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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

REDE ELETRICA em ALCAINS

Como refere a local do jornal que abaixo convido a ler, em 1980, o estado calamitoso em que desde há vários anos se encontrava a distribuição de energia elétrica em Alcains, tornava esta questão no problema mais importante da nossa terra.

O setor estava em transformação e a empresa que tinha esta concessão era a HEAA, Hidroelétrica do Alto Alentejo, vulgo em Alcainês, a "hidra".

Os arraiais das chispas elétricas em várias ruas eram uma festa constante, a generalidade das casas tinha pequenos transformadores de tensão para melhorar a corrente, e ainda uma trovoada ameaçava Cafede e já não havia luz em Alcains.

A expansão industrial que se vivia na data, era muito prejudicada com a situação e, para se ter uma baixada para uma casa a demora era eterna...

Sendo a minha formação em Eletrotecnia e Máquinas, era para mim uma responsabilidade acrescida resolver o problema e, assim foi.

O mártir profissional desta situação, era o Engº. Barata, um honrado e excelente militante do PCP, Partido Comunista Português, a quem todos se dirigiam para resolver os seus problemas.

O poder local era da AD, Aliança Democrática, onde havia nalguns setores um "ódio de estimação" a tudo o que vermelho era.

Houve, entretanto, uma reunião na Câmara com o Secretário de Estado, António Nobre de seu nome, para se inteirar deste problema que era geral no concelho, mas a reunião descambou para cima do Engº. Barata.

Conhecedor da falta de meios da "hidra", defendi perante os presentes que o Engº. Barata era o menos responsável da situação, e o que deveria ser feito era dar meios a quem os não tinha.

Na reunião havia autarcas do PCP e, passados poucos dias, aparece na Junta o Engº. Barata com um plano para serem construídas 5 cabines onde se iriam alojar os postos de transformação .respetivos.

A Junta com apoio do Engº. Barata, escolheu os locais, Lavandeira, Joaninho, Ciclo Preparatório, Correios e "João Serrão/Regatinho", e o dinheiro foi entregue à Junta para custear as obras.

Dito assim até parece que foi fácil, pois a seguir era necessário dar volta completa a Alcains com valas para enterrar os cabos que iriam interligar as cabines dos transformadores e, fazer um ramal da subestação por detrás da Consal para as alimentar.

Fui duas vezes a Lisboa, à Federação dos Municípios, entidade em criação, e dois engenheiros vieram a Alcains, aferir a situação, para se adjudicarem as obras das valas.

Passado ainda algum tempo, sou visitado pelo responsável da empresa Pereira da Costa, uma excelente empresa que, entretanto faliu, recentemente, que deu uma volta completa a Alcains.

Hoje temos uma energia de excelente qualidade, praticamente toda subterrânea, coisa rara no concelho e, a maior prova da sua fiabilidade que anotei, foi que na tempestade Cristin que assolou o Pais e em Alcains com ventos de cerca de 140 km por hora, "nunca faltou a luz", como por cá se diz.

Foi mesmo das coisas que gostei de ajudar a resolver.

Manuel Peralta

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

OVELHAS de PEDRA

Sim, é mesmo para MEMÓRIA FUTURA, uma vez que, a cena que a Junta da Freguesia decidiu imortalizar na rotunda do ocaso da avenida 12 de novembro de 1971, uma boa ideia, que traduz uma atividade em acelerado declínio na nossa terra.

Já quase não há rebanhos em Alcains e, concomitantemente o fabrico de queijo é uma atividade praticamente residual.

Algum, muito pouco do que se fabrica não é feito com leite das ovelhas de rebanhos de Alcains.

Como considero boa a ideia da Junta, não deixo de sugerir que se complete a cena, com um Pastor e um Cão que sempre fizeram parte desta ruralidade ancestral, PASTOR, CÃO, REBANHO, QUEIJO.

É pena que a rotunda esteja tão repleta de sinais que tiram parte substancial da beleza que a cena pretende transmitir.

Nunca é tarde para acertar.

Sempre ao dispor.

Manuel Peralta

terça-feira, 8 de setembro de 2026

LÍRIA, Aviso atempado às Autoridades

Porque os fenómenos atmosféricos são imprevisíveis e cada vez mais de gravidade extrema, remeti em 7 de setembro para a APA, Agência Portuguesa do Ambiente e para os SMASCBranco, na pessoa da Engª. Sónia Mexia, a foto da ribeira da Líria, que como se pode observar, está completamente obstruída com infestantes que impedem a livre circulação das águas.

Claro que enviei também para a Câmara da cidade e para o seu Presidente, bem como para a Proteção Civil Municipal e para o SEPNA da GNR.

Bom dia

Entrou Setembro e a Líria está assim.

Por conhecer o risco do local onde vivo, alerto todas as Entidades para o que pode acontecer.

Prefiro uma Proteção Civil centrada na PREVENÇÃO em vez de centrada na EMERGÊNCIA.

Aguardo dos responsáveis Municipais, Ambientais, de Proteção Civil e Militares a assunção das suas responsaabilidades.

Ao dispor.

Manuel Peralta

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

VISITA DO 1º. MINISTRO e ENERGIA ELÉTRICA

1. O correspondente do Reconquista em Alcains, conforme recorte de jornal abaixo, dava nota de duas excelentes notícias para a nossa terra.

A visita do Senhor 1º. Ministro e a eletrificação da freguesia.

A CEE, tinha anunciado a disponibilização de verba para em Portugal serem construídas 44 escolas secundárias, e Alcains havia sido contemplado com uma.

A Câmara Municipal encarregou a Junta de indicar terreno.

De não muitos terrenos disponíveis e, uma vez que a construção do edifício do Ciclo Preparatório se encontrava quase terminada, a Junta indicou o atual terreno ali perto dos Sobreirinhos e, muito perto do atual Ciclo Preparatório.

O correspondente neste caso estava completamente "fora de jogo" ao sugerir o local por si indicado. Havia claro, como sempre e até hoje, interesses vários em jogo, pois a construção de uma escola arrasta sempre consigo o desenvolvimento.

2. Quanto à eletrificação, talvez o problema maior de Alcains na altura, darei notícia em próximo texto.

Manuel Peralta

domingo, 30 de agosto de 2026

QUE BANDEIRA?

No início deste mês de agosto, cerca de 80 mil emigrantes, provenientes de MARROCOS e da África Subsariana, invadiram a nado a cidade de CEUTA.

Nesta cidade residem cerca de 70 mil CEUTIES.

Foi, e ainda é um caos, pois apesar de a maioria dos emigrantes terem regressado ainda restam cerca de 5 mil emigrantes e cerca de dois mil menores, bastantes crianças.

Assisti a tudo isto nos vários canais de televisão espanhola, mas o que me chamou a atenção foi a bandeira da cidade de CEUTA, que abaixo reproduzo.

Lá estão os 7 castelos conquistados aos mouros e a cinco quinas que são as chagas de Cristo.

Desde os tempos da reconquista cristã, já lá vão mais de 500 anos, que Espanha tem duas cidades em território marroquino, Ceuta e Melilla..

Em cada uma destas cidades, existe um Presidente que responde ao governo de Espanha, no caso de CEUTA denominado, Juan Jesús Vivas.

Com esta invasão Marrocos pretendeu dizer a Espanha que invadirá qualquer destas cidades sempre que quiser.

Também há mais ou menos quinhentos anos, Portugal teve em Marrocos 3 cidades, Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger e, o nosso rei Don Sebastião foi para lá lutar para transformar o reino mouro em reino cristão.

Ainda bem que se perdeu numa manhã de nevoeiro, até hoje.

O que hoje acontece em CEUTA é mais que uma calamidade, violações, fome, miséria, assaltos e os Ceuties fazem guarda a suas casa com receio de serem assaltados.

Todo isto porque o governo de Espanha tem nas suas leis um disposição que " quem chega a nado a Espanha, tem de ser acolhido ".

Entre muitos outros problemas, este é o maior e mais urgente, tudo isto com Sanchez, chefe do governo há um mês em férias..

Manuel Peralta