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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A Câmara de Castelo Branco e as cortinas dos seus SMAS

Em trabalho conjunto, recente, dos jornalistas Lídia Barata e Nelson Mingacho do Reconquista, relativo à “Poluição na ribeira da Líria em Alcains“, a Administradora dos SMAS da Câmara de Castelo Branco, doutora Maria José Batista, informou os jornalistas de que o derrame dos esgotos domésticos, não tratados da responsabilidade dos SMAS, e que poluiram a infeliz e martirizada ribeira, se ficaram a dever ao facto de o colector ter sido “ entupido com fraldas, toalhas e outros resíduos que deveriam ter outro destino“, devido à “notória falta de consciência cívica e ambiental dos cidadãos“.
Li, reli, tresli e não acreditei...
Como é possível que uma administradora paga com as minhas taxas de disponibilidade, de saneamento fixo, de resíduos sólidos, entre outras, se permita tal topete, e esfregue na cara dos Alcainenses a notória falta de consciência cívica e ambiental dos cidadãos?
Sim, a doutora Maria José Batista com o pomposo nome de administradora dos SMAS da Câmara de Castelo Branco, deveria ser a última das entidades a falar de consciência ambiental, uma vez que, enquanto administradora dos SMAS, é a principal e directamente responsável pelos esgotos domésticos, que sob sua responsabilidade poluem incessantamente a ribeira da Líria.
Ou a senhora doutora não se reconhece na cortina que a foto reproduz? Cortina essa colocada por trabalhadores sob sua gestão, e que se confessam envergonhados com as soluções técnicas que a descapitalizada inteligência existente, implementa?
Sabe senhora administradora, o que aconteceu em Alcains não foi um entupimento do colector, e, porque, mesmo sobre os esgotos da mentira a verdade vem ao de cima, o que aconteceu foi apenas isto.
Um mal equipado trabalhador dos SMAS que Vossa Excelência dirige, entrou pela ribeira dentro e frente à praça de Alcains, descobriu que um pote de esgotos entrou em rotura, e todos os esgotos a partir dali correram para a ribeira da Líria.
Assim o diz quem viu. Andei por lá, não aproveitei o feriado para fazer ponte, e, como tal, quando vi passar a auto bomba fui de bicicleta dar um passeio atrás dela.
Falta de consciência cívica e ambiental dita por quem tanto polui Alcains, e que, como solução para minorar os maus cheiros sentidos um pouco por toda a vila, manda por uma cortina?
Sugiro-lhe que quando aconteça situação idêntica que venha ao local, que continue a acreditar no que lhe dizem, mas, meta a mão na massa, como São Tomé, ver para crer...
Os trabalhadores com muitos anos de tarimba sabem quem sabe da poda... por vezes até se riem entre eles dos chefes verdes, macios, porreiros, digo-o por experiência própria, e só no terreno aprendemos as debilidades das equipas que vão fazendo o que é possível com meios muito escassos.


Os SMAS da Câmara de Castelo Branco, de que munícipes da cidade e fregueses das aldeias vão pagando água das mais caras do país, merecem que os seus direitos sejam acautelados.
A um bom ambiente, a uma boa limpeza, e a não beberem água que lhes entra em casa por canos de lusalite, que as entidades de saúde intimaram a substituir.
Uma parte substancial da rede de águas de Alcains, na rede mais antiga da vila, continua nestes canos. Tem-se feito alguma coisa neste domínio, mas é ainda confrangedoramente muito pouco.
As dezenas de milhões de euros recebidos pela venda da rede de água e esgotos às Águas do Centro, deveriam em meu entender resolver primeiramente este problema, pois foi com as taxas e as águas pagas a peso de oiro que tal património se construiu.
Não podem os fregueses estar a consumir àgua que circula em canos que as autoridades sanitárias, têm muita dúvidas quanto aos efeitos causados à saúde.
Voltando às cortinas, sei que, quando as notícias são deste teor se procura internamente averiguar, quem foi, quem disse, onde, quando...
Cortinas, cortinas, empurrar o problema com a barriga para a frente... é o que os SMAS da Câmara de Castelo Branco têm feito ao longo dos anos aos fregueses de Alcains, enquanto se anuncia nova ETAR para os munícipes da cidade.
Hoje percebo melhor a razão do mutismo existente... o futebolista, cativo do acordo da troika deixou de marcar golos e os restantes é melhor continuarem caladinhos, pois com declarações como as que, na qualidade de administradora dos SMAS prestou, só complicam a vida de quem ainda faz...
Com enorme satisfação, assisti hoje, sexta feira dia 14 de Outubro, à descarga de uma máquina que presumo irá proceder à desejada e necessária limpeza da ribeira da Líria.
Vou seguir o exemplo dominante, estar calado, para não atrapalhar.

Manuel Peralta

Texto publicado no Reconquista de 20 de Outubro de 2011

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Os SMAS da Câmara de CB, e a Consciência Ambiental

De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 18 de Outubro de 2011 11:15
Para: geral@sm-castelobranco.pt; camara@cm-castelobranco.pt
Cc: sepna@gnr.pt; 'geral@min-agricultura.pt'; 'geral@arhtejo.pt'; 'geral@ersar.pt'; 'igaot@igaot.pt'; 'info@draplvt.min-agricultura.pt'; 'Partido Ecologista "Os Verdes" "Os Verdes"'; 'drapc@drapc.min-agricultura.pt'; 'doai@drapc.min-agricultura.pt'; 'cristina.pereira@ersar.pt'; v.saraiva@aguasdocentro.pt; 'nuno.lourenco@sm-castelobranco.pt'; 'nuno.maricat@sm-castelobranco.pt'; 'joao.carvalho@sm-castelobranco.pt'; 'amavel.santos@aguasdocentro.pt'; rogerio.b.martins@gmail.com; 'lidia.barata@reconquista.pt'; julio.cruz@reconquista.pt; 'Frutuoso Mateus'; 'Anselmo Cunha'; camara@cm-castelobranco.pt
Assunto: A consciência ambiental dos SMAS da Câmara de Castelo Branco

Agora tudo fica mais claro...digo eu mais escuro.
Iniciaram-se ontem os trabalhos de limpeza da desgraçada ribeira da Líria, que corre a céu aberto na ambientalmente dita, Zona de Lazer de Alcains.
Estou a pensar colocar pela feira de Todos os Santos, dia 1 de Novembro, um cartaz do tipo... Tenha ainda mais prazer... Visite a zona de lazer.
As fotos, para quem tem dúvidas, ajudam a esclarecer como é possível tanta negligência ambiental que, diariamente polui a ribeira neste troço, da exclusiva responsabilidade dos SMAS da Câmara de Castelo Branco.
O Sr. Daniel Ribeiro Março, proprietário da empresa que procede à limpeza, pode descrever as inúmeras ratazanas, os milhões de melgas, a expressão é dele, que ontem deixaram de conviver com os esgotos não tratados que poluem a ribeira.
Não tratados, se tiver dúvidas e puder, venha ver agora o leito da martirizada ribeira.
Haverá na Câmara de Castelo Branco um vereador do ambiente?
Peço às entidades a quem dou conhecimento muito mais que eficiência, eficácia, precisa-se.

Muito bom dia para todos.

No blog terra dos cães, vou colocar mais fotos elucidativas sobre o tema.

Manuel Peralta

Esgoto corre após romper barragem

Esgoto dentro da ribeira e que provoca maus cheiros

O que resta do repuxo de esgotos na Zona de Lazer.

Mais esgotos domésticos não tratados.

Consciência ambiental

Máquina com mais de dois metros de altura, entre tabuas, e não tábuas, assim são conhecidos estes arbustos, que em muita quantidade infestam a ribeira.
Estas tabuas fazem autêntica barragem ás águas, e acerca de quatro anos, quando choveu exageradamente a ribeira por falta de limpeza destas tabuas transbordou e causou elevados prejuízos aos proprietários confinantes com a ribeira.

Esgotos, poluição em plena ZONA de LAZER

...o Sr. Daniel Ribeiro Março, da firma Daniel Ribeiro Março e Filhos Lda, da Isna, o homem que melhor conhece a ribeira, pois tem sido a sua firma que, por enquanto, tem procedido à limpeza da ribeira da Líria, na zona de Lazer.
Ele tem soluções para o problema, pois trata-se de homem com experiência de vida, e que acompanha no local os trabalhos, mete a mão na massa como se diz, acredita no que lhe dizem, mas, pelo sim e também pelo não, quer ver, como São Tomé, para crer...

...luta contra tabuas

...fazendo limpeza, retirando esgoto.

...sem palavras.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ALCAINS - Quem é amigo, quem é?

Quem é amigo, quem é?


Imagine o leitor que tem uma casa em Alcains, na rua Dr. Francisco Alves Pereira Mateus e que há três anos não consegue ter acesso à sua garagem?
Continue a imaginar que, todo o seu quintal, está invadido pelas árvores da via pública e que os autarcas da sua Junta da Freguesia, presidente, secretário e tesoureiro, não permitem sequer que se toque, num ramo do que é deles, público.
Esta proibição foi e é acompanhada de ameaças... se te metes com a junta, levas.
Pedindo ainda mais um esforço, que faria se visse o seu muro do jardim desconjuntado, aberto portanto, porque as árvores dos ditos autarcas sob o efeito das suas raízes, levantaram o muro que ameaça ruína?


E se em rua transversal à rua supra mencionada, observasse que igual munícipe arrancou ou os autarcas permitiram que se arrancassem duas árvores, apenas por questões estéticas, para não tirar a vista à casa?
Será que a razão residirá no facto de que um dos munícipes nasceu na Póvoa do Rio de Moínhos e o outro nasceu em Alcains?
Mas mais!!!
Sabia que os autarcas, presidente secretário e tesoureiro, mandaram cortar um figueira, abebreira branca, que dava excelentes figos, propriedade do munícipe nascido na Póvoa do Rio de Moínhos que estava a ocupar a via pública num canto ermo, na mesma rua?


E qual foi o crime que o munícipe nascido na Póvoa do Rio de Moínhos, mas que foi criado em Alcains, cometeu, para ser assim socialisticamente tratado?
A vítima tem nome, é um trabalhador humilde, civilizado, de nome António Rosário Duarte, que cometeu o crime de ter investido todas as poupanças de uma vida digna de emigrante honrado, na que já foi a maior aldeia de Portugal, hoje, Vila de Alcains.
A pastelaria do mercado, uma das melhores, senão a melhor de Alcains, é investimento seu, o restaurante Santo António, idem, a quinta Trigueiros de Aragão e a tapada do falecido Sr. José Marques Rafael, foram os crimes cometidos pelo senhor António Duarte, e que merecem por parte dos autarcas esta punição.
Querem melhor incentivo ao investimento particular na freguesia de Alcains? Quem é assim tratado que vontade tem de prosseguir? Mas é assim que a equipa de autarcas que não gere, está por lá, na junta, trata quem engrandece Alcains, convicta de que os autarcas desta terra, são gente que ajuda quem quer ajudar a desenvolver Alcains.


Quem me lê e se puder passar por lá, que vá e veja o tratamento dúplice dado aos munícipes... para os da terra, veludo, para os da Póvoa lixa grossa.
Assim não, os elevados prejuízos morais e materiais causados ao senhor António Rosário Duarte, cuja responsabilidade é da junta da freguesia, não podem passar incólumes.
Numa sociedade com valores e princípios de equidade, a autarquia seria obrigada a repor, sem custos materiais para o senhor António Rosário Duarte, a situação anterior, cortando as árvores, desentupindo o colector de esgoto, fazendo novo muro, fixando as grades do jardim, repondo o pavimento de acesso á garagem, pintar os muros, etc, etc, etc.


Os prejuízos morais, as insónias, os nervos, o cansaço de expor a situação sem êxito, as idas sem êxito à junta, o dizer aqui e ali ficando só, a angústia de não conseguir, a admissão de falhar, são raivas e dores que consomem apenas as pessoas com vergonha na cara.
Esta gente, leve, que usa os cargos públicos para humilhar cidadãos, sonegando-lhe os seus mais elementares direitos, não é digna de plagiar o nome de autarca, pois conheço muitos, sérios e que tratam os munícipes não em função do amiguismo mas sim dos verdadeiros valores da ética que foram o apanágio de quem pensou que com a liberdade tudo viria por acréscimo.
Estas são as injustiças que me chegam, factos, não má vontade contra quem quer que seja.


Estas são as questões que por serem fáceis de resolver, me inquietam, e não posso sob pena de trair a minha passagem por cá, de publicamente denunciar.
Uma sociedade de calados, de mudos, é uma sociedade com medos, medo de perder o lugar, medo de desagradar, medo de frente ao chefe opinar...
A continuar assim, não vamos lá.

Manuel Peralta

Nota - Para os leitores que não se podem deslocar ao local dos factos, convido-os a irem à internet, ao blog, Terra dos Cães, onde poderão observar um conjunto de fotos que evidenciam os prejuízos causados.

Texto publicado no jornal Reconquista de 13 de Agosto de 2011

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A ribeira da Líria e os serviços do ministério da Agricultura e da administração da região hidráulica do Tejo em CB


Para conhecimento público, dou nota de mais esta diligência sobre o crime ambiental que diariamente se pratica na ribeira da Líria, na vila de Alcains, infeliz freguesia do concelho de Castelo Branco.

Manuel Peralta


De: Manuel Peralta [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: terça-feira, 11 de Outubro de 2011 18:46
Para: 'Anselmo Cunha'
Cc: 'Partido Ecologista "Os Verdes" "Os Verdes"'; 'lidia.barata@reconquista.pt'; 'geral@min-agricultura.pt'; geral@sm-castelobranco.pt; 'geral@arhtejo.pt';
'geral@ersar.pt'; 'drapc@drapc.min-agricultura.pt'; 'doai@drapc.min-agricultura.pt'; sepna@gnr.pt; camara@cm-castelobranco.pt; 'celeste.capelo@gmail.com';
'v.saraiva@aguasdocentro.pt; junta.alcains@netvisao.pt; 'joao.carvalho@sm-castelobranco.pt'
Assunto: RE: Portal MADRP - Reclamação - 873

Sr. Anselmo Cunha

Agradeço a resposta que me enviou, relativamente à minha denúncia de 21 de Fevereiro de 2011.
Foram oito, repito, oito meses de silêncio ensurdecedor…
Agradavelmente, fiquei surpreendido que a questão da renovação da licença que o matadouro industrial OVIGER detém, e que lhe tem permitido poluir a ribeira da Líria na vila de Alcains, freguesia do concelho de Castelo Branco, depende dos serviços do ministério da agricultura, com sede em Castelo Branco.
Como a proximidade pode ajudar a resolver as questões, ficaram na resposta que me enviou, por responder as seguintes questões.

1 - Por informação do SEPNA/GNR, fiquei a saber que recentemente o matadouro, solicitou a renovação da licença e que em auto análise, repito, auto análise, os parâmetros por eles recolhidos estavam abaixo dos valores máximos permitidos, presumo que na licença que os seus serviços lhe concederam. Será que se vai repetir a situação, face ao pedido de renovação existente?

2 - Sugiro que sejam encetadas diligências para que a recolha das análises, ao que presumo efectuadas pela ARH/TEJO, seja efectuada à saída do colector do matadouro da OVIGER, na ribeira da Líria, ainda dentro, reparem na ironia, na Zona de Lazer da vila de Alcains, freguesia do Concelho de Castelo Branco.

3 - A eventual concessão de licença sem que a OVIGER resolva de vez a questão do tratamento capaz dos seus efluentes, não passará sem que o Ministério Público averigue responsabilidades, pessoais e profissionais.

Aproveito para lhe enviar mais umas fotos, tiradas esta tarde, para documentar a calamidade ambiental.
Por baixo daquilo a que não se pode chamar água, os efluentes são vermelhos pelo sangue claro que ali corre e por ali se deposita.
Peço desculpa por a si me dirigir, mas foi quem assina o email. Agradeço no entanto o favor de fazer chegar esta minha resposta ao responsável dos seus serviços.

Melhores cumprimentos.

Manuel Peralta


De: Anselmo Cunha [mailto:anselmo.cunha@drapc.min-agricultura.pt]
Enviada: segunda-feira, 10 de Outubro de 2011 11:57
Para: manuel-r-peralta@sapo.pt
Assunto: Portal MADRP - Reclamação - 873

Exmº Senhor Manuel Peralta

Reencaminha-se informação da Divisão de Licenciamento e Apoio Laboratorial relativamente ao tratamento dado à situação denunciada na reclamação referenciada e apresentada através do Portal MADRP:

Bom dia,
Encarrega-me a Chefe de Divisão de Licenciamentos e Apoio Laboratorial de elaborar um resumo do tratamento dado à reclamação supra referida.

A 21-02-2011 foi recepcionada na DRAPC um documento relativo a "denúncia sobre descargas de resíduos do matadouro industrial e de águas residuais na Ribeira da Líria - Alcains - Castelo Branco", emitido pela IGAOT, solicitando diligências no sentido de se averiguar da situação denunciada (este documento, por lapso, foi enviado para a DRAPLVT, que o reencaminhou);
A 18-03-2011 esta DRAP oficia a IGAOT solicitando parecer sobre a denúncia em causa, dado considerar que o objecto da denúncia constitui matéria da competência da Inspecção Geral e remete cópia da Licença de Exploração e do TUHR;
A 15-09-2011 é recepcionado no mail da Chefe de Divisão de Licenciamentos e Apoio Laboratorial um reencaminhamento da reclamação 873 apresentada novamente pelo reclamante junto do portal do MADRP;
A 22-09-2011 a DRAPC oficia a OVIGER no sentido de dar conhecimento da existência da reclamação apresentada junto desta DRAP;
A 22-09-2011 a DRAPC oficia a ARHTejo no sentido de se pronunciarem em matérias julgadas da sua competência;
A 22-09-2011 a DRAPC oficia a IGAOT no sentido de dar conhecimento a esta Inspecção Geral das diligências tomadas pela Direcção Regional através do envio de cópia dos ofícios atrás referidos.

CMC,

Maria João Franco Frazão
Divisão de Licenciamentos e Apoio Laboratorial
DRAPCentrcc
Tel: 272 348 600


----- Original Message -----
From: "DRAPC"
To: "DIRECCAO SECRETARIAS" ; "'Anselmo
Cunha'"
Sent: Wednesday, September 14, 2011 11:59 AM
Subject: FW: Portal MADRP - Reclamação - 873

-----Mensagem original-----
De: manuel-r-peralta@sapo.pt [mailto:manuel-r-peralta@sapo.pt]
Enviada: quarta-feira, 14 de Setembro de 2011 11:31
Para: drapc@drapc.min-agricultura.pt
Cc: reclamacao@min-agricultura.pt
Assunto: Portal MADRP - Reclamação - 873

Recebeu do PORTAL do MADRP a seguinte RECLAMAÇÃO

Número: 873
Nome: Manuel P. R. Peralta
NIF:
Entidade:
Correio Electrónico: manuel-r-peralta@sapo.pt
Telefone:
Fax:
Morada: Av 12 de NOvembro lote 8
Código Postal: 6005-001 - Alcains
Distrito: CASTELO BRANCO
Concelho: CASTELO BRANCO
Assunto: Poluição da Ribeira da Líria em Alcains

Organismo/Entidade: Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro

Texto: Desde há vários anos que a ribeira da Líria em Alcains é um vazadouro de esgotos dos Serviços Municipalizados de CBranco, por vezes também das Águas do Centro mas principalmente pelo matadouro industrial OVIGER que ao que parece tem licença para poluir. Tal licença caduca em Janeiro de 2012.
O que solicito é que a licença não seja renovada sem que a OVIGER garanta as condições de tratamento que não poluam a ribeira. Mandei por email fotos que testemunham a situação.Ando há város anos a tentar que resolvam a situação e nada até hoje.
Por favor venham ao local e observem o gravíssimo atentado ao AMBIENTE.
Aguardo por resposta e espero um dia por visita ao local Melhores
cumprimentos.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A ribeira da Líria e os Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Castelo Branco

Na parte ainda descoberta da ribeira da Líria, que vem desde a Levandeira até onde antigamente estavam os urinóis, em rua paralela denominada General Ramalho Eanes, por ali ter nascido o nosso conterrêneo que foi um Presidente da República sério, podemos observar uma novidade em engenharia hidráulica que, se por mero acaso, fosse eu o seu autor, rapidamente a patentearia.
Ver foto.


A cortina foi colocada por trabalhadores dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Castelo Branco, a pedido dos moradores da zona e principalmente pelos proprietários da pastelaria confinante, devido aos maus cheiros provocados por esgotos domésticos não tratados da responsabilidade dos Serviços Municipalizados da Câmara Municipal de Castelo Branco.
Inovação, tecnologia, simplicidade, ali forma aplicados depois de um ainda não publicado estudo aprofundado sobre o tema, enfim um “paper“, que, decerto fará uma nova luz sobre, como por cortinas neste povo unido, já vendido...
Mais que as palavras que me faltam para descrever a caricata situação, esta foto por tão original, é digna de ir ao jornal.
A foto seguinte,


mostra bem o estado em que se encontra ali a limpeza da ribeira.
Todo o tipo de bicharada, ratazanas, cobras, lixo de toda a ordem pode ser observado, que incomoda moradores da rua dos Mortórios e da Avenida General Ramalho Eanes.
A responsabilidade pela sua limpeza é das autarquias, Junta e Câmara Municipal de Castelo Branco, visto ser espaço público.
Mas, que dizer das autoridades que, intimando particulares a limpar os seus terrenos estes obedecem e, multam se o não fazem, não se fazem obedecer se os proprietários são os autarcas que neste momento estão nas autarquias?
A desagregação social por vezes começa por aqui, a desobediência também, pois sou dos que considero que não é pelo facto de haver democracia que as pessoas são mais livres...
O silêncio, a mudez existente hoje, não é muito diferente da que conheci antes do 25 de Abril, só que hoje as formas de opressão e silêncio exercem-se de forma sibilinamente mais democrática...
Este sítio cada dia mais mal frequentado está assim, o nosso país está repleto de ordens...
Até quando?

Manuel Peralta