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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Alcains, 40 anos de Vila

Fotos de hoje, com poucas palavras... tristes, mas reais.

Há 40 anos, em 12 de Novembro de 1971, em tarde cinzenta, à volta de um padrão no largo da praça, celebrava-se uma conquista...
Alcains deixava de ser a maior aldeia e passava a ser mais uma, das muitas, Vilas de Portugal.
Entidades concelhias de Castelo Branco não vieram à nossa festa.
Cunha Belo, Sanches Roque, José Dias e Ramiro Rafael, entre outros foram obreiros.
Com Ascensão Azevedo, cidadão honorário de Alcains, então Governador Civil, preparava-se a subida do 2º degrau... Alcains Concelho.
Com muitos projetos comparticipados centralmente, Alcains progredia e assistiu a um período de inusitado desenvolvimento nunca mais visto em Alcains, se atualizarmos os custos dos investimentos.
25 de Abril, lei das finanças locais, e Alcains é tratado não em função da sua contribuição para o PIB concelhio, mas como toda e qualquer outra freguesia, com parâmetros ao nível de Caféde.
A democracia em Portugal, agora passados estes anos todos, sempre nivelou por baixo e, Alcains foi vítima, da régua e do esquadro político, que ditou o já irreversível atraso de Alcains.
A tentativa de uma comunidade a caminho da urbanidade, rotundou no extremo fracasso da ruralidade... assim estamos hoje.
Vejam as fotos seguintes da situação atual, fotos de ontem, da Zona de Lazer de Alcains onde a Câmara de Castelo Branco, gastou dos nossos impostos 350 000,00 euros, e atentem por favor na degradação existente.
Presumo que temos aqui uma das muitas PPP concelhias, já não dinheiro para Alcains, manter o pouco que tem, em condições de fruição pelos fregueses...
Dêem entretanto uma volta pela cidade, e por favor, comparem.

Repuxo

Calçada

Suporte para bicicletas

Grades de madeira partidas pelos Serviços Municipalizados da Câmara de Castelo Branco, quando, ilegalmente, ligaram diretamente os esgotos domésticos da estação elevatória, à conduta dos esgotos industriais da Oviger, matadouro industrial.

Limpeza no parque infantil da Aranha.

Manutenção do cesto de recolha de lixo.

Entretanto, e num olhar breve sobre os autarcas que, ao longo dos anos de democracia estiveram na autarquia, Junta e Assembleia, não deixam de causar perplexidade os decréscimos de capacidade e impreparação observadas.
Olhem para todos, eu incluído.
Afirmo e, não me importo de ser mal julgado, que a situação atual, atingiu o limite que só a democracia atual, permite.
Bem, continuando a mostrar, a PPP de Alcains, a Zona de Lazer.

Manutenção de grelhas e lixo, muito lixo

Segurança de pessoas, crianças acautelada

Mesas pintadas e não reparadas

Bebedouro que nunca deitou água

Bebedouro objeto de vandalismo, que nunca deitou água e também nunca mais foi reposto.

Prevejo um futuro, a continuar assim, cada vez mais negro para a Vila de Alcains.
O estado comatoso da construção civil, sempre o primeiro motor de Alcains, a redução drástica dos alunos nas escolas, todas, a incompreensível ordenação no ranking da secundária, chegámos a ter 800 alunos no ensino secundário e atualmente pouco mais de 200, a falta de atividade cultural promovida pelas autarquias, e a ausência de qualquer nova atividade industrial atiram paulatinamente Alcains para um beco sem saída, a ponto de o Lar Major Rato, ser hoje a segunda entidade empregadora de Alcains.
Em Alcains, as escolas fecham e os lares não chegam...

Pavimento nunca reposto e lixo, muito lixo.

Rega automática que nunca funcionou, assim se gastam os nossos IMI...

Árvores nunca repostas.

Ferrugem, degradação, tristeza...

Iluminação subterrânea cara, vandalizada, degradada com muita falta de limpeza.

O Dr. Medina Carreira, apelidado de Velho do Restelo, tremendista, é hoje ouvido e cada dia que passa mais respeitado.
Acertou com as verdades que, tardiamente, os democratas fabricantes de ilusões foram escondendo, mas que acabaram como o azeite, em cima...
Por cá, ainda não sei quanto vai custar, mas a recuperação da casa que foi da Dona Teresinha Sanches e que a Câmara de Castelo Branco quer recuperar para a sede da Junta da Freguesia, vai ser mais uma PPP futura, uma vez que os encargos de funcionamento das despesas correntes irão disparar.
É para os depauperados cofres da Junta, um presente envenenado, que só comprometerá desenvolvimento futuro. Quem pode viver num palácio e receber o Rendimento Social de Inserção, Pergunto?
Nem com Complemento Solidário, lá vamos!!!
Entretanto ao lado, na Extensão de Saúde, filas que não se vêm na Junta, gabinetes de consulta dos médicos acanhados, gabinetes de apoio administrativo que são autênticos cubículos, enfim está tudo invertido.
Mantendo que a degradação atual de um dos edifícios mais lindos de Alcains, torna imprescindível a sua restauração, discordo, no entanto e em absoluto, do fim que lhe pretendem dar.
A sugestão da troca aqui fica para memória futura.

Degradação de muros de suporte.

Repuxo, e bancada para observação do espelho de água da Zona de Lazer.

Espelho de água.

Pérgola sem manutenção, lâmpadas que nunca acenderam...

Grelhas em dia de juízo final... peneiras para olhos de Alcainenses, incautos...

Por fim...

Em aparente bom estado, o atarracado monolito comemorativo, testemunha viva de gastos de 350.000,00 euros, e que as fotos testemunham a situação a que isto chegou.

Manuel Peralta

sábado, 5 de novembro de 2011

Café, oferta do Terra deles...

Enriquecendo o conhecimento.


Qual o café mais forte? O curto ou o cheio? Aprendam!!!!
Quantos debates já houve à volta da questão: Qual o café mais forte? O curto ou o cheio?
Aqui está a resposta (pela Delta Cafés):

Bica "curta"

Volume total: ± 25 cc
Conteúdo de cafeína: 87,0 mg

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Bica "normal"

Volume total: ± 35 cc
Conteúdo de cafeína: 94,0 mg

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Bica "cheia"

Volume total: ± 45 cc
Conteúdo de cafeína: 98,1 mg


Sendo assim, podemos concluir que um café expresso (vulgar "bica"), resulta da pressão a que a água atravessa as partículas de café moído e da consequente emulsão que essa pressão origina, das substâncias gordas do café - os óleos aromáticos e os colóides - o que caracteriza e distingue esta bebida das restantes pela sua densidade, creme, corpo e sabor persistente na boca.


Reconhece-se um bom expresso pela cor e textura do creme à superfície, o qual deverá ser levemente acastanhado (cor avelã) e com ligeiras nuances mais escuras no centro e sem "Bolhas". A sua espessura deverá ser de 3 a 4 mm e consegue-se analisar essa espessura se ao deitarmos açúcar na bebida, o creme consiga sustentar durante poucos segundos essa quantidade de açúcar, indo-se depositando no fundo da chávena de forma gradual.


Com os melhores cumprimentos,

DELTA CAFÉS


Este esclarecimento foi possível graças a um email sobre o tema, que a minha prima Maria de Lurdes Minhós Beirão me enviou, o que agradeço.
Por considerar que ajuda os cafezistas a conhecer melhor os venenos com que temos de conviver, não resisti a dar vida a este conhecimento, aqui no terra deles, a nossa, a dos cães...
Acabei no entanto por me esmerar, com a ajuda da “Sézinha” no acompanhamento do café. As fotos são elucidativas.
Reafirmando que, é necessário manter limpa a lanterna, para ter boa luz... vão por mim e tomem, moderadamente, café.

Manuel Peralta

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Líria limpa/Líria suja

Agora temos estado assim.
Desde a limpeza da ribeira e da reparação do pote de efluentes domésticos da rede de esgotos da responsabilidade dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco, que a Líria está como deve estar.
Assim, correndo água limpa e transparente.


A fragilidade da rede de esgotos de Alcains, recomenda atenção redobrada por parte de todas as entidades, nomeadamente dos Serviços Municipalizados de Castelo Branco, visto tratar-se de situação crítica.
É pena que os maus cheiros persistam por parte das Águas de Portugal/Águas do Centro, pois apesar das chuvas que ocorreram, pouco esgoto transbordou do pote que fica junto ao painel de energia. Mas transbordou…
Continuo a aguardar pela implementação do projeto que resolverá de vez a situação, conforme carta do responsável em meu poder.
Agradeço a todos em nome de um bom ambiente.


Reafirmo no entanto, que o poluidor mor da ribeira da Líria, é o matadouro industrial.
Hoje no Reconquista, a ARH/TEJO, vem, mentindo, dizer que está tudo bem.
Não está, reafirmo.
Voltarei com um filme sobre o tema, a curto prazo.

Manuel Peralta

sábado, 29 de outubro de 2011

Líria na Senhora Ministra

Para esclarecimento dos leitores do blog, dou a conhecer a exposição que fiz a Sua Excelência a Ministra da Agricultura, Ambiente e Ordenamento do Território.
Duas semanas depois, remeti ao Reconquista, o texto abaixo que, presumo, oportunamente publicará.
Não dou por finda esta luta... mas agora que a Líria teve honras de Ministra, Assembleia da Republica, e toda as entidades que têm responsabilidades na situação, fico a aguardar que todos assumam as responsabilidades que a cada um cabe.
Voltarei.

Manuel Peralta


Assunção, Senhora Ministra, malho ao troço e não desista.

Senhora Ministra
Excelência

Manuel Peralta residente em Alcains, freguesia da Câmara de Castelo Branco, vem através do Reconquista, dar-lhe conhecimento de uma situação que ao longo dos anos, venho denunciando relativo ao crime ambiental cometido pelos poluidores do ar que respiramos e da ribeira da Líria.
Os poluidores, por ordem crescente de poluição, são as seguintes entidades.
1-Águas de Portugal, através de uma sua participada as Águas do Centro.
2-Serviços Municipalizados de Água e Saneamento da Câmara de Castelo Branco.
3-Oviger - Matadouro Industrial.
Senhora Ministra, em seguimento de outras denúncias, fiz em 21 de Fevereiro do corrente ano, no portal do DRAP, nova “denúncia sobre descargas de resíduos do matadouro industrial, Oviger, e de águas residuais na ribeira da Líria“.
Esta denúncia/reclamação tomou no portal da DRAP, o número 873.
Oito meses depois, repito, oito meses depois, em 10 de Outubro, recebo informação da Direcção Secretarias da DRAPC, informando-me que a Chefe de Divisão de Licenciamentos e Apoio Laboratorial da DRAPC, também havia recebido denúncia idêntica do IGAOT, em que este IGAOT solicitava diligências no sentido de se apurar a situação denunciada.
Em 18 de Março, a DRAPC oficia ao IGAOT solicitando parecer, visto que o assunto seria da competência do IGAOT.
É comigo ou é contigo?
A Chefe de Divisão de Licenciamentos e Apoio Laboratorial da DRAPC, envia cópia ao IGAOT da Licença de Exploração e claro, do imprescidível THUR..., pois sem THUR não há quem os ature...
Em 15 de Setembro é recepcionado pela Chefe de Divisão novo email sobre a denúncia efectuada em 21 de Fevereiro.
Mas a saga não se fica por aqui, pois em 22 de Setembro, a DRAPC oficia à Oviger para conhecimento, oficia à ARH/TEJO para se pronunciar sobre matérias da sua competência e oficia ainda à IGAOT, para dar conhecimento do trabalho até aqui efectuado, que por aqui, não é visto nem achado...
Entretanto entra outra entidade o SEPNA/GNR, que vai à Oviger e que perante as auto análises, repito auto análises efectuadas pela Oviger, constata que estão abaixo das máximas permitidas pela entidade licenciadora, no caso em apreço a DRAPC, SEPNA que, conhece o local do crime, conhece o caminho da prova, há fortes indícios sobre o conhecimento do criminoso, mas o seu ministério passou uma licença que não permite deter o eventual criminoso... claro, a linguagem aqui é de ficção.
E assim vamos andando...
Portanto, as entidades supra referidas têm licença para poluir, e ninguém faz nada, andam todos a dar conhecimento uns aos outros... gastando os meus impostos e os meus já descontados subsídios.
Senhora Ministra, peço-lhe desculpa pelo tempo que eventualmente lhe possa ter feito gastar, caso este assunto chegue ao seu conhecimento, mas a finalidade é esta.
1 - Mostrar o estado em que estão no país, região e, por aqui, os seus/nossos serviços da administração pública.
2 - Informar que a licença para poluir passada pela DRAPC, termina em Janeiro/Fevereiro do próximo ano.
3 - Esclarecer que caso seja concedida nova licença para poluir, sem que as entidades poluidoras resolvam internamente a situação, depois destes avisos todos, participarei ao Ministério Público contra a negligência e/ou dolo eventual da pessoa, entidade, serviço ou direcção, que tal tenha feito.
Senhora Ministra, agora que todas estas entidades estão sob a sua responsabilidade, e bem, aguardo que, ao ter conhecimento da situação, promova o necessário e liberte Alcains, freguesia da Câmara de Castelo Branco, deste crime ambiental.
Solicito a sua atenção para a foto, que vale por todas as minhas palavras.
Muito obrigado pela sua atenção, fico a aguardar pelos desenvolvimentos que a situação requer.

Manuel Peralta

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Apanha-se mais depressa um “Presidente“, que um coxo

Hesitei sobre se as “inverdades“ documentadas pelas fotos, deveriam ou até, mereciam ter resposta, mas para esclarecimento definitivo de quem nos lê, reafirmo o que o senhor António Rosário Duarte, nascido na Póvoa do Rio de Moinhos e proprietário da moradia me disse, e no local pudemos confirmar.


1 - Que as árvores da junta, levantaram o pavimento do quintal, e que não conseguindo abrir o portão, impede o acesso à garagem.
2 - Que no outro passeio, sob o efeito das raízes doutras árvores, o muro está aberto ameaçando ruína e que, a grade metálica deste muro, está a desligar-se do pilar que a suporta.
3 - Que em rua adjacente, a um morador nascido em Alcains, a junta, não importa qual, até podia ter sido a minha há 32 anos, cortou ou permitiu que cortassem duas árvores apenas por questões aparentemente estéticas.
Os troncos serrados estão lá e mais esta foto documenta.
A discriminação negativa está provada, por muito que custe.
4 - Que a junta, cortou ou obrigou a decotar a figueira propriedade do Senhor António Rosário Duarte, que tinha ramos para a via pública, em local em que o passeio de fregueses é interrompido, num canto, numa esconsa rua.
5 - Que sendo a junta tão lesta a decotar a figueira do senhor António Rosário Duarte, não utiliza há anos o mesmo critério e corta ou autoriza a decotar, as árvores da junta que invadem o quintal do senhor António Rosário Duarte.
Poderia continuar a perorar sobre o tema, mas, o que importa a partir daqui, é que a junta resolva a questão, e sem custos para o proprietário, tenha a honradez de repor a situação.
Esclareço que, só conheci o Senhor António Rosário Duarte, quando em minha casa me procurou para me dar conta da situação.
E como não sou jornalista, dos tais para quem agora está tudo bem, e que nestas noites tristes em tempos de outra servidão discorrem sobre os problemas do mundo e arredores, alinho umas palavras sobre as dificuldades dos simples, dos que pagando impostos não têm voz, procurando sempre através de factos, que a justiça não fique impune.
Neste entretanto, tive o cuidado de por a questão ao senhor António Carrega, presidente da junta, que prometeu resolvê-la, o que aguardo, porque todos sabemos que, quando promete, cumpre.
Testemunho esse facto pois àcerca de dois anos prometeu limpar o espaço da zona de lazer, o que aconteceu este ano, de facto.
Por outro lado sou amigo do morador nascido em Alcains.
Quando, sem surpresa, li o texto do segundo responsável pelos destinos de Alcains, lembrei-me logo do saudoso Américo “Manco“, e claro fui logo ao Presidente.
Reformulando agora para os Alcainenses, como infelizmente já não consigo agarrar o Américo “Manco“, pois estará no reino da glória, a contragosto, tenho de ficar com o “Presidente”.

Manuel Peralta
www.terradoscaes.blogspot.com

Texo pubicado no Reconquista de 27 de Outubro de 2011