Páginas

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Passeios para peões – Equilíbrio entre pessoas e viaturas

De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 17 de Abril de 2012 16:41
Para: 'otilia.caetano@cm-castelobranco.pt'
Cc: 'junta.alcains@netvisao.pt'
Assunto: Passeios largos para peões - Equilíbrio entre pessoas e carros

Engª. Otília
Responsável pelo trânsito, na CM do Concelho de Castelo Branco.

Sobre a nossa conversa telefónica de hoje, remeto como prometido, fotos da estrada de Santo António, nas imediações da entrada principal do Seminário de São José.
Passados que são já 33 anos em que estive na Junta da Freguesia, data daquele tempo, a primeira ordenação do trânsito em Alcains, através de projeto efetuado na ex Junta Autónoma de Estradas, entidade que superintendia em estrada comum, N-352, que atravessa Alcains.


Pretendia com o projeto dar um ar de “meio a caminhar para urbano” a Alcains, disciplinando e dando coerência ao trânsito de pessoas e automóveis.
Todo o pavimento e lancis, desde a Av. 12 de Novembro, largo de Santo António, incluído, até à Av General Ramalho Eanes, inclusivé, data daquele tempo.
A prioridade em 1980, era ter, usar e abusar do automóvel… o peão que jogue ao pião...
Neste particular muito mudou, e digo-o com satisfação, para melhor e bem.


Face ao enquadramento do tema e acabada a breve história do trânsito em Alcains, venho alertá-la para a seguinte situação.
Agora que a CMCBranco tem vindo a efetuar algumas obras de requalificação em Alcains, e uma vez que pararam, por ora, no largo do Chafariz Velho, se, e quando, as obras avançarem para a frente do Seminário, seria excelente “um olhar seu” sobre a zona.


Como as fotos clarificam, o passeio é anormalmente estreito para os peões, tem o pavimento degradado, e no sentido de nascente para poente, há estacionamento para uma fila de carros, e há espaço de sobra para que dois carros se ultrapassem, no mesmo sentido, ao lado da estátua do canteiro.


O que sugiro, se tal me permite, é que o equilíbrio entre peão e automóvel, ali se desequilibre a favor do peão, e que do excessivo espaço cedido por mim aos automóveis, seja agora reposto a favor do peão.


Caso concorde, nunca é tarde para fazer justiça, 33 anos depois.

Receba um abraço amigo do

Manuel Peralta

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ribeira da Líria. Quando está bem, está bem...

De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 17 de Abril de 2012 15:38
Para: 'Carlos Cupeto'
Cc: geral@sm-castelobranco.pt; 'geral@aguasdocentro.pt'; 'geral@arhtejo.pt'; 'camara@cm-castelobranco.pt'; 'Antonio Santos'; 'joao.carvalho@sm-castelobranco.pt'; 'GNR_CO_DSEPNA_SOSAmbiente'; 'sergio.penedo75@gmail.com'; 'abilio.valente@arhtejo.pt'; 'celeste.capelo@gmail.com'; v.saraiva@aguasdocentro.pt; 'nuno.lourenco@sm-castelobranco.pt'; 'nuno.maricat@sm-castelobranco.pt'; 'junta.alcains@netvisao.pt'
Assunto: Ribeira da Líria - Alcains - Quando está bem, está bem...

Fotos tiradas hoje pelas 15 horas.


Ribeira da Líria

A duas fotos, das quais dou conhecimento mostram como a “martirizada ribeira da Líria” deveria permanecer.
A correr, infelizmente pouca, água limpa e transparente.
É certo que, no local, a água já vem decantada. Mas decantada ou não, está limpa, e isso é o que interessa às pessoas e ao ambiente.
Tratando- se de equilíbrio crítico, solicito aos responsáveis, a cuidada atenção que este frágil equilíbrio merece.


Pena é que o leito da ribeira esteja degradadíssimo... se estivesse limpo, cuidado, asseado, até o falecido Engº Carlos Venâncio, hoje, no reino dos céus, sentiria recompensada a sua passagem pela terra, ao ver que teria tido razão...
Está tudo tão abandonado, diz, dirá, diria ele...
Mas este mundo é muito ingrato, e a ingratidão é isso mesmo, não honrar quem por obras valerosas, da morte não se libertou.


A foto retrata isso mesmo, desleixo, incúria e falta de respeito pelos munícipes, contribuintes que, por enquanto ainda podem denunciar os abandonos dos públicos poderes.

Melhores cumprimentos
Manuel Peralta

domingo, 15 de abril de 2012

Bolos da Páscoa

Mais que uma fornada.

...ainda durante a quaresma e em tempo de renúncia, de penitência, de sacrifício por remissão de pecados, de mortificação, com altar de roxa cor vestido, paixão à frente e atrás, caluniando Satanás, esse anjo rebelde que, a pulso, do céu foi expulso.
Nas casas, caiadas a preceito, com escadas e salas esfregadas a eito, com barra de “azul metilene” pintadas, ou “amarelo metálico”, que de ouro transbordava em tela de “Matisse”, pintada.
À porta, na quinta feira Santa não se podia ir à horta, pois até constava que a couve espigava...muito menos cantar a menino rabugento, pois apanhava “águamente”... e pior que menino aguado, só homem entornado.
Nas ruas o alecrim e o rosmaninho inebriavam procissão que passava, com filarmónica em notas graves de “ré de porco”, bombos, aplacados por caixas de compasso, de contrabaixo, solfejadas a eito com vozes a preceito.
No altar, o bater da “tampa do arcaz”, que fechava a sepultura do Cristo Redentor, o Senhor que ao terceiro dia ressuscitaria, para nossa alegria...
Na sexta feira santa, defumava-se, após a procissão, a casa de barra de ocre pintada, com o alecrim e o rosmaninho da procissão pisado, abençoado, que santificava e abençoava quarto, sala, camarinha e até quintal, em furda onde o reco pacientemente, aguardava pelo natal...
Enquanto se esperava pela visita do Senhor, o compasso, mulheres com tosse, catavam-se umas às outras comendo tremoços, e os homens provavam os bolos dos vizinhos bebendo uns bons copinhos.
Em breves laivadas, assim, um tipo de Páscoa foi passada.

Mas os bolos, as fornadas...

Não há grande diferença entre o estofego das filhós e o dos bolos da Páscoa.
Aí vai portanto, para memória futura.

O aquecer do forno...


O “arremansar” do dito... ficar sereno, acalmar, serenar.


A farinha... ainda empacotada, na “Terra Deles”, fabricada.


As especiarias, vinho do Douro, Porto, Português.


No tabuleiro de amassar, depois de peneirada, farinha, farinhada.


Sumo de boas laranjas, espremidas por mãos amigas.


Ovos, por varinha ou mágica mão batidos, pré aquecidos, em água quase fervente que não minto, em bacia de zinco.


Amassando, farinha, ovos, sal, vinho do Porto, sumo de laranja, fermento, canela, açucar, forte aguardente...


Amassando/azeitando...


Tabuleiros em sentido, aguardando por receber bolos tendidos ou cozidos...


Taleiga, com farelo aquecido, para suster massa amassada em maceira, sustenido.
O taleigo é um saco de pano pequeno, que serve para levar a merenda ou até guardar dinheiro.
A taleiga é um saco maior que pode acolher cereais ou farinha.
Há uma expressão na “Terra Deles”, que referindo-se a alguém que está gordo, costuma mimosear-se assim.
- Olha que perfeição, pareces um taleigão?
A taleiga, taleigão, é no fim de contas um saco, que tem igual dimensão quer na base quer na parte superior, portanto quadrada, logo sem cintura...


Tendal, cobertores, pré aquecidos para ajudar a levedar, fermentar a massa.
O tendal, é um pano alvo, branco, por vezes de linho, com que se cobre a massa de pão ou bolos.


Continuando a amassar, agora já com a negra rapadora a rapar, rapar, rapar...


Ajeitando e arremansando a massa.


Invocando a fé em Deus, com cruz na massa, por rapadora pecadora...
São João acrescente este pão.
Senhora das Graças acrescente esta massa.


Massa já finta, levedada, pronta a ser tendida.
Rapadoura em descanso...


Bolos sobre tendal, tendidos, a aguardar mais fintura para serem cozidos.
Tender, estender ou abolar massa para ser cozida.


Já no forno, arremansado...
Conduzir um forno de lenha, sem pirómetro, (termómetro de altas temperaturas) não é tarefa fácil.
Saber a temperatura ideal para cozer e não queimar requer saber de forneira...
A minha mestra foi a Ti Marizé Pinheira, forneira e boleira de quatro costados, que me ensinou.
Então aí vai, para quem se quiser haver nestas andanças...
Depois do forno limpo de brasas e cinza, passa-se com uma esfregona embebida em água para limpar o solo do forno e, gradualmente ir baixando a temperatura.
A abóboda do forno, com o calor deve ficar completamente branca.
Espalha-se entretanto um punhado de farinha pelo solo do forno e observa-se:
1- Se a farinha queimar, tem de baixar a temperatura com a esfregona embebida em água.
2- Se a farinha não queimar pode meter a fornada.
3- Para tostar deve fechar o registo de saída de ar do forno.
Recomendo no entanto cuidado, esta simplicidade aparente, pode levar a queimar a fornada e as mulheres não se enxofram nada a queimar o forneiro... sei do que falo...


Já cozidos, um exemplar.


Uma fornada.


A mesma fornada vista de outro lado.


Receita para uma fornada de 33 bolos, para casa e dar a amigos e familiares.

- 100 ovos
- 2 litros de azeite
- 2 quilos de açúcar
- 1 litro de aguardente
- 1 garrafa de vinho do Porto
- 3 boas laranjas em sumo
- 1 (quase) barra de fermento
- 10 quilos de farinha
- 2,5 quilos de farinha flor
- Sal e canela a gosto.

Uma boa fornada e desejos de um bom apetite.

Manuel Peralta

A “divisão” da poda...


Recentemente, por email que entretanto “deletei”, solicitei atenção à Junta da Freguesia para a necessidade de podar as árvores da Av. 12 de novembro, luxuriantes plátanos, bem como da poda da generalidade das árvores da “ainda freguesia” da terra deles, a nossa, Alcains.
Como habitualmente, da dita Junta, nada a referir, tudo como dantes, quartel general ainda em Abrantes...


Da situação dei conhecimento à CMCBranco.
Respondeu-me Romeu Fazenda da divisão de manutenção e espaços de lazer.
Eis a resposta.

De: Romeu Fazenda [mailto:romeu.fazenda@cm-castelobranco.pt]
Enviada: quarta-feira, 11 de Abril de 2012 15:27
Para: manuel-r-peralta@sapo.pt
Cc: junta.alcains@netvisao.pt
Assunto: Poda de Plátanos na Av. 12 Novembro em Alcains.

Exm.º Sr. Manuel Peralta

No seguimento do e-mail enviado à Junta de Freguesia de Alcains, com conhecimento à Câmara Municipal de Castelo Branco acerca da poda dos Plátanos da Av. 12 de Novembro em Alcains, cumpre-me informá-lo do seguinte:
- A poda das árvores na Vila de Alcains é da responsabilidade da Junta de Freguesia de Alcains;
- As árvores em causa foram podadas em 2010, pelo que, dado não existir interferência da copa da árvore com edificações ou equipamentos urbanos que cause danos incontornáveis aos mesmos e que tornasse necessária a remoção das partes da árvore que causassem esse danos, é opinião da Divisão de Manutenção e Espaços de Lazer da Câmara Municipal de Castelo Branco (em consonância com parecer escrito da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, que segue em anexo ao presente mail, acerca da poda de árvores em meio urbano, entidade que colabora com a Câmara Municipal de Castelo Branco no que respeita a esta temática) que não é necessária a poda das referidas árvores, uma vez que não se encontram próximas de edificações ou equipamentos urbanos e possuem espaço físico para se desenvolveram naturalmente, pois a dimensão da Avenida em causa assim o permite.

Com os melhores cumprimentos

Romeu Fazenda
Câmara Municipal de Castelo Branco
Divisão de Manutenção e Espaços de Lazer

Anexado ao email, vinha um geral parecer, sobre poda de árvores na cidade de CBranco, meio urbano, que edito.


Já há quarenta anos, na escola de Regentes Agrícolas de Santarém se escrevia o que agora, parecendo novidade, se disserta.
Quando, para (a)parecer, se envia um parecer, pouco mais há a dizer...
A seguir o “xiita” parecer para árvores citadinas, nunca se podaria qualquer árvore, muito menos se decotaria, e estas como criança não educada, cresceriam selvagens, nunca se adequando ao mundo e muito menos ao seu espaço, interferindo com o espaço de outras companheiras árvores, entrando em concorrência desenfreada em que a mais forte subjugaria sempre a mais fraca, visto que a mais forte, ocupou o seu, dela, espaço...


Quem assim fala é um “agricultor de letras”, que tem assistido em invernos chuvosos, na Av. 12 de novembro, às constantes inundações da avenida provocadas pela obstrução dos coletores das imensas folhas dos plátanos que entopem os referidos coletores.
As propriedades contíguas, como as fotos documentam, são invadidas pela falta de educação dos plátanos, baseadas num parecer de quem quer aparecer, para parecer...


Como bem diz, Romeu Fazenda, a “ poda das árvores na Vila de Alcains, é da responsabilidade da Junta da Freguesia de Alcains”... Romeu Fazenda “dixit”.
Cada vez mais me convenço que efetivamente a Câmara caminha cada dia mais, para ser apenas a Câmara da cidade de CBranco.
Na verdade tomei agora conhecimento que existe na Câmara da cidade de Castelo, uma divisão de manutenção e espaços de lazer...
Nunca vi qualquer ação no degradado espaço de lazer da ribeira da Líria, muito menos no degradado mobiliário urbano quer de parques infantis, quer de jardins...e para quem paga milhões e recebe tostões, sugiro que em vez de uma divisão devia haver de preferência, uma adição....


Na verdade, é da Junta a responsabilidade...
Mas que grande “poda”...

Manuel Peralta

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Entrudo em Alcains, 2012

A última contradança…

Em Alcains o Carnaval tinha e tem, embora cada vez menos, o nome de ENTRUDO…
Costuma estar o frio que o Zeca cantava… Ó entrudo, ó entrudo, ó entrudo chocalheiro… que não deixas sentar, as mocinhas ao solheiro…
Entrudo, intruso, o que entra sem ser esperado, intrometido, pessoa que se veste ridiculamente, objeto de chacota pública nas brincadeiras destes três dias que antecedem a quaresma, quaresma, que é um período de tempo e de renúncias, compreendido entre a quarta feira de cinzas e o domingo de Páscoa.
Fez uma “arrenúncia”, jogava sueca no Ti Domingos, tinha trunfo e não deitou, passou…renunciou.

Desfile de idosos do lar Major Rato – 2012

Quarta de cinzas, de resíduos de corpo queimado, restos mortais, memória de finados, o que finou, acabou, luto, mortificação, dor, primeiro dia de quaresma, quarta feira com missa na matriz e cruz de cinza na testa a gente que se presta.
Porque à desforra do Carnaval, sucede a renúncia quaresmal…
Já há vários anos que as contradanças da Lousa e dos Escalos de Cima não visitam Alcains, parecendo que por lá a recessão, também contamina a alegria de viver, a imaginação, e a diversão quer a Escalenses quer a Lousenses…
Em Alcains, que me lembre, a última contradança que vi e acompanhei, foi a da fábrica Lusitana, que aos pares desfilou por Alcains, no entrudo, por volta de 1965 a 1970, cantando uma moda intitulada, “As Meninas da Farinha.”
Cito de memória a letra, canto a música apenas de ouvido, visto que, apesar de ter aprendido algum solfejo, este Peralta, não sabe fazer pauta.
Então, aí vai.

Desfile do lar Major Rato – 2012

As meninas da Farinha,
Gostam muito de f(e)lores.
Elas só se sentem bem,
Ai ó pé dos seus amores.

Ai ó pé dos seus amores,
Quando estão a namorar.
Elas parecem branquinhas.
Branquinhas comó luar.

Branquinhas comó luar,
Comó luar de janeiro.
Quilumina o casado,
O viúvo e o solteiro.

Era uma contradança exclusivamente feminina, tinha até um homem de chapéu alto que protegia “as meninas da farinha”, dos olhares pecaminosos e das investidas dos metalúrgicos dos Isidros, dos carpinteiros do Rafael e Chico Preto, e dos pedreiros de pico ao alto, prontos para imprevisto desbaste que poderia acontecer, nos trejeitos das ancas que as meninas da farinha, meneavam, quais odaliscas, em dança sem facas, de boas e belas lascas…

Ti Marcelino, desta vez “está mesmo pintédo”.
Desfile do ler Major Rato – 2012.

Ontem, em almoço caseiro de domingo gordo, de bucho, farinheira, chouriça, chispe, lacão, focinho, coxa de franga, naco de vitela, orelheira, batata, cenoura e muita couve lombarda, regado com tinto a preceito, e para amaciar a brita, papas de carolo com raspa de laranja, também se falou de entrudo, contradanças, caqueiradas e entremesadas.
Quando o estômago deixou de saltar, já no início da segunda volta, e por se falar de se estar mais ou menos gordo, refletia o meu pai.
Ó filho - esta coisa da gordura é como o dinheiro em obra, deve-se ter sempre algum de sobra…
Anotei e registei.
Também em 1940 se fez uma contradança ensaiada pelo saudoso mestre José Rafael, pessoa atenciosa e de bondade infinita, dizem os meus pais, que fez letra e música acompanhado por outro grande Alcainense, José Fortunato um excelente músico, tocava saxofone, e homem empreendedor.
Ensaiavam numa sala por debaixo do atual Clube Recreativo Alcainense, e desfilaram em Alcains, dez pares, elas vestidas de aldeona e eles de sapato e calça preto, camisa branca e papilon.
À frente o par era o meu pai, José Paralta e a Lurdes Placa, acompanhados pelo Narciso Cigarro, Marcelino Pintédo, entre outras e outros.
De memória de meus pais, dou à estampa o que então por Alcains se cantou.

Nossa terra é a mais bela,
Entre todas as melhores.
Não há outra igual a ela,
No mundo e arredores.

Pois sejamos filhos dignos,
Do nosso torrão natal.
E cantemos forte e viva,
Alcains e Portugal.

E viva a festa das papas,
Que toda a gente conhece.
Viva o povo de Alcains,
Que tanta gente enaltece.

Esta festa não tem só,
O carater folgazão.
Mas tem o nobre sabor,
De manter a tradição.

Alcainense do bem,
Prá frente toca a marchar.
Pois pró bem dAlcains,
Todos devem trabalhar.

Há setenta anos, foi assim.

Ti Marcelino “pintédo”, desta vez, acompanhado por quatro lascas…
Desfile do lar Major Rato – 2012

Ontem, sem contradança, entremesadas ou caqueiradas, acabaram as galarissas, mercado abastecedor de material para as caqueiradas, o entrudo celebrou-se com o desfile da miudagem e dos idosos do lar Major Rato.
Desta vez, o Ti Marcelino ia mesmo pintédo…
Entretanto, e enquanto tirava umas fotos, um passeio repleto de marretas comentava as simpáticas e desenxovalhadas acompanhantes dos idosos, dizendo para o Ti Marcelino.
Eu quero ir para o Lar, eu quero ir para o Lar…
Josés, desde o Rafael ao Penedo, do Alice irmão do Seguélhinho, ao Borronha, e do Moisés que de frio batia os pés, ali tudo tirava linhas, sob o olhar discreto do João, o Palhinhas.
É carnaval, quem poderá levar a mal.

Manuel Peralta