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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Abandono

EEARAlcains

Enquanto as obras prometidas não se iniciarem na EEARA, Estação Elevatória das Águas Residuais de Alcains, não vou deixar morrer o assunto.

Para tanto enviei em 17 de setembro para as ditas entidades responsáveis, ALVTejo, IGAMAOT, AdP; APAmbiente, ARHTejo, JFreguesia, CMunicipal e SMASCBranco, novo email, insistindo com a situação.

Nenhuma destas entidades respondeu.

Dou conhecimento do meu email.

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Bom dia.

Em 15 de outubro de 2024, a Senhora Dona Cláudia André, informava-me por email de que "as obras de remodelação/modernização da EEARAlcains, se iriam iniciar no primeiro trimestre de 2025", era a sua previsão, na qualidade de responsável pela situação.

Praticamente um ano decorrido e, nada.

Pior, nem os efeitos causados pela devastação causada na referida EEAR pela tempestade Cristin, e que a foto mostra, foram retirados.

Falar apenas de abandono, não reflete na totalidade a incúria e a irresponsabilidade de serviços e pessoas que, durante mais um ano, condenaram toda a zona envolvente, a maus cheiros, a melgas, e a ratazanas que se impunemente se passeiam no seu abundante parque de recreio, qua é a EEARAlcains.

Está em tribunal a situação, dizem.

Apesar de esperar sentado, enquanto puder denunciarei a incompetência, o abandono o deixa andar da instituição responsável.

Nunca aqui investiram um tostão, para que conste.

Manuel Peralta

***

No dia 21 de setembro de 2026 respondeu o Senhor Nuno Machado, adjunto do Presidente da Câmara da cidade, dizendo que a minha exposição “mereceu a nossa melhor atenção" e que "havia sido enviada para os serviços competentes para análise e tomada das diligências necessárias".

De imediato respondi com o email que dou a conhecer ao Senhor Adjunto do Presidente.

Bom dia, Senhor Nuno Machado.

O que pretendi e pretendo com a "exposição" a que teve a amabilidade de me responder, é manter viva uma situação que se arrasta há muito tempo.

Dos inúmeros emails que já remeti às entidades responsáveis, enviei sempre para a Câmara da cidade e para os SMASCB, nomeadamente para a Senhora Engenheira Sonia Mexia.

Quer da Câmara da cidade quer dos SMAS, nunca sequer acusaram a receção dos meus emails, quando a minha exclusiva intenção era de que, ao dar conhecimento desta desagradável situação, as duas entidades ajudassem com o poder que detêm, a fazer algo pela minha terra, Alcains, freguesia da Câmara da cidade de Castelo Branco.

Admito que o tenham feito, mas como nunca nada me disseram, duvido que se interessassem sequer por ele.

Tome nota, é um problema de Alcains, não da cidade da qual o Senhor é digno Adjunto.


Ao dispor

Manuel Peralta

terça-feira, 22 de setembro de 2026

O CAOS na LÍRIA

Porque mais cedo que tarde as chuvas irão voltar, e quando voltarem normalmente costumam ser torrenciais, remeti para as autoridades ambientais, autárquicas, de proteção civil e militares, GNR Ambiente, o email que aqui reproduzo. 

Bom dia

Por aqui, Alcains, a ribeira da Líria está repleta de infestantes, que obstruem a livre circulação das águas.

Tenho à minha frente, o PLANO MUNICIPAL DE AÇÃO CLIMÁTICA DE CASTELO BRANCO.

Claro que é de Castelo Branco e não do seu Concelho, como demonstra a freguesia de Alcains .Ali se promete o que não se faz, 

São 16 os objetivos estratégicos, esta palavra sem sentido, lá está para dar aquele ar de modernidade, e 25 medidas que abordam a proteção das pessoas e dos recursos naturais, e... transformação das infraestruturas para lidarem com os eventos extremos de precipitação.

Como se pode observar pela foto, a mentira está institucionalizada e o estado da ribeira assim a denuncia.

Recentemente em Espanha, inundações e um morto.

Estão à espera de que?

Manuel Peralta

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

De HOSPITAL a EXTENSÃO de SAÚDE

Em outubro de 1981, a degradação do edifício do Hospital José Pereira Monteiro de Alcains era por demais evidente. Situação que se arrastava há vários, muitos, anos.

O casal Alcainense Pereira Monteiro, não teve filhos, ao que me contava a Minha Querida Mãe, que os conheceu, eram para lá de muito religiosos, muito ricos, pois doaram à igreja o Monte de São Luis em Castelo Branco, uma das maiores propriedades concelhias e, construíram de raiz, o maior edifício de Alcains, o Seminário de São José, que batizado foi com o mesmo nome do doador, José Pereira Monteiro.

Doaram igualmente à igreja o edifício do Hospital com o seu nome.

Tendo cumprido a sua função até cerca dos anos sessenta, lembro-me de subir uma elevada escadaria de pedra, encimada com um altar, e ali ir ver familiares doentes.

Por essa data fechou, deixou de ter utilização e assim a degradação habitou o vetusto edifício.

Instalado a caminho da igreja, na data com muito mais procura, era o comentário de todos os passantes, com prioridade para calcar na igreja.

Fui ter com o Senhor Vigário de Alcains, o saudoso Padre António Afonso Ribeiro, que me enviou para o reitor do Seminário, o senhor padre Chaves, que me enviou para o senhor Bispo da diocese, Dom Agostinho de Moura, que me enviou para o diretor do Património Diocesano, a quem expus pela quarta vez a situação.

Que sim que iam ver, pois estavam preocupados com a situação, mas, como o Meu Querido Pai me tinha ensinado que a igreja é muito mais lesta a receber que a dar, cheguei à conclusão que o caminho teria de ser outro e, decidi sem nada dizer aos responsáveis da igreja fazer um inquérito à população.

Na quinta feira seguinte tinha o Senhor Vigário na Junta a interrogar este Escuteiro que em tempos havia sido.

As respostas ao inquérito foram todas do tipo, mais e melhor para Alcains e, depois de publicadas na Comunicação social, a igreja ficou a saber do crispado ambiente dos seus paroquianos relativamente à situação.

Entretanto, consegui acesso a uma cópia da escritura de doação do edifício do Hospital por parte da família Monteiro à igreja, e lá se dizia. Essa escritura ficou na Junta.

Recordo de memória.

"um dia, que Deus não haja, em que o hospital deixe de exercer a função que lhe foi destinada, deve ser entregue a uma instituição que prossiga fins sociais"

Era um documento muito mais extenso, com expressões e cuidados a ter mas que, foi para mim uma delícia ler tal documento, de uma riqueza literária de fazer crescer frases na boca...

Ainda tive uns encontros com a Segurança Social de Castelo Branco que se manifestou interessada em ajudar, mas entretanto a questão com a igreja foi-se arrastando e, apenas no mandato do Eng.º Rogério o Hospital passou a Extensão de Saúde, até aos dias de hoje.

Manuel Peralta

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

INFANTÁRIO - O que se dizia

Ando a dar volta aos recortes de jornal que ao longo da minha vida pública recolhi, dando a conhecer para memória futura, o que o jornal sobre Alcains, publicava.

Desta vez sobre o INFANTÁRIO, Casa do Bem.

O Infantário que através das Irmãs Franciscanas de Maria servia as crianças de Alcains, funcionava, a título gratuito no edifício onde hoje se encontra o museu do Canteiro, propriedade da família do doutor Ulisses Pardal.

E sob o comando das IRMÂS, prestou um dos melhores serviços a Alcains, nunca reconhecidos publicamente pelos autarcas da cidade de Castelo Branco.

Como não me canso de reconhecer quem ajudou Alcains, na pessoa da Irmã Conceição, Diretora da Instituição, com quem foi muito agradável cooperar, curvo-me perante as qualidades da Instituição que em muito contribuíram para o "Elevador Social" das crianças da nossa terra.

 

Lendo a local de David Infante, o alarme era injustificado, pois na notícia era encontrada a solução.

As obras do novo infantário quando tomei posse estavam paradas por falência do empreiteiro, foi necessário encetar junto das entidades nova adjudicação, o que aconteceu com brevidade e, claro, o novo infantário na Pedreira, foi inaugurado durante o meu mandato, pelo Senhor primeiro-ministro de então, Doutor Francisco Pinto Balsemão, e, ali couberam todas as crianças que se tinham inscrito.

A questão do pagamento da mensalidade era coordenada pelo Centro Regional de Segurança Social que dava à Junta e às Irmãs, as regras que a nível nacional, se consideravam.

Mas era muito difícil socialmente perceber porque é que, quem apresentava sinais exteriores de riqueza, vivenda, carros, vida quase faustosa, pagava o mesmo, no caso em apreço, o mínimo, que casal que vivia do seu trabalho e tinha vida social pacata.

Com a Irmã São analisávamos os casos, tendo apenas como documentos para decisão, as folhas dos vencimentos dos pais e quanto a IRS e outros impostos nada havia.

Os casais que trabalhavam por conta de outrem apresentavam as suas folhas de vencimentos com os mínimos e os patrões dos mesmos trabalhadores seguiam igual caminho, perante a incapacidade da Junta em desatar este nó social.

Hoje com as contas do IRS pode ser que a situação seja diferente, mas esta questão da fuga aos impostos, presumo ser mais grave do que naqueles tempos.

Manuel Peralta

domingo, 13 de setembro de 2026

ATIVIDADES em DECLÍNIO

Deve-se ao Conde de Idanha a Nova, o Senhor António Trigueiros de Aragão a oferta a Alcains do magnífico edifício da Casa do Povo.

Recentemente restaurado e, agora, em bom estado de conservação.

Na lapela do edifício, o Senhor Trigueiros mandou colocar o emblema de Alcains, um trabalho de forma oval, em granito da  nossa terra, representando as atividades existentes praticamente durante todo o século passado e em recessão nos dias de hoje.

Lá estão representados os instrumentos dessas atividades, CANTEIROS (maceta, compasso, pico) e, OVELHA, (lã, leite e queijo). Alguma floresta encima o emblema, nomeadamente folhosas, carvalhos.

Nestes tempos, a atividade de trabalhos em pedra, está praticamente moribunda, uma ou duas oficinas da atividade, uma mais morta que moribunda e outra dedicada quase em exclusivo ao fabrico de campas para cemitérios.

A atividade de corte de pedra nos "aclipos" de Santa Apolónia está extinta. Raros são os vários edifícios em construção que "metam pedra", como se dizia nos seus tempos áureos.

Os CALCETEIROS de Alcains inexistem já e, os CANTEIROS, estão em acelerada extinção e, um ou outro emigrado, resta ainda.

Contava-me o Ti João Visga antes de morrer, que de um curso de 16 formandos em que foi professor, nas "Socráticas Novas Oportunidades", nenhum seguiu a atividade que aprendeu.

Observando o emblema de Alcains e descendo até à OVELHA, a situação atual é de igual agastamento.

Os proprietários dos maior rebanho de Alcains, no Cabeço do Carvão, estão a substituir a atividade de fabrico de queijo para carne, isto é apostando mais na venda de borregos.

Não há  e, quando os há, é muito difícil manter PASTORES.

Enquanto noutros tempos estas atividades passavam de pais para filhos, os filhos de agora procuram "outras formas de vida". Não há familiarmente reposição da atividade.

Esta situação familiar não é de agora, pois nas várias famílias que durante o século passado fizeram florescer esta atividade, "o queijo de Alcains", em nenhuma, o fabrico de queijo continuou, Luis Amaro ( pequeno), António Damas, Francisco Lopes, Jaime Silva, Manuel Amaro, José Amaro, Luis Amaro (grande) entre outros.

Do muito queijo que se vende em Alcains, a grande parte vem de produtores da Soalheira e, o que ainda é feito por cá, não sei de onde vem o leite.

Restam com atividade em acelerada mudança os Irmãos do Cabeço do Carvão.

O tempo, esse corretor silencioso, a pouco e pouco vem atualizando as nossas memórias ao mesmo tempo que desatualiza os emblemas e as nossas bandeiras.

No século passado Alcains caminhou por aqui, e agora, para onde vai caminhar Alcains?

Fica a questão.

Manuel Peralta