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sábado, 5 de abril de 2025

Os edifícios do CICLO PREPARATÓRIO e do INFANTÁRIO em 1980 (1)

 Curioso!

No momento em que escrevo este texto, ouço ao longe, o barulho de uma máquina retroescavadora, destruindo nas instalações do edifício do antigo Ciclo Preparatório, pilares e paredes em prefabricado pesado, que em 1980 se erigiram.

Uma vez que, devido ao facto de cada vez haver menos alunos, Ciclo e Secundário ocupam de há anos o mesmo edifício, estando há anos livre o edifício do Ciclo Preparatório. Em parte deste edifício, está já em avançado estado de construção, um novo edifício destinado à Extensão de Saúde de Alcains.

Como refere acima a notícia do Reconquista quer as obras do Ciclo quer do Infantário, estas à Pedreira, estavam paradas por falência de ambos os empreiteiros.

A Junta, ciente da situação, acionou todas as entidades que podiam ajudar, com ofícios, chamadas telefónicas e encontros pessoais quer com a Direção geral de Construções Escolares, Câmara de Castelo Branco, Governo Civil alertando para a urgente necessidade de se iniciarem as obras que estavam paradas.

Da Direção Geral das Construções Escolares recebi um ofício indicando que o edifício iria ser de construção rápida, em prefabricado pesado, mais barato em custo e, mais rápido em execução. Sendo Alcains uma terra, na data, de pedreiros, canteiros e muita pedra, (granito) tentei que a construção tivesse alguma cantaria uma vez que, seria construção para permanecer muitos anos.

Em encontro que tive na altura com o nosso conterrâneo, Presidente General Eanes, pedi-lhe que intercedesse junto do ministério para ser atendida esta minha, da Junta, pretensão. Respondeu que era Presidente de todos os Portugueses e, que Alcains teria o tratamento por parte dele que todas as restantes freguesias do País. A partir desta resposta nada mais lhe solicitei para Alcains.

O terreno onde se construiu o edifício do Ciclo foi doado pela família do Senhor José dos Reis Sanches e, em gesto de agradecimento pela valiosa oferta, a Junta propôs à Assembleia da Freguesia que fosse dado o nome da rua onde o edifício se construiu ao filho do Senhor José dos Reis, falecido precocemente, o Senhor José dos Reis Sanches Júnior, até hoje. Lá está a placa.

Mais tarde e uma vez na Junta, fomos visitados pela Senhora Dona Teresinha Sanches, viúva do Senhor José dos Reis Sanches Júnior, que ao passar pelo local se deparou com o nome do seu marido na rua. Emocionada agradeceu o gesto da Junta e Assembleia. Para mim a Dona Teresinha Sanches merecia que a autarquia a recordasse, pois foi uma MULHER que sempre esteve disposta a colaborar e a ajudar Alcains.

O jornal semanário O TEMPO, que entretanto deixou de editar, dava nota do dinheiro que a CEE deu a Portugal para a construção de escolas, onde se pode ler a de Alcains.

Manuel Peralta


Nota. A seguir escreverei sobre o Infantário.

quinta-feira, 3 de abril de 2025

ESTAÇÃO ELEVATÓRIA de ÁGUAS RESIDUAIS de ALCAINS – OBRAS

Porque as promessas são para cumprir e, por outro lado as datas contam, decidi enviar email relembrando as Autoridades que prometem, confrontando-as com as sua promessas.

De: Manuel Peralta

Enviada: 2 de abril de 2025 11:51

Para: 'geral.advt@adp.pt'

Cc: 'Clientes AdVT' <clientes.advt@epal.pt>; 'geral@apambiente.pt' <geral@apambiente.pt>; 'camara@cm-castelobranco.pt' <camara@cm-castelobranco.pt>; 'geral@sm-castelobranco.pt' <geral@sm-castelobranco.pt>; 'arht.geral@apambiente.pt' <arht.geral@apambiente.pt>; 'igamaot@igamaot.gov.pt' <igamaot@igamaot.gov.pt>; 'info@adp.pt' <info@adp.pt>; 'geral@oviger.pt' <geral@oviger.pt>

Assunto: Obras na Estação Elevatória de Águas Residuais de ALCAINS.


Bom dia Srª. Dª. Cláudia André.

Coordenadora de departamento de Produtos, Clientes e Serviços da EPAl, grupo ADPortugal.

“sendo expectável que as obras se iniciem no início de 2025, assim me informou por escrito, email, em 15.10.2024“.

O primeiro trimestre de 2025, já lá vai.

Não é que seja tarde, dada a situação do país, eleições, campanhas, razões insuficientes para se atrasar o que já deveria ter sido feito.

A foto supra mostra o estado exterior da vossa EEAR, que presumo não limpa como habitualmente, pois as obras quando se iniciarem limparão decerto a envolvente aos equipamentos.

Pacientemente continua a aguardar, por notícias ou obras.

Agradeço a leitura abaixo do seu email de 15.10.2024.

Cumprimentos e ao dispor.

Manuel Peralta


Nota. Em 14/15 de abril de 2025, este mês portanto, está prevista pelos SMASCB/CMCB, a ligação dos efluentes do matadouro da OVIGER, já tratados de acordo com os parâmetros ambeintais, à vossa EEAR de Alcains.

Se ambas promessas se concretizarem, em termos ambientais, vai ser um excelente ano para o AMBIENTE EM GERAL e, para ALCAINS.

De: Clientes AdVT 

Enviada: 15 de outubro de 2024 17:50

Para: manuel-r-peralta@sapo.pt

Cc: geral@apambiente.pt; presidente@cm-castelobranco.pt; sonia.mexia@sm-castelobranco.pt; arht.geral@apambiente.pt; igamaot@igamaot.gov.pt; sepna@gnr.pt; geral@ccdrc.pt

Assunto: Estação elevatória de efluentes domésticos em ALCAINS

Ex.mo senhor,

Em resposta à sua comunicação, de 18 de setembro de 2024, relativa ao funcionamento da Estação de Águas Residuais de Alcains (EEAR), a qual mereceu a nossa melhor atenção, vimos prestar os seguintes esclarecimentos.


De acordo com os nossos registos, não ocorreu qualquer anomalia no funcionamento da EEAR Alcains que origine a descarga de águas residuais não tratadas no meio recetor, mantendo-se todas as atividades de operação e conservação da infraestrutura atual, de forma a assegurar o correto funcionamento da mesma.

Não obstante, e com o objetivo de garantir melhores condições de exploração da EEAR Alcains, a Águas do Vale Tejo tem em curso um procedimento para contratação de uma empreitada de obras públicas que irá assegurar a remodelação/beneficiação desta infraestrutura, sendo expectável que as obras se iniciem no início de 2025.

Desde já nos encontramos ao dispor para qualquer esclarecimento adicional.

Com os melhores cumprimentos.



sexta-feira, 21 de março de 2025

A BIBLIOTECA ACAINENSE

O grande amigo de Alcains, escritor, José Sanches Roque, adquiriu em tempos, década de 60, uma propriedade na zona denominada, Estalagem, na estrada nacional 18, do lado esquerdo  a caminho da Lardosa. Viveu em Alcains nesses tempos e, como homem de cultura que foi, sempre com a Cultura, em Alcains, se preocupou.

Deve-se a ele e ao José Manuel Sanches Belo, em conjunto com outros então estudantes, a criação da BIBLIOTECA ALCAINENSE.

O José Manuel Belo era um tipo porreiro, natural do Palvarinho mas que desde muito cedo, com os seus pais, habitou em Alcains. Por ser amigo de ambos, também com eles colaborei, apesar de estudar em Coimbra, para que Biblioteca de Alcains, fosse uma realidade.

E, foi.

A foto supra, recente, na entrada da rua das Casas Novas, mostra onde funcionou durante muitos anos a Biblioteca, em casa cedida gratuitamente, pelo Sr. Nicolau e sua esposa a Ti Céu Paralta, que tinham então uma loja frente à casa do Senhor Raul, ali pelo adro da igreja matriz.

Os livros em Alcains estavam dispersos por várias coletividades, Junta da Freguesia, Liga dos Amigos de Alcains, casa do Povo, Clube Recreativo, JOC, sede dos Escuteiros, entre outras coletividades, isto na década de 1960.

A Biblioteca tinha os seus sócios e, toda a vida administrativa da dita,  estava então a cargo do José Manuel Belo. Classificação dos livros por temas, elaboração da lista dos sócios, controlo das saídas e entregas delivros para ler em casa, isto todas as terças e quinta feiras de tarde, em que o Belo estava presente.

Por me parecer cartão único que ao longo do tempo guardei, dou a conhecer o cartão de sócio da Biblioteca Alcainense.

E, claro lá está, tudo feito pelo Belo, desde o preenchimento do cartão até à sua assinatura como Presidente. Eventualmente será talvez o testemunho único existente da sua firma de letra, assinada com tinta "KINK", tinta para caneta de tinta permanente.

E, assim, com o Belo à frente da Direção da Biblioteca os Alcainenses tiveram à sua disposição uma fonte de cultura, uma vez que a carrinha da Gulbenkian deixou de prestar esse excelente serviço, de cultura, em todo o país.

Entretanto passaram vários anos e, em 1979 com as primeiras eleições em democracia para as Câmaras e Juntas das Freguesias, acabo por ser eleito para a Freguesia de Alcains.

Os proprietários da casa da Biblioteca foram ter comigo à Junta, moravam perto, para que os livros dali fossem retirados, de modo a ficarem com a casa livre e, a necessitar de obras.

Ainda tiveram de suportar mais uns meses a situação até que a Junta teve de encontrar uma solução.

Disso deu nota Sanches Roque no Jornal do Fundão, nota que convido a ler.

Numa carpintaria de Alcains foram construídos cinco armários com estantes internas, portas de vidro e colocados no primeiro andar da sede da Junta e, para ali foram recolhidos e emprateleirados todos os livros que andavam dispersos pelas várias coletividade da nossa terra.

Ali estiveram vários anos e presumo que estarão agora no edifício da sede da antiga Associação dos Canteiros de Alcains, fechados e, sem qualquer utilidade...

Voltando a José Manuel da Silva Belo.

Como referi, fez parte de um enorme grupo de amigos, estudantes, escuteiros, ele que fez o Curso Comercial de então. Trabalhou como contabilista e, no nosso grupo de estudantes que representaram na Casa do Povo, várias peças de teatro, o Belo fazia sempre de "ponto", pois era ele que debaixo do palco nos ajudava sempre que nos esquecíamos do texto a representar.

Nos prospetos de publicidade às peças, vinha sempre, Drama, Ponto, Belo da silva... Comédia, Ponto, da Silva Belo.

Na sua casa pelas madrugadas das férias, com o Zé Caldeira, o Luis Lopes entre outros, a comer pão quente e umas toras de presunto ou chouriço, foram tempos de amizades irrepetíveis.

O Belo mais um outro grande amigo o Sebastião Barata, ex gestor da CGD, este com sete anos de seminário, e um excelente ouvido musical, concorreram uma vez ao festival da canção. O Sebastião fez a música e o Belo o poema que, de memória cito uma quadra que não mais esqueci.


As estrelas que do céu

Me estão sempre a fitar

São tão tristes como eu

Quando estou a meditar.


Foi uma pena, este amigo Belo, não apenas de nome, ter partido tão cedo. Da sua amizade fica, para a posteridade, este meu breve apontamento.

Manuel Peralta

quarta-feira, 19 de março de 2025

LÍRIA, DIA 14 DE ABRIL/2025, DIA DA DESPOLUIÇÃO?

Hoje, e a tempo, 19 de março de 2025, voltei a relembrar às seguintes entidades, algo de que me não esqueço.

A PROMETIDA LIGAÇÃO DOS EFLUENTES DO MATADOURO DA OVIGER À ESTAÇÃO ELEVATÓRIA DOS EFLUENTES DOMÉSTICOS DE ALCAINS

Para, Susana. Fernandes@apambiente. arht.geral. cm-castelobranco.sm-castelobranco. freguesiaalcains. oviger. advt@adp, foi enviado o email que dou a conhecer.

Bom dia.

1. Corre limpa a água no percurso antes do coletor da Oviger, que nela desagua.

2. Nos taludes da ribeira, são já visíveis os rebentos das canas das tabuas, que para ali foram descarregadas quando da "limpeza" da ribeira, no fim do passado verão.

3. Portanto, se antes da "limpeza", as tabuas assoreavam apenas o leito da ribeira, agora, o assoreamento está também nos taludes o que diminui consideravelmente o escoamento das águas e, a respetiva seção de vazão.

4. Quanto à prometida ligação dos efluentes da Oviger, à EEAR de Alcains, propriedade das ALVTejo, aguardo pelo dia 14 de abril.

Darei notícia do que ocorrer.

Cumprimentos

Manuel Peralta

segunda-feira, 17 de março de 2025

A BUROCRACIA E AS DUAS SOBREIRAS, EM 1980

No cruzamento de São Domingos, na data, 1980, ainda não havia rotundas, o cruzamento das estradas nacional 18 e 352, era perpendicular, com prioridade para a estrada nacional 18.

Vários acidentes ali ocorreram e, uma vez, tendo eu cerca de 15 anos de idade, e, estando na nossa horta com o meu Pai, horta esta perto do cruzamento, fomos surpreendidos com um enorme barulho de derrapagem de viaturas.

Acidente.

Acorremos. Contra o muro ainda existente que circunda o laboratório de experiências do queijo, uma viatura com o condutor morto e, a família ferida. Os cintos de segurança eram ainda quase inexistentes.

Não mais me esqueci.

Entretanto eleito para a Junta esta situação persistia. Dela dava nota David Infante no Reconquista, ver, ler recorte a seguir.

A Junta da Freguesia, CONSEGUIU, assim titulava o início da notícia.

Conseguiu, é na verdade a palavra correta, já que para se arrancar não uma, mas duas sobreiras, naquele local, havia que por de acordo quer a JAE, Junta Autónoma de Estradas, quer o Ministério da Agricultura.

Se da parte da JAE o apoio foi breve, uma vez que o diretor da JAE do distrito de Castelo Branco, era o Engº. Santos Marques, pessoa que eu conhecia e, posto perante os factos anuiu e, pela JAE a autorização rápido aconteceu.


Quanto ao Ministério da Agricultura, sedeado em Lisboa, a autorização foi mesmo muito difícil.

Tal como hoje, as sobreiras têm um regime especial de proteção, uma vez que, para se arrancar uma sobreira, espécie protegida, necessita-se de analisar a situação caso a caso, isto é, sobreira a sobreira.

Ofícios vários, muitos, recortes de jornal dando nota de acidentes, por as sobreiras taparem quase na totalidade a visibilidade a quem nas estradas circulava, até que um dia, se deslocou al local um Engº. Silvicultor do ministério, para "in loco", analisar a situação.

As sobreiras estavam muito inclinadas para a estrada e, como não eram podadas, de folha persistente, obstruíam mesmo a visibilidade aos automobilistas.

Perante a realidade observada, foi autorizado o corte da primeira sobreia, a que ficava antes do cruzamento e na estrada nacional 352. Ainda no mandato e cerca de meio ano depois, foi cortada a segunda sobreira, esta já no início da curva da estrada nacional 18.


Espécie protegida?

Hoje, arrancam-se aos milhares para se instalarem parques de energia solar.

Outros tempos, outras virtudes...

As fotos supra mostram a atual rotunda de São Domingos, hoje graças às excelente e lindas instalações do LIDL, a visibilidade é total.

Manuel Peralta