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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Da Sobreira ao Relógio da torre

Em outubro de 1980, David Infante, na data correspondente do Reconquista em Alcains, dava nota escrita chamando a atenção da Junta da Freguesia para duas situações que "eram problema" na altura, 

Uma vetusta sobreira descaída para a estrada nacional 18, depois do cruzamento de São Domingos a caminho da Lardosa e, o descontrolado relógio da torre da Igreja Matriz.


Quanto à Sobreira.

O seu elevado porte e os seus frondosos ramos, descaídos para a estrada, obstruíam a visão dos automobilistas e, ainda mais grave, os camiões e as camionetas de carreira tinham de se desviar saindo da sua mão, para que as cargas não embatessem nos ramos da dita.

Alguns acidentes ocorreram.

Ainda hoje, as sobreiras são árvores protegidas e não é possível arrancar uma sobreira, cumprindo a lei, sem a respetiva autorização de abate.

Fiz na data na qualidade de Presidente da Junta uma exposição aos ministério da Economia e Agricultura, remetendo as notícias locais sobre o assunto, dando nota de acidentes, ao mesmo tempo que insistia junto do diretor da JAE, Junta Autónoma das Estradas, Engº. Santos Marques, de quem me tornei amigo, para os perigos existentes relativos ao fluir do trânsito.

Passado ainda algum tempo, o diretor da JAE, telefona-me, informando que havia recebido autorização dos ministérios referidos, para o corte da sobreira.

Ao contrário do que diz a notícia a autorização vem dos ministérios.

Quanto ao relógio da Torre da Igreja Matriz, darei oportunamente notícia sobre o que se passou..

Manuel Peralta

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