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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Provérbios genuínos da terra deles - 1




“Quem se deita sem ceia, toda a noite esperneia.“
 
Manuel Peralta

Líria, ribeira sem eira nem beira...

Porque resistir é dever de quem tem razão, dou a conhecer mais um episódio sobre a Líria.
Ocorreu em setembro deste ano, e diz respeito a uma descarga com foto na altura documentada de mais uma indevida descarga de esgotos domésticos.
A resposta do SEPNA/GNR, está referida no ofício que se segue e que convido a ler.


Como diz o “guterrável Tózé”, uma carta tem sempre resposta, dou igualmente a conhecer a minha resposta ao SEPNA/GNR, bem como às entidades que têm responsabilidade sobre a situação, via email hoje remetido.

De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: sexta-feira, 2 de Novembro de 2012 11:00
Para: 'GNR_CO_DSEPNA_SOSAmbiente'; 'GNR_CTCasteloBranco_SEPNA'
Cc: geral@sm-castelobranco.pt; 'camara@cm-castelobranco.pt'; 'Carlos Cupeto'; julio.cruz@reconquista.pt; 'igaot@igaot.pt'; 'j.magueijo@aguasdocentro.pt'; 'junta.alcains@netvisao.pt'; 'gab.seaot@mamaot.gov.pt'; 'geral@min-agricultura.pt'; 'geral@aguasdocentro.pt'; 'Frutuoso Mateus'; 'drapc@drapc.min-agricultura.pt'; 'doai@drapc.min-agricultura.pt'; 's.mexia@aguasdocentro.pt'; 'amavel.santos@aguasdocentro.pt'; 'Antonio Santos'; v.saraiva@aguasdocentro.pt; 'Nelson Mingacho'; 'nuno.lourenco@sm-castelobranco.pt'; 'nuno.maricat@sm-castelobranco.pt'; 'Manuel Frexes'
Assunto: FW: Resposta a denuncia n.º 8294/2012 da LSOSAT

Exmº Senhor
Diretor do SEPNA, interino.
Sr. Ten. Cor. Nuno Telmo de Melo Amaro

Respondo ao seu ofício, SEPNA nº8294/2012 de 30.10.2012, em anexado(20121029).

Nele me informa que, “uma equipa do SEPNA se deslocou ao local visado, onde efetuou diligências, não verificando as descargas de efluentes domésticos (esgotos), maus odores ou ratazana, presumindo-se que eventualmente, a água estagnada no local tenha sido proveniente das chuvas que ocorreram dias antes da presente denúncia”. Nada a refutar, no entanto.
O conhecimento que “eventualmente” presumo ter da situação, leva-me a crer que, também aqui, o SEPNA, teve conhecimento do roubo do banco, mas quando lá chegou já o ladrão tinha fugido... e até o conhecem!
Agradeço, no entanto a tentativa de prestar serviço ao cidadão, reconhecendo as dificuldades da Instituição, em efetuar policiamento preventivo, repito, preventivo.



Na situação atual, só consumimos recursos que não temos, e, quando se tenta fazer policiamento corretivo, estamos a atuar nas consequências, em vez das causas e, esse é, um dos atuais problemas da generalidade das Instituições, remediar, adiar...
Tenho em elevado apreço os generosos esforços dos diligentes homens do SEPNA, sempre que, como cidadão livre, denuncio com factos, os atentados ao ambiente na martirizada ribeira da Líria, em Alcains, freguesia da Câmara da cidade de Castelo Branco.
Aproveitando, como refere no segundo corpo do texto, “ o profundo empenhamento do SEPNA na defesa dos valores ambientais e uma melhor segurança e bem estar das populações”, as palavras pelo Senhor Tenente Coronel vêm assinadas, solicito que abra as fotos 0003 e 0004, esta manhã tiradas na ribeira da Líria.



Se por um bem, que Deus haja, transformar uma excelente frase acima, por si assinada e torná-la consequente, então será com profundo abraço que o felicitarei, por ter defendido os valores ambientais, ter prevenido segurar os cidadãos contra previsíveis inundações e a comunidade Alcainense terá o seu merecido bem estar ambiental.
O Tenente Miliciano na disponibilidade, Manuel Peralta, baterá então uma aprumada e merecida continência.

Melhores cumprimentos

Manuel da Paixão Riscado Peralta.


Fico agora a aguardar que o SEPNA/GNR, exercendo a sua autoridade, mande limpar a ribeira a fim de evitar mais que previsíveis, as mais que certas inundações.
O profundo respeito pela segurança dos cidadãos é isso mesmo. FAZER.

Manuel Peralta

terça-feira, 30 de outubro de 2012

ESQUECIDOS, bolos, doces...


Cá em casa fazem-se assim.
São chamados bolos de fim de forno, apenas com uma chamita, em forno já arremansado, que se cozem com facilidade.
São bolos finos, redondos, delgados, feitos com farinha ovos e açúcar.
Sempre o forno de lenha.


Em alguidar para amassar, juntar os ovos, a farinha e o açúcar.
Deixar repousar.
Os artefatos como a rapadoura antiga e a moderna, convivem lado a lado com a colher que de tanto sofrer, os irá tender.


Mesmo que a não tenha (lata), preparare-a, untando-a abundantemente com óleo e salpicar de farinha até ficar com o fundo completamente branco.
Este preparo é fundamental para que o solo do esquecido, saia irrepreensívelmente branco, assim como a nossa alminha depois de a gente se confessar, de tal modo que ao comer não haja resquícios escuros de carvão, ou sujo de lata, que tornaria o bolo menos apresentável.
Tender. Com colher de sopa, depois de cheia, deixar escorrer, empurrando com dedo, sobre a lata, préviamente preparada.
Para que não peguem uns aos outros, não deverão esperar muito tempo fora do forno.


Agora já cozidos, uns mais macios, mais claros, menos tempo de forno, outros mais torraditos, crocantes, com mais tempo de forno, ou registo de saída de ar tapado. Técnica de forneiro.


Com um farto chá de poejo, quente no inverno e apoejado refresco no verão, ao lanche, são uma verdadeira perdição.
À noite com forte cacau quente, melhor respira o doente.
A receita.


O cruzeiro que fica no largo de Santo António em Alcains, é o cruzeiro do Senhor dos Esquecidos, que a foto reproduz.


Nas promessas frente ao cruzeiro, ouvia-se cantar assim.

Senhor aos teus pés estou,
agradecendo o meu pedido.
Pelo homem que me calhou,
macio, que nem um esquecido.

Popular.

Manuel Peralta


Nota: Para que não fique qualquer dúvida sobre esquecidos, esclareço que o Senhor dos Esquecidos, é o padroeiro dos homens e das mulheres esquecidas, daqueles que morreram e não têm por cá, neste vale cada vez com mais lágrimas, quem lhes mande dizer uma missa, ou os conforte com uma prece, ou  uma oração.
Em casos limites, gente que morre e nada nem ninguém por cá deixaram que os recorde, enfim que os lembre…
No capitel do cruzeiro, e sob os pés do Senhor dos Esquecidos, estão uma caveiras que simbolizam isso mesmo. Gente esquecida pelos seus.
Esta é a minha interpretação. Está aberta a discussão para quem quiser acrescentar valor. Fica assim aberta uma janela, para entrar o refrescante ar do enriquecedor conhecimento, que separa os Homens dos animais.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Castilho, José Manuel Tavares


Ilustre Alcainense com obra nas letras.


Meu caro Peralta

Dentro de dias, sai para as livrarias o meu livro “Marcello Caetano – Uma biografia política”, cuja capa segue em anexo, para dares a conhecer no blog, se considerares o facto relevante.
Abraço do

J. M. Tavares Castilho
Investigador
CesNova - Centro de Estudos de Sociologia
IPRI- Instituto Português de Relações Internacionais
FCSH - Universidade Nova de Lisboa
Rua da Moscavide, Lt. 4.28.02B - 1B
E-mail: jmtavarescastilho@gmail.com

 
Claro que é um facto relevante, e pelo facto de o ser, é com muito agrado que dou a conhecer aos mais de 60 mil leitores dispersos por mais de 30 países, que o Terra dos Cães já conta em pouco mais de 2 anos de existência, este agradável acontecimento.
Independentemente do que cada um possa pensar sobre a personalidade do biografado, eu fui, e hoje tenho cada vez mais saudades dos “HOMENS”, um dos que acreditei que o Prof. Marcello José das Neves Alves Caetano, seria capaz de desatar o molhado nó cego, que herdou de um anquilosado país, em guerra, emigrado, revoltado...
Mas a vida é isso mesmo, acreditar, desiludir e voltar a acreditar... sempre.


Mais acima fica o contacto do Zé Manel, para o caso, de alguém querer adquirir o livro.
Para um conhecimento mais detalhado do autor, dou a conhecer o seu currículo.



José Manuel Tavares Castilho, investigador do CesNova – FCSH-UNL, é licenciado em História, pela Faculdade de Letras de Lisboa (1986), obteve o mestrado em Sociologia, no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), em 1997, instituição onde também concluiu o doutoramento em História Social Contemporânea, em 2008.
Atualmente, desenvolve um projeto de investigação sobre «As elites políticas ibéricas e a crise final das ditaduras (1968-1977)», no âmbito de uma bolsa de Pós-Doutoramento atribuída pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
Para além de diversos artigos em revistas especializadas, é autor de capítulos em obras colectivas, designadamente, Os Presidentes da República Portuguesa (2001); Elites, Sociedade e Mudança Política (2003); Dicionário Biográfico Parlamentar, 1935-1974 (2004-2005).
Publicou O 25 de Abril e os seus Antecedentes (1999); A Ideia de Europa no Marcelismo, 1968-1974 (2000); Manuel Gomes da Costa – Fotobiografia (2006); Os Deputados da Assembleia Nacional – 1935-1974 (2009); e Os Procuradores da Câmara Corporativa – 1935-1974 (2010).
O seu livro Os Deputados da Assembleia Nacional – 1935-1974 foi distinguido com o Prémio Calouste Gulbenkian de História Moderna e Contemporânea, atribuído pela Academia Portuguesa da História (2011).



Continua, Zé Manel.
Felicito-te por mais este bom trabalho.
Abraço.

Manuel Peralta

domingo, 21 de outubro de 2012

Líria

Resposta do Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado do Ambiente.

Em meados de setembro do corrente ano, fiz nova diligência junto da entidades que deveriam ser responsáveis pelo bom ambiente na ribeira da Líria, alertando para a miséria ambiental, na desgraçada ribeira.
O tema era, “ Líria, ribeira abandonada, como o país... desgraçado.
Respondeu agora o Senhor Chefe de Gabinete do Senhor Secretário de Estado do Ambiente.
O texto seguinte e as fotos respetivas, dão conta da minha resposta.
Em cc: do email abaixo reproduzido, as entidades a quem dei conhecimento de mais esta tentativa de despoluição da ribeira.

De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: quinta-feira, 18 de Outubro de 2012 17:02
Para: 'joao.palma@mamaot.gov.pt'
Cc: 'geral@aguasdocentro.pt'; 'geral@min-agricultura.pt'; 'gab.seaot@mamaot.gov.pt'; 'doai@drapc.min-agricultura.pt'; 'drapc@drapc.min-agricultura.pt'; 's.mexia@aguasdocentro.pt'; 'GNR_CO_DSEPNA_SOSAmbiente'; 'amavel.santos@aguasdocentro.pt'; 'alcindo@drapc.min-agricultura.pt'; 'abilio.valente@arhtejo.pt'; 'Carlos Cupeto'; 'camara@cm-castelobranco.pt'; v.saraiva@aguasdocentro.pt; 'Nelson Mingacho'; 'nuno.maricat@sm-castelobranco.pt'; 'nuno.lourenco@sm-castelobranco.pt'; 'Manuel Frexes'; 'joao.carvalho@sm-castelobranco.pt'; geral@sm-castelobranco.pt; julio.cruz@reconquista.pt; 'j.magueijo@aguasdocentro.pt'; 'lidia.barata@reconquista.pt'; 'celeste.capelo@gmail.com'; 'geral@aguasdocentro.pt'; 'geral@min-agricultura.pt'; 'gab.seaot@mamaot.gov.pt'

Assunto: FW: Líria, Ribeira Abandonada

Senhor João Palma.
Secretariado de apoio ao gabinete de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado do Ambiente e Ordenamento do Território.

Agradeço o email ontem recebido, que já nem esperava, desiludido e desanimado com a iníqua atenção que as várias entidades têm dado ao tema, POLUIÇÃO DA RIBEIRA DA LÍRIA, EM ALCAINS, MARTIRIZADA FREGUESIA DA CÂMARA DA CIDADE DE CASTELO BRANCO.
Eventualmente, por ser muita gente, entidades, a mandar na infausta ribeira, não se juntam, não se entendem e ao que me vou apercebendo, entretêm-se a enviar ofícios uns para os outros sem qualquer valor acrescentado, sem qualquer decisão, isto é, consumindo os exauridos recursos de um país em bancarrota...
O seu documento em anexado, Of. SEAOT nº. 4372 de 17-10-2012, é prova disso mesmo.


Terá feito o que superior lhe mandou fazer, e cumpriu a sua nobre missão, mas, para quem tanto espera por decisões é muito pouco, nada. Nada, repito.
Ou o Senhor João Palma acredita que a Agência Portuguesa do Ambiente, vai fazer algo de útil? Se nada fez até hoje, porque fará agora?
Convido-o a abrir no anexado a foto.


Foto da ribeira da Líria de hoje com alguma água da chuva. Para a frente fica o coletor de esgotos industriais do matadouro OVIGER, a quem o Ministério da Agricultura, com a cobertura, sem um lamento conhecido, da Região Hidrográfica do Tejo, na pessoa do Professor Carlos Cupeto, autorizaram por renovação da licença, a que o matadouro continuasse a poluir.
Tudo sob o conhecimento da GNR do Ambiente, que vê a poluição dentro dos parâmetros autorizados a poluir. Percebe? E assim estamos... 


A foto supra, diz respeito à ribeira de hoje para nascente, onde está a dita Zona de Lazer de Alcains. Obra do tempo do Ministro do Ambiente Sócrates, 375 mil euros sobre um canal de esgotos municipais, inaugurada com pompa, com teleponto e sofisticados meios audiovisuais, em tenda cara e a preceito instalada, com todo o séquito municipal, com fanfarra, mas sem direito a perguntas. Um tal Pedro Serra, das águas não sei de que, também esteve presente. Peixes a nadar em águas límpidas, pássaros, muitos, a chilrear, rãs a coaxar, papagaios a palrar, e claro algumas galinholas a cacarejar, tudo claro em ambiente virtual... e assim enganaram deixando Alcains mal...
Eu, mais dois corajosos Alcainenses de máscara na boca e nariz contra os maus cheiros, simbolizávamos um protesto, perante olhares tenebrosos de autarcas locais, menores, digo eu, e maiores, estes municipais.
Se passar por cá, convido-o a visitar a Líria agora para o lado poente. Tabúas de mais de dois metros de altura obstruem a ribeira, fazendo barragem que, em caso de chuva persistente causarão inundações. Mas pensa o Senhor Palma que alguém se preocupa?
Pensa que a GNR do ambiente intima os responsáveis a limpar? Como se pode limpar se a poluição existente impede qualquer ser humano, de ali fazer o que quer que seja?
Senhor João Palma, nada tenho contra si, mas espero que me desculpe este aperaltado texto de revolta contra a ociosidade e falta de respeito existente.
Não desistirei, como mais um da Terra dos Cães, e plenamente consciente da justeza desta minha luta, agarrarei pela canela todos aqueles que não cumprem o seu dever.
Muito obrigado.
Agradeço que faça seguir este email para quem ajude, mas por favor, não continuem a encanar a perna à rã.


De: João Mário Palma [mailto:joao.palma@mamaot.gov.pt]
Enviada: quarta-feira, 17 de Outubro de 2012 19:08
Para: '
manuel-r-peralta@sapo.pt'
Assunto: Líria, Ribeira Abandonada

Joao Palma
Secretariado de Apoio


Gabinete do Secretário de Estado do Ambiente
e do Ordenamento do Território
Rua do Século, 51
1200-433 Lisboa, PORTUGAL
TEL + 351 21 323 25 00 FAX + 351 21 323 16 79
www.portugal.gov.pt



Manuel Peralta