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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

C(ã)ontrastes

Mobiliário urbano.
Em Alcains.


Em Castelo Branco.


Com trastes ou contrastes?

Manuel Peralta

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Memórias para futuro

O Alcains que se foi...
 
Em texto anterior deste ano dei à estampa uma série de fotos sobre o “deita abaixo” efetuado pela Câmara da cidade, nas ruas da Liberdade e Quelha da Mateira.
Por considerar que, o que as fotos registam, respeita a memória da nossa terra em imagens que presumo exclusivas, não deixo de as registar para a posteridade no Terra dos Cães.
Aqui ficam portanto para que, um dia mais tarde, se possa conhecer como eram aquelas ruas e mostrar aos vindouros um Alcains infelizmente desaparecido.

 
 
 
 
 
 
 
 
 


Manuel Peralta

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Parabéns ao Arquiteto

Pode o novo riquismo em tempo de crise iludir papalvos, pode a autocracia reinante faraonizar espaços colocando às costas dos fregueses PPP futuras, mas, se o resultado das intervenções não der origem a um ambiente urbano agradável, com edifícios, praças e largos, ruas e passeios atraentes e suportáveis no presente e futuro para a população, as intervenções nunca serão bem sucedidas.
Por considerar uma intervenção bem sucedida, que respeita a memória, que reconstrói e alinda uma degradada rua e uma travessa, a da Liberdade e a da Mateira respetivamente, intervenção esta que valoriza o urbanismo e a relação afetuosa do edificado com a urbe, não deixo dela dar nota.


A foto supra, dá conta de intervenção excelente feita por particular, a quem dou os parabéns pela valorização conseguida, e que em muito valoriza toda a envolvente e obviamente, Alcains.
Ao contrário do que fez o camartelo municipal que à volta tudo destruiu, aqui foi possível manter um equilíbrio entre o que existia e a reconstrução efetuada.
A casa que foi do Ti Manuel Aurélio manteve a fachada, e, na mesma banda, reconstruiu-se a linda casa que foi do senhor Benedito de Jesus Beirão, em Alcainês, “senhor Bondido”...
Não conheço o arquiteto que arquitetou este agradável momento de respeito pelo edificado, mas denota pessoa com sensibilidade, bom senso e arquitetura com memória.
Aqui o urbanismo municipal esteve bem, ao autorizar esta valorizada reconstrução. Parabéns.

Manuel Peralta

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

...notícias da “obra”

No texto Natal, 2012, Alcains, 2013, a vermelho, ficou por lá um continua...
Vamos então continuar.
Pretendo com este texto e em primeira mão, como vulgarmente se diz, dar a conhecer à diáspora Alcainense dispersa pelos cinco cantos do mundo, a intervenção efetuada pela Câmara da cidade na envolvente à nossa igreja Matriz, isto é, um antes e um depois. Por outro lado, dar a conhecer aos leitores do blog e que não conhecem Alcains, o que por cá se passa.
Publicamente, não se conhece que os órgãos autárquicos locais tenham sido consultados sobre esta profunda intervenção.
A Assembleia da Freguesia não foi consultada, e o pai de um dos membros da Junta confidenciava-me que o filho nem o projeto conhecia, isto durante a fase de construção.
A mão que embala o berço, trata de nós, partindo do “autoconvencido” princípio de que, o que é bom para ela, é igualmente bom para nós...
Democracia ou autocracia?
Que falta fazem em Alcains estes atuais órgãos autárquicos? Não seria preferível sermos uma anexa de São Miguel da Sé e a vida administrativa ser entregue ao Necas? O que se poupava em senhas de presença e em salários de não cumpridos “tempo inteiro” ou “meio tempo” sempre aligeirava a despesa e com este ganho, pela certa, ter a biblioteca aberta?
Reflexões premonitórias da autocracia vivida a que voltarei oportunamente.
 
 
Vista da casa mortuária na rua do Ribeirinho.
 
 
Vista da Quelha, atual Travessa da Mateira na rua do Ribeirinho.
 
 
Escadaria de acesso ao adro, na rua do Ribeirinho.
 
 
Adro, base da fogueira e traseira da Igreja Matriz.
 
 
Pormenor do adro com a retirada das escadas de acesso à sacristia.
 
 
Outra vista da intervenção.
 
 
Foto do lado da avenida da Liberdade.
 
 
Entrada da Quelha da Mateira.
 
 
Vista do lado da Quelha/Travessa da Mateira. A preservação do capeado existente traduz nota de bom senso na intervenção. Aqui a memória não perdeu a glória... até parece que, neste pormenor, o arquiteto foi o maior.
 
 
Intervenção vista do lado da sacristia, onde o acesso foi retirado.
 

Vista do lado da amputada rua José André Júnior.
 

Idem, mas do início da mesma rua, vindo da praça.
 

Vista do lado da casa do Engº José Marques Pereira Barata, conhecido popularmente por “Engº Ginja”, o HOMEM que fez de borla o projeto de remodelação do lar Major Rato, e em que, a sua filha, a menina Mariazinha quando necessitou de ir para o lar, recentemente, tal não conseguiu... assim mo disseram no funeral, com mágoa, os seus familiares.
 

Marcos de pedra centenários que delimitavam uma quelha, ali existente, que faziam extrema com a casa da Dona Josefina Marrocos Taborda Ramos, e que me admira, felizmente,  porque não foram retirados!!!
Com as fotos acima editadas, fica para a posteridade a intervenção efetuada. Cada um fará o juízo que entender.
Com esta intervenção reduziu-se drasticamente o estacionamento de viaturas no centro da ex aldeia, para quem ia à missa, e tornando insuportável nos sábados de manhã, na praça, o pandemónio que por ali se vive, mas digno das prioridades que a Câmara da cidade decreta.
Um estacionamento pago à volta da casa mortuária pode ser que consiga cumprir o que mente iluminada decidiu.
O tempo, esse antidepressivo que tudo corrige, o dirá.
 
Manuel Peralta

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Papas de carolo

Cá por casa, em qualquer altura se fazem papas.
No entanto, nos dias assinalados, isto é, pelas festas, Natal incluído, são uma quase obrigação. O arroz doce também por aí campeia, mas não tem o rasgão que têm as papas.
Como considero que são uma excelente sobremesa, ou um delicioso lanche, podem comer-se frias, e além de serem de fácil digestão são ao que conheço, a única sobremesa doce, verdadeiramente típica de Alcains.
Para os fazedores e apreciadores aí vai a receita.
 
 
As papas são acima de tudo uma sobremesa para comer e oferecer, daí o conceito de receita generosa, pois são para dar à prima, à madrinha, à sogra e entre outros, à vizinha Rosa.
Na parada e em formatura para a aplicação militar, aí estão os recrutas da patrulha ainda desalinhados...
 
 
A água deve ser de qualidade, sem sabor a fénico pois se tiver o azar de por água da torneira pode comprometer todo o trabalho e o respetivo custo associado. Portanto diz-me a idade, utilize água de qualidade.
 
 
Numa panela ponha a água a ferver juntamente com o azeite o sal e a casca da laranja.
 

A ferver deita-se o carolo e o arroz previamente lavados.
Mexe-se sempre até o arroz estar cozido.
 

Aos poucos adiciona-se o leite fervido, quente, e junta-se a farinha previamente diluída num pouco de leite.
 

Mexe, remexe e continua a remexer, as papas são feitas de pé e sempre de colher na mão a mexer e a remexer para não agarrarem ao fundo da panela e queimarem, esturrarem...
 

Quando tudo estiver cozido, sempre a mexer, adiciona-se o açúcar a gosto, retira-se a casca da laranja e estão prontas a empratar ou a embaciar, colocar em bacia...
 

Agora é dar um ar da sua imaginação e com canela decorar a gosto.
 

Bom apetite.
Esta receita foi ditada pela professora aposentada, cá da casa, Maria do Céu, que em papas de estalo, é um regalo...
 
Manuel Peralta