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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Este “cancro ambiental” pode ser seu...

A mana mais velha da Valamb, a Centroliva reside em Vila Velha de Ródão. 
A sua poluente atividade em Vila Velha e zona limítrofes, torna pestilento o ar que por ali se respira, transforma em alcatrão as águas da ribeira do Açafal e mata a fauna piscícola no rio Tejo. 
Com tais predicados ambientais, mais tarde ou mais cedo, este exemplo de atividade ambiental, teria de ser notado e dado a conhecer a toda a gente.
Por tais factos, foi objeto e uma reportagem da RTP.
Isto em Vila Velha de Ródão, por enquanto.


Por aqui, as autarquias, câmara e Junta, apostam em desenvolver o concelho e a freguesia de Alcains, com uma Centroliva2/Valamb.
Para tal.
A Valamb não teve oposição do município. 
A autarquia ofereceu aos amigos da Valamb o terreno para ali instalarem a Centroliva2/Valamb. 
Terreno que custou 65 mil euros dos nossos impostos.
A autarca de cá também não se opôs, quando para isso foi perguntada e, por escrito, confirmou o projeto.
O autarca municipal ofereceu uma sede à Quercus e, esta, ofereceu um parecer ao autarca municipal.
Foi comprado pela autarquia municipal um parecer sobre ventos, que é uma transcrição fidedigna de um outro elaborado para outra Centroliva, apenas mudaram os nomes. 

Custou caro ao que me disseram...
O autarca municipal Dr. Luis Correia não seguiu o principio da precaução, acreditou e acredita nos amigos da Centroliva/Valamb.
Na assembleia municipal, CDS, PSD, BE e PCP, opuseram-se através de moção conjunta.
Todos os presidentes de junta, Alcains incluído, e o PS, aprovaram a instalação da Valamb na nossa terra.
Factos.
Se também não se opuser, este cancro ambiental pode ser seu.


Obrigado

Manuel Peralta

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Centroliva2/Valamb Lda

Irmãs gémeas. 
A primeira a nascer, a mais velha, alterna, causando um péssimo ambiente em Vila Velha de Ródão. Todas as janelas se fecham quando ela passa...
A gémea mais nova, aguardou pela idade para se fazer à vida, e, tem já “responsável” não oposição municipal albicastrense para passar a alternar, apesar da tenra idade.
Apesar de ter pai conhecido, rico, várias vezes 44 mil euros em bancos e muito património, foi presenteada pelos padrinhos municipais com oferta de um terreno no limite das freguesias de Castelo Branco e Alcains, ali pelo cabeço do carvão, com 65 mil euros de impostos municipais para ali alternar. Tem projeto aprovado e ao que consta aguarda financiamento do 20/20 para ali fazer ela vida dela e dos deles.


Em Vila Velha de Ródão a gémea mais velha, Centroliva1, devido à inexistência de controlo sanitário do qual a APA, agência portuguesa do ambiente, e outras entidades, se demitiram, está agora a ser pressionada para, pelo menos se lavar, visto que os maus cheiros da sua poluente atividade, entravam pelo gabinete de todos os presidentes de Vila Velha e apenas o atual, homem de coragem, decidiu que era chegada a sua vez de a mandar lavar e ao que parece, curar. 
Está muito doente, visto que as suas fezes destruíram a ribeira do Açafal, a Líria de Vila Velha, onde nunca mais se pescou um robalo, sequer um lagostim, e nem as donas de casa conseguem secar a roupa no exterior.


Nos continuadores da obra, a gémea mais nova, Centroliva2/Valamb, tem não oposição municipal para operar, ofereceram o terreno, não se opuseram, bem como a autarca de cá, e a poluição tem ordem para avançar. São factos. Ponto.
Com Almaraz, Espanha, a rebentar pelas costuras, com Centroliva e Celulose  em Vila Velha, com a Oviger, os SMAS Castelo Branco, e a ex Águas do Centro em Alcains a poluir, na verdade o sul do distrito de Castelo Branco bem pode chorar a tristeza ambiental a que estão condenados.
Foram entretanto a Lisboa os vários autarcas, presidentes, cujo Tejo, contrafeito, beija as suas margens concelhias. Tristes, uns por querem acabar de vez com os poluidores, outros porque se acabou o festival da lampreia, outros porque querem lutar contra a triste sina dos interesses instalados, outros porque querendo camaleonicamente confundir-se na excursão, tentando apagar, não se opondo, autorizaram a destruição ambiental de muita gente que só quer viver e respirar o puro ar a que, por enquanto tem grátis. Hipocrisia municipal.


Resta-nos lutar.
Na Assembleia Municipal de Castelo  Branco foi votada uma moção em que, CDS, PSD, PCP e BE se opuseram a esta obra municipal. Com a liberdade de cravo vermelho na lapela, todos o presidentes de junta e todo o PS, não se opuseram a mais esta obra do Dr. Luis Correia.
Que Deus seja justo.
Voltarei.

Manuel Peralta


Nota: Remeti ontem, domingo, para os jornais Reconquista, Povo da Beira, Gazeta do Interior, Jornal do Fundão e Diário de Notícias o texto que aqui dou a conhecer. Vou aguardar para ver quem publica.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Pimentos

De volta à escrita e no inicio de mais um ano, retomo o mesmo caminho.
Comunicar coisas simples da vida...
E porque, nem só de pão vive o homem, considero oportuno escrever sobre pimentos, dando a conhecer um faceta que, presumo, para muitos desconhecida.
É que não há só pimentos, também há pimentas, isto claro dentro dos pimentos a que vulgarmente apelidamos de pimentos doces.


Cristóvão Colombo no século XV, 1493, vindo da América do Sul, Bolívia e Peru, trouxe para Espanha as sementes dos pimentos que no século XVI e a partir de Espanha se disseminaram por toda a Europa até aos dias de hoje.
São plantas tropicais, exigindo para se desenvolverem, temperaturas de 20 a 25 graus Celsius. Por experiência própria quando na minha horta os planto muito cedo ficam aninhados, não se desenvolvem, perdem-se e têm de ser substituídos.
Dou a conhecer na foto abaixo a diferença entre...

...pimentos e pimentas.



Male, macho.
Female, fêmea.

Se virarem os pimentos "de rabo para o ar", os pimentos fêmea têm 4 pontas, mais sementes e são mais doces, portanto melhores para comer crus em salada.
Os machos têm 3 pontas e são mais ácidos, mais apropriados para cozinhar.”


Apresentam durante o seu desenvolvimento e maturação, duas a três cores. Pimento verde, que passa a vermelho quando demora a sua colheita, e, se esta colheita for ainda mais demorada e se uma ou outra geada aparecer, toma por vezes uma cor roxa a caminhar para preta.
Também aparecem pimentos de cor amarela.
Assados a acompanhar uma sardinhada, em massa depois de cozidos para dar cor aos guisados, crus em finas fatias em saladas, são um excelente alimento.
Mas como nem só de pimentos vive o homem, sugiro que cliquem neste link e apreciem as variedades das ditas malaguetas.
Um outro mundo, muito mais picante.
Boas pimentadas.

Manuel Peralta

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Carlos Manuel Gregório Barata

Carlos “Bazuca“/ Carlos “Bomba”


Em Alcains, na terra deles, na nossa,  quem não tem um apelido é um “desinfeliz“...
O Carlos Manuel Gregório Barata, que neste verão reencontrei, tem dois e, por tal facto é um Alcainense sobejamente conhecido.
Conhecido não só pelos apelidos, mas principalmente pela sua atividade em prol da nossa terra, ciclista e futebolista.
Filho de Martinho Barata Rosa e de Piedade Escudeiro, casal que teve 6 filhos, 5 homens e uma mulher, todos os filhos vivos, residiram durante a sua criação ao fundo da barreira da Pedreira, ali próximo do “açougue”, vizinho das alminhas, na então denominada rua João de Deus.


Uma dúzia de ovos, duas galinhas poedeiras, uma régua e uns vasos com flores, foram as “atenções“ havidas, para concluir a 4ª classe da instrução primária.
Rapaz que foi, e concluída a escola, cedo entrou então na aprendizagem da vida, nas obras, boas obras...
Tinha “deitado corpo“ cedo e então já com bom cabedal, começa a trabalhar como servente sem nunca estar doente, e, por ali andou, muitas vezes bem, algumas, poucas, mal, e neste vai vem chega a profissional.
Mas não se passava da cepa torta...
Decide então aos 35 anos, emigrar com a família para a Suiça, e por lá está, e ao que consta, irá continuar.
Neste entretanto, e a cada dia, após os trabalhos nas obras, o Carlos procurava a seu modo, gastar o resto das energias noutras atividades, nomeadamente no ciclismo, 2 a 3 anos, e, no futebol, até ir cumprir o serviço militar.
Relembra que, no ciclismo, nunca correu com o Fiel da Lardosa, mas amante da modalidade, acompanhou de muito perto as lutas, as rivalidades ciclistas entre o Pirilau e o Fiel.


Os jornais de então, isto em 1973, davam nota dos êxitos do Carlos Barata, nomeadamente na 2ª Volta à Cova da Beira em bicicleta, que o Carlos venceu.
No contra relógio final desta etapa, gastou apenas 39 min e 30 seg para percorrer os 24 km do percurso a uma média de 36,4 km/h.
A prova realizou-se em 3 anos e a cada ano, eram disputadas várias etapas.
Em 1971 ganhou 2 etapas e ficou em 3º na classificação geral, e os prémios que recebeu foram um frigorífico por ter ganho a 1ª etapa e 1500 escudos por ter ganho a segunda etapa.
Em 1972 fica em segundo, numa prova com 4 etapas, das quais ganhou duas.
A foto seguinte mostra o Carlos a cortar a meta na Av. da Liberdade no Fundão, prova que ganhou na etapa do contra relógio de que acima dei nota.


Em Alcains, estas vitórias fora do largo de Santo António, não tiveram a repercussão que tiveram na Cova da Beira. A prova não passava por cá, e, naqueles tempos, as leituras dos jornais eram parcas, as rádios locais ainda não “poluíam” o ambiente, os transportes eram mais que exíguos, enfim o Carlos por lá andava, correndo, sofrendo, levando o seu nome e o da sua terra, para lá da serra da Gardunha.
Por cá nas habituais provas em Alcains, em 1971 ficou em 5º lugar numa prova em que ganhou o Carrapicho da Ponte de Sor, sendo o melhor de Alcains, em 1972 ficou em 1º na festa de Santo António e, em 1973, ganhou o contra relógio de Santa Apolónia, com um percurso de 6 voltas entre Alcains e a padroeira dos médicos dentistas.
Em S. Miguel d`Acha, em 1973, ganhou a prova do ciclismo que ali ocorreu nas festas da aldeia, prova a que assistiu a sua namorada, hoje sua esposa, uma Alcainense. 
Diz o Pirilau que o Carlos, por ter lá a namorada a assistir, lhe terá pedido para o deixar ganhar a prova, pedido que o Carlos diz não ter existido...
O Carlos ganhou e casou. É um facto.


Esta foto diz respeito à 3ª volta à Cova da Beira, tirada na av. da Liberdade no Fundão, data de 1972, prova em que o Carlos ficou em segundo na geral, tendo ganho 2 etapas, da esquerda para a direita o Carlos é o 5º na foto e o seu irmão, José Rosa é o 8º.
Em Lisboa na nona prova de iniciação, o Carlos correu por uma equipa do Fundão, ficou em 25º, numa prova com 180 participantes.
Conciliando trabalho e ciclismo, ainda arranja tempo para a prática do futebol.
A guerra colonial por um lado e a decrepitude do Estado Novo por outro, aos poucos, foram matando lentamente estas atividades. A FNAT, Federação Nacional para a antiga Alegria dos Trabalhadores onde o GDA, Grupo Desportivo de Alcains, atingiu posição de relevo, com atletas como o Polainas, Balaia, David, Esteves, Rola, Zé Adónis, Patão, Nalguinhas entre outros, acabou.


Renasce o futebol em Alcains, nascendo o INTER, e o Carlos lá estava, de serviço, fazendo os seus quartos de sentinela, discreto, quer a principal quer a suplente, mas sempre presente, de serviço e ao serviço da equipa de Alcains.
Esta é por assim dizer a primeira foto e a primeira equipa que, nascendo na transição da ditadura para a democracia, viria a dar origem ao CDA, Clube Desportivo de Alcains de hoje.
O INTER nasce no clube da praça, no CRA, Clube Recreativo de, até então de muito poucos, de Alcains.
Deliberadamente não indico os nomes desses atletas, desses Alcainenses que a muito custo, reergueram uma atividade de que Alcains se orgulha, o seu futebol.
Vale a pena deter-se na foto e procurar descobrir quem são.
Por outro lado, o Balhinhas, o Batatinha e o Góis entre outros já jogavam nos juvenis do Desportivo de Castelo Branco, quando em Alcains se forma o INTER.
Este, INTER, teve vida breve, e começa então no CRA, o Clube que daria origem ao CDA de hoje.


Documento único, esta foto, diz respeito à equipa do INTER que em 1972, disputou o campeonato distrital da Associação de Futebol de Castelo Branco, sob a égide do CRA, clube da praça.
Presente, sempre, o Carlos.
Convido os leitores a reconhecer os atletas.
No futebol, no INTER, o Carlos, devido à sua forte compleição atlética, começou a jogar no meio campo e por ali ficou e jogou, diz ele, ganhando a equipa quase sempre.
Já no CDA, fez-se o primeiro jogo para o distrital nos Cebolais, e, ali, alinhou a guarda redes, e, por este posto ficou.
Quase sempre a suplente, com o Manuel Pacheco, ficou.
A direção de então foi buscar a Castelo Branco um guarda redes de nome Alves, que alinharia a titular.
O Carlos não desistiu, ficou.
Já na 3ª divisão, jogando sempre a suplente, viu chegar profissionais para defender as redes, nomeadamente o Cardoso entre outros.
E o Carlos, desportivamente, ficou.
O Carlos tem muitas histórias para contar, trabalhou com muitos dirigentes, Alfredo Pacheco, Carlos Minhós, Alírio entre outros.
Aprendeu na pele que... santos da casa não fazem milagres ..., tapava os buracos dos outros, ele que substituía os guarda redes profissionais, que de manha simulavam lesões que os levavam à substituição, quando já tinham deixado entrar 3 ou 4 golos...
E o Carlos, desportivamente, alinhava no trabalho de equipa, procurando salvar do naufrágio a equipa da qual fazia parte.
O Carlos confessa que se sentiu sempre muito mais acarinhado no ciclismo que no futebol, isto porque no ciclismo dependia apenas de si, enquanto que no futebol, os interesses já então instalados, ditavam quem jogava a principal ou a suplente.
Bastava para tanto, quando casava, não comprar as mobílias no lugar certo. 
Ponto.


Quando em sua casa acompanhado de sua esposa, Maria José Gregório Farias me recebeu, recordo o modo tranquilo como recorda o seu passado, em paz com a vida, afetuoso, e sem recalcamentos.
O Carlos que recordou comigo estas parcas notas que compilo para a posteridade, este tempo nobre com que norteou a sua vida, ao serviço da nossa terra, sem nada lhe pedir ou cobrar, diz bem da fibra do exemplo de Alcaineneses simples, que deram tudo à sua terra sem nada lhes pedir.
É por estes exemplos que justifico o lema do terra dos cães... um blogue fiel e amigo do homem...
Obrigado Carlos Manuel Gregório Barata.

Manuel Peralta

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Valamb, Lda

Para que conste

Perguntam-me por vezes se, a Câmara Municipal, já autorizou o projeto da Valamb Lda., empresa que se propõe “embagaçar” Alcains.
A resposta aí está.


Para que conste e para memória futura dou nota desta ata da câmara municipal.


Manuel Peralta