor e um Cão que sempre fizeram parte desta ruralidade ancestral, PASTOR, CÃO, REBANHO, QUEIJO.

É pena que a rotunda esteja tão repleta de sinais que tiram parte substancial da beleza que a cena pretende transmitir.

Nunca é tarde para acertar.

Sempre ao dispor.

Manuel Peralta

terça-feira, 8 de setembro de 2026

LÍRIA, Aviso atempado às Autoridades

Porque os fenómenos atmosféricos são imprevisíveis e cada vez mais de gravidade extrema, remeti em 7 de setembro para a APA, Agência Portuguesa do Ambiente e para os SMASCBranco, na pessoa da Engª. Sónia Mexia, a foto da ribeira da Líria, que como se pode observar, está completamente obstruída com infestantes que impedem a livre circulação das águas.

Claro que enviei também para a Câmara da cidade e para o seu Presidente, bem como para a Proteção Civil Municipal e para o SEPNA da GNR.

Bom dia

Entrou Setembro e a Líria está assim.

Por conhecer o risco do local onde vivo, alerto todas as Entidades para o que pode acontecer.

Prefiro uma Proteção Civil centrada na PREVENÇÃO em vez de centrada na EMERGÊNCIA.

Aguardo dos responsáveis Municipais, Ambientais, de Proteção Civil e Militares a assunção das suas responsaabilidades.

Ao dispor.

Manuel Peralta

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

VISITA DO 1º. MINISTRO e ENERGIA ELÉTRICA

1. O correspondente do Reconquista em Alcains, conforme recorte de jornal abaixo, dava nota de duas excelentes notícias para a nossa terra.

A visita do Senhor 1º. Ministro e a eletrificação da freguesia.

A CEE, tinha anunciado a disponibilização de verba para em Portugal serem construídas 44 escolas secundárias, e Alcains havia sido contemplado com uma.

A Câmara Municipal encarregou a Junta de indicar terreno.

De não muitos terrenos disponíveis e, uma vez que a construção do edifício do Ciclo Preparatório se encontrava quase terminada, a Junta indicou o atual terreno ali perto dos Sobreirinhos e, muito perto do atual Ciclo Preparatório.

O correspondente neste caso estava completamente "fora de jogo" ao sugerir o local por si indicado. Havia claro, como sempre e até hoje, interesses vários em jogo, pois a construção de uma escola arrasta sempre consigo o desenvolvimento.

2. Quanto à eletrificação, talvez o problema maior de Alcains na altura, darei notícia em próximo texto.

Manuel Peralta