Páginas

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

AUXILIAR DA MEMÓRIA BAGAÇAL

Ainda não é do conhecimento público, mas, o Dr. Luis Correia informou em reunião recente da Câmara que o projeto dos seus amigos da Valamb Lda. já foi aprovado.
O Dr. Luis Correia apoiou este projeto.
O projeto, instalação de uma “UNIDADE DE DESTRUIÇÃO AMBIENTO/BAGAÇAL” no Cabeço do Carvão em Alcains, teve aprovação da autarca de Alcains e do Dr. Luis Correia, autarca que preside a Castelo Branco.
O que vai acontecer em Alcains é o que a foto seguinte mostra.


Quando o assunto da “BAGAÇADA MUNICIPAL” foi abordado na Assembleia Municipal as votações dos partidos foram as seguintes.

A Favor da bagaçada, o PS, Partido Socialista.
A Favor da bagaçada, todos os presidentes de junta do Concelho.
Contra a bagaçada, o  BE, Bloco de Esquerda e o CDS, Centro Democrático e Social.
Abstiveram-se o PSD, Partido Social Democrata e o PCP, Partido Comunista Português, dignos de Pilatos.

Alcains, onde não há um único lagar, vai ficar assim, ver foto.


Avivando a memória com este “AUXILIAR DE DECISÃO“ , dou conhecimento deste triste facto que irá destruir irremediavelmente o ambiente em Alcains.

Manuel Peralta

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pirilau

Pirilau
David Pirilau
David Caetano Félix


Ganhou o Pirilau...
Mas qual?
O Raul ou o David?
O da bicicleta, o David, um artista, o corredor, o ciclista.
Era assim, sempre quando o David corria na sua bicicleta, nas festas de verão, um pouco por todas as localidades das redondezas. Esguio, de perna curta, de gordura enxuta, franzino, este ciclista menino...
Filho de “sardinheiros”, ele o pai, António Félix e a mãe Maria Emília Caetano, tiveram seis filhos, quatro rapazes e duas raparigas.
Já agora e, a propósito de sardinheiras, sempre me causou “imbeleique” porque é que em Alcains não havia peixeiras? 
A Ti Carquita, a Ti Arraiana, a Ti Pirilau entre outras, eram apelidadas de sardinheiras enquanto noutras localidades eram apelidadas de peixeiras.
Reconheço agora que, nas caixas da sardinha, efetivamente só aparecia sardinha, algum, pouco, carapau e parcos chicharros, daí que o nome da sua profissão estivesse ligado ao produto “core”, que vendiam. Sardinhas. Logo, sardinheiras.
Adiante.


O David, agora na “ retraite “ e a viver em França e que no barbeiro reencontrei no verão passado, foi dos últimos ciclistas populares a levar o nome de Alcains às redondezas.
Fez a quarta classe, trabalhou nas obras, pedreiro, e com o dinheiro que ia ganhando e poupando, comprou uma bicicleta.
Mas que bicicleta?
O seu irmão, Pirilau Raul, um verdadeiro artista, aventureiro, e que, quando as comédias vinham à praça, e, sempre que o palhaço pedia à assistência um voluntário, o Pirilau Raul, saltava de imediato para debaixo do petromax, instalado no trapézio.
Tudo isto perante o embevecido ar da Ti Piedade Esgueira e do Mané Pi, seus vizinhos, com anual assinatura de camarote de primeira vista.
De tanto saltar, certa vez, saltou um muro e foi às laranjas. Apanhado, tinha de pagar multa, e, sem dinheiro e por cem escudos teve de ao irmão David, vender a bicicleta, e, assim, nasce um ciclista.
E começou o David, a treinar, a correr, sem fim pedalar, sem qualquer apoio, mas com uma enorme vontade de vencer...
Alcains, Lardosa, Escalos, quer de cima quer de baixo, S. Miguel D´Acha, Medelim entre outras localidades, por ali correu, disputou, pedalou com outros camaradas provas de ciclismo que traziam para a estrada e para as ruas, os apoiantes e os muito entusiastas de então.
Sem qualquer apoio...


Conta que nas corridas em que participou se não era primeiro era segundo, o seu grande rival era o saudoso FIEL da Lardosa, recentemente falecido.
Numa festa na Lardosa e no sprint final, iam ambos colados, o Fiel caiu, o David passa por cima dele, e de bicicleta pela mão, corta a meta em primeiro lugar.
A correr em casa a comissão das festas, quis dar o prémio ao filho da terra, Fiel, mas a GNR de Alcains, obrigou a comissão a dar o prémio ao David.
Em 1968, em Lisboa, numa prova que catapultou Alcains para o ciclismo, pois foi objeto de notícia nos jornais nacionais de então, prova essa organizada por um conjunto de Alcainenses, João Batista, Vitor Serrasqueiro, Minhós Castilho, Félix Rafael entre outros, o David ficou em 4º lugar, isto porque saltou um pedal da sua bicicleta, e apenas com uma perna fez o sprint final.
Desta prova há um post no terra dos cães denominado “ciclismo em Alcains” um dos post mais visualizados, onde se detalha esta aventura que esteve na base de termos em Alcains finais da Volta a Portugal.
Mas a vida por cá estava mal...


A salto, emigra para a França. Trabalho nas obras. Sem passaporte...
Não querendo ser refratário, regressa a Portugal, para a tropa. 
Desde Oxerre até Alcains, vem então de bicicleta. Nove dias em cima dela, a duas rodas, por montes e vales.
Radio telegrafista na Guiné Bissau, 22 meses de comissão, regressa à então metrópole com o 25 de abril.
Parte então para França, onde reside, tem agora 65 anos, casou, 4 filhos, todos, família, lá.
Os prémios não passavam então de umas taças, medalhas, uma ou outra garrafa de Lágrimas de Cristo e, dinheiro, sempre pouco.
Conta que o FIEL era melhor rolador, mas ao sprint o David passava-lhe a perna.
Numa prova em Medelim, correu entre outros com o “Basuca”, o Carlos Rosa. Como este tinha lá a namorada, combinaram, e o David deixou-o ganhar. Acabou por casar lá.
Mas a coroa de glória dele é uma marca  jamais batida.
Contra relógio Alcains, Escalos de Cima, alto da Lousa, Lardosa e final em Alcains em 41 minutos e 33 segundos, média de 39 quilómetros por hora, imbatível até hoje. Disse.


O David merece não ser esquecido, deu alegrias a muita gente, despertou imenso entusiamo, ajudou a reconhecer Alcains como uma terra de muitos e bons ciclistas.
Ainda hoje, humilde, discreto, simples,... a nossa terra, na generalidade, foi feita assim.
Obrigado, Pirilau, David.

Manuel Peralta

domingo, 5 de julho de 2015

Bagaçada municipal. Resumo da visita de Luis Fazenda (BE)

Cumpriu-se o que se havia prometido.
1. O deputado do BE, Luis Fazenda, foi recebido em Castelo Branco pelo promotor da bagaçada municipal. 
2. Sob o patrocínio da Triplo A, Associação Ambiental de Alcains, realizou-se a sessão anunciada.

Do resultado da reunião em Castelo Branco com o promotor já referido, o Reconquista deu nota pública das declarações de Luis Fazenda.
Convido a ler a referida local que abaixo edito.


Pelas 21 horas, realizou-se a sessão na Junta da Freguesia, junta que deu o “ SIM “ à instalação da bagaçada.
A mesa da sessão foi assim constituída, ver foto.


Da esquerda para a direita.
Paulo Leitão da Triplo A - Manuel Peralta da Triplo A/terra dos cães - Luis Fazenda do BE - Luis Barroso, deputado municipal do BE.

Com bastante público interessado no debate, Luis Fazenda foi dando nota da sua preocupação em acautelar o “princípio da precaução “, de modo a que, antes da avalambada bagaçada ser consumada, sejam dadas garantias no âmbito do projeto, de que os interesses das pessoas são devidamente acautelados, nomeadamente o direito a ter um bom ar para respirar, direito a não verem as suas propriedades e ambiente envolvente conspurcado pela bagaçada, como acontece nas localidades onde estas atividades estão em laboração.
Qual pilatos, o autarca, tem referido que apenas deu o terreno e que, tudo o resto, é da responsabilidade de quem autoriza…
Pergunto?
Se a sua, dele, bagaçada se consumar e se os maus cheiros invadirem o concelho e a adormecida cidade de Castelo Branco, a quem imputar responsabilidades?
Quem deu o local para o crime se consumar, não será conivente com o mesmo avalambado crime?
O “autarcadelá” terá dito que a hipotética avalambada instalação nada tem a ver com a de Ferreira do Alentejo.
A “autarcadecá” mandou uma delegação a Ferreira do Alentejo para conhecerem o que se prevê instalar por cá…
Em que ficamos...?


Manuel Peralta fez um exaustivo ponto de situação sobre todas as diligências efetuadas, as instituições contatadas, as respostas havidas.
Seguiu-se um período de perguntas e respostas a que a mesa foi respondendo, sendo notória por parte de todos, a grande preocupação, com esta inusitada decisão dos autarcas do poder atual.
Encerrou a sessão Luis Fazenda que prometeu tudo fazer, agora com redobrado interesse pelo exato conhecimento da situação, insistir junto do ministério respetivo, para que os interesses das populações sejam devidamente acautelados… digo eu, que os reais interesses do Alcaineneses não soçobrem perante os amigos do costume.
Resta-nos agora, sempre atentos, manter vigilância apertada sobre os bagaceiros.

Manuel Peralta


Nota. Vários amigo(a)s que me seguem, têm insistido comigo para voltar a escrever, sobre as “outras coisas “ de Alcains, e que, vá intervalando com o bagaço.
Têm, terão razão.
Mas, prometi a mim mesmo lutar, responder, dar fogo no “IN”, ir a tudo e a todos, divulgar, escrever, denunciar, insistir, nunca desistir, dizer, falar, ralhar, não dormir, ouvir, para que a coberto da noite os bagaceiros não viessem conspurcar a minha terra sem resistência… “eles defendem-se como cães”, tenho ouvido dizer quando outros nos tentaram invadir e terá a partir daí nascido Alcains…
Fiz com prazer o meu quarto de sentinela, e continuo aboletado na caserna e de piquete.
O alferes de prevenção que não se acobarde, não durma em serviço e, se necessário, que toque a piquete.
Lá estarei.
Voltarei.

Manuel Peralta

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Sessão sobre a bagaçada municipal - Convite

Amanhã, 26 de junho pelas 21 horas na J. Freguesia de Alcains, vai decorrer uma sessão sobre a bagaçada municipal.
Dou nota do cartaz que está a ser distribuído em Alcains, convidando todos os interessados no tema, a estarem presentes.


Solicito a todos os que me seguem no terra dos cães, o favor de avisar amigos, conhecidos e familiares para estarem presentes na sessão.
Todos não somos demais para lutar contra a bagaçada municipal.
A sessão é aberta a todas as forças políticas e tem o patrocínio da Triplo A, Associação Ambiental de Alcains.

Muito obrigado.

Manuel Peralta

segunda-feira, 22 de junho de 2015

BE, ajuda Alcains

O Bloco de Esquerda (BE), partido político com representação parlamentar na Assembleia da República, decidiu desde muito cedo colocar-se do lado da verdade, isto é, ao lado dos Alcainenses na defesa da sua qualidade de vida e de um bom ambiente, contra os bagaceiros que pretendem destruir o ar que respiramos.
Na Assembleia Municipal da cidade de Castelo Branco, o deputado municipal Luis Barroso foi o primeiro a levantar a questão, elaborando uma moção em que, ponto por ponto, denunciava as mentiras da “quercusdecá“ e sugeria ao “bagaceiro mor do reino“, que suspendesse este tenebroso projeto, que mandasse elaborar um estudo de impacto ambiental, fazer um referendo local, entre outras questões que em devido tempo, já dei nota.
Neste tortuoso “ensaio sobre a cegueira municipal“, o bagaceiro mor, mandou chumbar a moção, e, quais cegos que vendo o castelo todo branco, de mãos dadas para mutuamente se ampararem, caíram com estrondo na fossa do ambiente municipal.
Mas o BE não desistiu.
No parlamento, o deputado Luis Fazenda, fez o requerimento que aqui dou a conhecer.


Por cá, o Reconquista, deu sobre o assunto, a normal nota breve, que a seguir publico.


Nas localidades onde os bagaceiros exercem esta atividade, as queixas dos habitantes são as habituais... “dia  a dia com cheiro insuportável, problemas respiratórios, irritações nos olhos, casas, viaturas, e ambiente geral coberto por resíduo oleoso, cinzas, e, até a roupa não se pode secar ao ar livre pois fica a cheirar mal“...  “os fumos, impregnados de substâncias gordurosas e carregados de partículas em suspensão, são espalhados pelo vento, quer quando sai das condutas quer quando 
carregado em camiões, poluindo o ambiente e pondo em causa a saúde pública“... “os habitantes protestam e ninguém faz nada“... “o bagaço da azeitona depois de tratado, apresenta uma cor castanha que larga um pó da mesma cor, que o vento dispersa juntamente com os fumos que continuamente saem das chaminés“... “uma neblina cinza e escura permanecerá na atmosfera que envolve Alcains, destruindo todo o ambiente, pastos, árvores, afugentando pessoas e animais”...
Ficção?
Veremos!
Concelho, cidade, freguesias, lugares, adormecidos pela cegueira municipal, acordarão... mas será então, tarde. A foto seguinte é uma imagem com a qual poderemos vir a conviver.


Manuel Peralta