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terça-feira, 8 de setembro de 2026

LÍRIA, Aviso atempado às Autoridades

Porque os fenómenos atmosféricos são imprevisíveis e cada vez mais de gravidade extrema, remeti em 7 de setembro para a APA, Agência Portuguesa do Ambiente e para os SMASCBranco, na pessoa da Engª. Sónia Mexia, a foto da ribeira da Líria, que como se pode observar, está completamente obstruída com infestantes que impedem a livre circulação das águas.

Claro que enviei também para a Câmara da cidade e para o seu Presidente, bem como para a Proteção Civil Municipal e para o SEPNA da GNR.

Bom dia

Entrou Setembro e a Líria está assim.

Por conhecer o risco do local onde vivo, alerto todas as Entidades para o que pode acontecer.

Prefiro uma Proteção Civil centrada na PREVENÇÃO em vez de centrada na EMERGÊNCIA.

Aguardo dos responsáveis Municipais, Ambientais, de Proteção Civil e Militares a assunção das suas responsaabilidades.

Ao dispor.

Manuel Peralta

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

VISITA DO 1º. MINISTRO e ENERGIA ELÉTRICA

1. O correspondente do Reconquista em Alcains, conforme recorte de jornal abaixo, dava nota de duas excelentes notícias para a nossa terra.

A visita do Senhor 1º. Ministro e a eletrificação da freguesia.

A CEE, tinha anunciado a disponibilização de verba para em Portugal serem construídas 44 escolas secundárias, e Alcains havia sido contemplado com uma.

A Câmara Municipal encarregou a Junta de indicar terreno.

De não muitos terrenos disponíveis e, uma vez que a construção do edifício do Ciclo Preparatório se encontrava quase terminada, a Junta indicou o atual terreno ali perto dos Sobreirinhos e, muito perto do atual Ciclo Preparatório.

O correspondente neste caso estava completamente "fora de jogo" ao sugerir o local por si indicado. Havia claro, como sempre e até hoje, interesses vários em jogo, pois a construção de uma escola arrasta sempre consigo o desenvolvimento.

2. Quanto à eletrificação, talvez o problema maior de Alcains na altura, darei notícia em próximo texto.

Manuel Peralta

domingo, 30 de agosto de 2026

QUE BANDEIRA?

No início deste mês de agosto, cerca de 80 mil emigrantes, provenientes de MARROCOS e da África Subsariana, invadiram a nado a cidade de CEUTA.

Nesta cidade residem cerca de 70 mil CEUTIES.

Foi, e ainda é um caos, pois apesar de a maioria dos emigrantes terem regressado ainda restam cerca de 5 mil emigrantes e cerca de dois mil menores, bastantes crianças.

Assisti a tudo isto nos vários canais de televisão espanhola, mas o que me chamou a atenção foi a bandeira da cidade de CEUTA, que abaixo reproduzo.

Lá estão os 7 castelos conquistados aos mouros e a cinco quinas que são as chagas de Cristo.

Desde os tempos da reconquista cristã, já lá vão mais de 500 anos, que Espanha tem duas cidades em território marroquino, Ceuta e Melilla..

Em cada uma destas cidades, existe um Presidente que responde ao governo de Espanha, no caso de CEUTA denominado, Juan Jesús Vivas.

Com esta invasão Marrocos pretendeu dizer a Espanha que invadirá qualquer destas cidades sempre que quiser.

Também há mais ou menos quinhentos anos, Portugal teve em Marrocos 3 cidades, Alcácer Ceguer, Arzila e Tânger e, o nosso rei Don Sebastião foi para lá lutar para transformar o reino mouro em reino cristão.

Ainda bem que se perdeu numa manhã de nevoeiro, até hoje.

O que hoje acontece em CEUTA é mais que uma calamidade, violações, fome, miséria, assaltos e os Ceuties fazem guarda a suas casa com receio de serem assaltados.

Todo isto porque o governo de Espanha tem nas suas leis um disposição que " quem chega a nado a Espanha, tem de ser acolhido ".

Entre muitos outros problemas, este é o maior e mais urgente, tudo isto com Sanchez, chefe do governo há um mês em férias..

Manuel Peralta


sábado, 29 de agosto de 2026

Festa de São Roque na Galiza, ESPANHA

Ao fazer "zapping" num dos muitos canais das televisões espanholas, vi em direto, um acontecimento que me prendeu de imediato a atenção.

E, por me parecer de interesse, dou a conhecer o que na TV, admirado, observei.

Era dia 16 de agosto e, na pequena localidade de BETANZOS, da província da Corunha com cerca de 13 500 habitantes, celebrava-se a festa do seu padroeiro, São Roque.

São Roque, santo que nasceu em França, cedo abandona uma vida de nobreza, para se dedicar ao tratamento de doentes de epidemias e pestes, tornando-se posteriormente, padroeiro de Inválidos, Cirurgiões e Cães.

Voltando à festa, trata-se de manter viva uma tradição que data de 1875, data em que uma família da localidade denominada Pita, decidiu homenagear o Santo, construindo um balão, (em Espanha denominado Globo), 

Na construção do globo são utilizados 150 kilos de papel, barrado interiormente com uma papa de farinha, com mais de 6 metros de diâmetro e que, quando cheio, comporta mais de 250 metros cúbicos de ar quente.

O globo é suspenso da torre da igreja da localidade a mais de 30 metros de altura, preso por uma corda, ligeiramente inclinado, enquanto que em baixo, dezenas de Betanzeiros, mantêm aberta a base do globo, enquanto outros acendem uma mexa que a pouco e pouco vai enchendo o globo de ar quente.

À medida que o globo vai enchendo com o ar quente, vai subindo e, gradualmente, vai ficando cada vez mais redondo, até que, quando completamente cheio, manda a tradição que os inúmeros Betanzeiros, que na base o suportam, deem uma volta completa e libertem o globo.

Este sobe e a multidão aos gritos de entusiasmo, com muita bandas a tocar, olham o globo até este desaparecer na noite.

Exteriormente, o globo é decorado com desenhos de artistas locais, com temas que por ali foram atualidade, nomeadamente um desenho com a cara do Cucurelha que foi jogador pela Espanha que ganhou o mundial de futebol.

As fotos que acompanham este texto, foram obtidas diretamente da televisão.

A Proteção Civil local está sempre presente no evento, pronta para intervir se necessário, pois o globo se mal manuseado, pode arder e no local como as fotos mostram, está toda a gente que há na localidade e imensos vizinhos.

Eu gostei de ver e, por isso, pode ser que, a quem me lê, aconteça o mesmo.

Manuel Peralta

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

O RELÓGIO DA TORRE DA IGREJA MATRIZ

Avariado há muito tempo, era uma fonte de risadas e cometários jocosos, sempre que na espera de um funeral ou saída de missa, por ali o pessoal se juntava.

Conto até uma situação que comigo se passou.

Conversando ali, frente à Igreja Matriz com um grupo de amigos, sou interpelado pelo Eugénio, Alcainense que vivia no asilo, carpinteiro de profissão, mas cego desde que nasceu.

- Dizia ele!

Óh. senhor Presidente, faça lá o favor de pôr o relógio a funcionar, porque eu, ali no asilo, é como que estou no fundo de um poço, nunca sei às quantas ando, o relógio faz-me mesmo muita falta.

Lá lhe disse que estava a tratar do assunto, mas para mim, refletindo interiormente sobre este mais que justo pedido, prometi a mim mesmo que, se conseguisse satisfazer o pedido do Eugénio, já valia a pena ter passado pela Junta.

O recorte de jornal que publico, agosto de 1981, dava nota de que o tema relógio, estava em andamento.

 

Juntamente com o relógio novo foram adquiridas mais duas sinetas para os quartos de hora, as existentes estavam rachadas, foi instalado o novo relógio, as quatro janelas da torre foram fechadas com rede para evitar que os pombos sujassem o equipamento, e, instalado na base da torre um relógio padrão para que se pudesse acertar sem ser necessário subir as várias dezenas de degraus da torre.

O equipamento do relógio antigo foi recuperado no local, pintado e oleado e, os dois pilões da corda, por ali ficaram.

Foram mais de 300 contos de réis que custou o relógio que ainda hoje se mantém.

A empresa a quem se adjudicou o relógio e as duas sinetas, era de Braga.

Manuel Peralta