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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

JÁ NÃO ESTAVA NA JUNTA

Não estava na Junta da Freguesia, mas nunca deixei de estar atento ao que se passava.

Profundo conhecedor da situação e dos esforços desenvolvidos quando, na qualidade de Presidente, tentei junto de tudo e todos a construção do novo edifício, pois o ensino secundário funcionava provisoriamente na casa da generosa/benemérita família, José dos Reis Sanches, no largo de Santo António.

Com os cofres públicos esgotados, foram os dinheiros da então CEE a financiar a construção de escolas.

A local que abaixo público dava nota da situação.

Por mim assinada a local dava a conhecer, ainda em contos, o financiamento de dez escolas em Portugal.

A falta de edifícios em todo o país para as escolas era de tal dimensão, que suspeitando eu que outros interesses, nomeadamente partidários, se sobrepusessem aos verdadeiros da comunidade, Alcains pudesse ficar para trás.

Conheci, entretanto, um engenheiro que trabalhava na Direção geral das Construções Escolares, ligado a Alcains por ter casado com uma das filhas do casal, Manuel Semôa/Ana Brites com quem me relacionei, pois festejava a Páscoa e a feira dos Santos na casa da sogra, que ficava frente à casa da avó materna de minha esposa.

E a partir deste conhecimento fui sendo informado do evoluir da situação.

No distrito de Castelo Branco, onze concelhos e, Alcains sem ser sede de concelho e apenas freguesia, com tantos interesses instalados, alertei publicamente para a situação.

Ali, na local que remeti para vários jornais de âmbito local e regional, notícia que teve o seu impacto, fui posteriormente informado pelo Senhor Governador Civil de então, Alberto Romãozinho meu amigo pessoal, pelo facto de no mandato anterior termos sido ambos presidentes de junta, ele nos Cebolais de Cima e eu em Alcains de que estaria a pressionar o governo para que Alcains fosse comtemplado com uma escola.

E felizmente assim aconteceu.

Hoje, Alcains deve orgulhar-se das suas escolas, pois continua a haver por aí, imensas carências de edifícios escolares, que começam a sobrar em Alcains, pela redução significativa de alunos.

Nota. O nome de José Sanches dado à escola de Alcains, resulta do facto de em Assembleia de Freguesia e por unanimidade ter sido votado este nome, uma vez que o terreno do ex ciclo preparatório foi oferecido pela família Sanches e o ensino secundário ter funcionado provisoriamente na sua casa no largo de Santo António.

José dos Reis Sanche Júnior, que muito precocemente faleceu, era o nome do marido da Senhora Dona Teresinha Sanches a quem Alcains muito deve, pois foi sob a sua vontade que tudo isto aconteceu.

Foi durante o meu mandato na Junta que se deu este nome à rua onde funcionou o ciclo preparatório.

Num acaso de vida, encontrei em CBranco a Dona Teresinha que, emocionada, me agradeceu tal situação.

Manuel Peralta

sábado, 3 de outubro de 2026

ALERTA PARA LIMPEZA

Remeti ontem, 2 de outubro para a Junta da Freguesia este e-mail, alertando para a necessidade de serem cortados e limpos os sobrantes da barroca que a foto  mostra.

Ali faço outras considerações que envolvem diversas entidades, que lendo, ficarão a conhecer.


Bom dia

Uma vez que a CMCBranco mandou cortar os infestantes na ribeira da Líria, mas os taludes das margens ficaram como dantes, assim como os infestantes destruídos repousam no leito da ribeira provocando o seu assoreamento em caso de cheia, seria bom que a Junta da Freguesia mandasse cortar e limpar, repito, limpar os sobrantes dos infestantes desta linha de água que vem de noroeste de Alcains.

Igualmente seria de bom tom que a Junta intercedesse junto da ARHTejo e Oeste, presumo que a APA já o terá feito, para retirar a cobertura do depósito da EEARAlcains, que ali jaz morto desde que a Cristin nos visitou.

Aguardo.

Ao dispor

Manuel Peralta

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Abandono

EEARAlcains

Enquanto as obras prometidas não se iniciarem na EEARA, Estação Elevatória das Águas Residuais de Alcains, não vou deixar morrer o assunto.

Para tanto enviei em 17 de setembro para as ditas entidades responsáveis, ALVTejo, IGAMAOT, AdP; APAmbiente, ARHTejo, JFreguesia, CMunicipal e SMASCBranco, novo email, insistindo com a situação.

Nenhuma destas entidades respondeu.

Dou conhecimento do meu email.

***

Bom dia.

Em 15 de outubro de 2024, a Senhora Dona Cláudia André, informava-me por email de que "as obras de remodelação/modernização da EEARAlcains, se iriam iniciar no primeiro trimestre de 2025", era a sua previsão, na qualidade de responsável pela situação.

Praticamente um ano decorrido e, nada.

Pior, nem os efeitos causados pela devastação causada na referida EEAR pela tempestade Cristin, e que a foto mostra, foram retirados.

Falar apenas de abandono, não reflete na totalidade a incúria e a irresponsabilidade de serviços e pessoas que, durante mais um ano, condenaram toda a zona envolvente, a maus cheiros, a melgas, e a ratazanas que se impunemente se passeiam no seu abundante parque de recreio, qua é a EEARAlcains.

Está em tribunal a situação, dizem.

Apesar de esperar sentado, enquanto puder denunciarei a incompetência, o abandono o deixa andar da instituição responsável.

Nunca aqui investiram um tostão, para que conste.

Manuel Peralta

***

No dia 21 de setembro de 2026 respondeu o Senhor Nuno Machado, adjunto do Presidente da Câmara da cidade, dizendo que a minha exposição “mereceu a nossa melhor atenção" e que "havia sido enviada para os serviços competentes para análise e tomada das diligências necessárias".

De imediato respondi com o email que dou a conhecer ao Senhor Adjunto do Presidente.

Bom dia, Senhor Nuno Machado.

O que pretendi e pretendo com a "exposição" a que teve a amabilidade de me responder, é manter viva uma situação que se arrasta há muito tempo.

Dos inúmeros emails que já remeti às entidades responsáveis, enviei sempre para a Câmara da cidade e para os SMASCB, nomeadamente para a Senhora Engenheira Sonia Mexia.

Quer da Câmara da cidade quer dos SMAS, nunca sequer acusaram a receção dos meus emails, quando a minha exclusiva intenção era de que, ao dar conhecimento desta desagradável situação, as duas entidades ajudassem com o poder que detêm, a fazer algo pela minha terra, Alcains, freguesia da Câmara da cidade de Castelo Branco.

Admito que o tenham feito, mas como nunca nada me disseram, duvido que se interessassem sequer por ele.

Tome nota, é um problema de Alcains, não da cidade da qual o Senhor é digno Adjunto.


Ao dispor

Manuel Peralta

terça-feira, 22 de setembro de 2026

O CAOS na LÍRIA

Porque mais cedo que tarde as chuvas irão voltar, e quando voltarem normalmente costumam ser torrenciais, remeti para as autoridades ambientais, autárquicas, de proteção civil e militares, GNR Ambiente, o email que aqui reproduzo. 

Bom dia

Por aqui, Alcains, a ribeira da Líria está repleta de infestantes, que obstruem a livre circulação das águas.

Tenho à minha frente, o PLANO MUNICIPAL DE AÇÃO CLIMÁTICA DE CASTELO BRANCO.

Claro que é de Castelo Branco e não do seu Concelho, como demonstra a freguesia de Alcains .Ali se promete o que não se faz, 

São 16 os objetivos estratégicos, esta palavra sem sentido, lá está para dar aquele ar de modernidade, e 25 medidas que abordam a proteção das pessoas e dos recursos naturais, e... transformação das infraestruturas para lidarem com os eventos extremos de precipitação.

Como se pode observar pela foto, a mentira está institucionalizada e o estado da ribeira assim a denuncia.

Recentemente em Espanha, inundações e um morto.

Estão à espera de que?

Manuel Peralta

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

De HOSPITAL a EXTENSÃO de SAÚDE

Em outubro de 1981, a degradação do edifício do Hospital José Pereira Monteiro de Alcains era por demais evidente. Situação que se arrastava há vários, muitos, anos.

O casal Alcainense Pereira Monteiro, não teve filhos, ao que me contava a Minha Querida Mãe, que os conheceu, eram para lá de muito religiosos, muito ricos, pois doaram à igreja o Monte de São Luis em Castelo Branco, uma das maiores propriedades concelhias e, construíram de raiz, o maior edifício de Alcains, o Seminário de São José, que batizado foi com o mesmo nome do doador, José Pereira Monteiro.

Doaram igualmente à igreja o edifício do Hospital com o seu nome.

Tendo cumprido a sua função até cerca dos anos sessenta, lembro-me de subir uma elevada escadaria de pedra, encimada com um altar, e ali ir ver familiares doentes.

Por essa data fechou, deixou de ter utilização e assim a degradação habitou o vetusto edifício.

Instalado a caminho da igreja, na data com muito mais procura, era o comentário de todos os passantes, com prioridade para calcar na igreja.

Fui ter com o Senhor Vigário de Alcains, o saudoso Padre António Afonso Ribeiro, que me enviou para o reitor do Seminário, o senhor padre Chaves, que me enviou para o senhor Bispo da diocese, Dom Agostinho de Moura, que me enviou para o diretor do Património Diocesano, a quem expus pela quarta vez a situação.

Que sim que iam ver, pois estavam preocupados com a situação, mas, como o Meu Querido Pai me tinha ensinado que a igreja é muito mais lesta a receber que a dar, cheguei à conclusão que o caminho teria de ser outro e, decidi sem nada dizer aos responsáveis da igreja fazer um inquérito à população.

Na quinta feira seguinte tinha o Senhor Vigário na Junta a interrogar este Escuteiro que em tempos havia sido.

As respostas ao inquérito foram todas do tipo, mais e melhor para Alcains e, depois de publicadas na Comunicação social, a igreja ficou a saber do crispado ambiente dos seus paroquianos relativamente à situação.

Entretanto, consegui acesso a uma cópia da escritura de doação do edifício do Hospital por parte da família Monteiro à igreja, e lá se dizia. Essa escritura ficou na Junta.

Recordo de memória.

"um dia, que Deus não haja, em que o hospital deixe de exercer a função que lhe foi destinada, deve ser entregue a uma instituição que prossiga fins sociais"

Era um documento muito mais extenso, com expressões e cuidados a ter mas que, foi para mim uma delícia ler tal documento, de uma riqueza literária de fazer crescer frases na boca...

Ainda tive uns encontros com a Segurança Social de Castelo Branco que se manifestou interessada em ajudar, mas entretanto a questão com a igreja foi-se arrastando e, apenas no mandato do Eng.º Rogério o Hospital passou a Extensão de Saúde, até aos dias de hoje.

Manuel Peralta