Por alturas do Entrudo, eram frequentes os desfiles das Contradanças.
Raras as de Alcains, eram mais frequentes as contradanças que de Escalos de Cima ou da Lousa, que, pelo Entrudo, vinham até Alcains.
As contradanças eram formadas por grupos de rapazes e raparigas, carnavalescamente trajados, que em passo de marcha, par a par, cantavam canções com letras brejeiras por vezes, de crítica social outras, ou retratavam aspectos da sua condição, das suas vidas...
Uma de Alcains que me ficou na memória, foi a da Ti Maria Rainha, mulher que apesar da vida difícil, era muito alegre e morou muitos anos no Degredo.
Raras as de Alcains, eram mais frequentes as contradanças que de Escalos de Cima ou da Lousa, que, pelo Entrudo, vinham até Alcains.
As contradanças eram formadas por grupos de rapazes e raparigas, carnavalescamente trajados, que em passo de marcha, par a par, cantavam canções com letras brejeiras por vezes, de crítica social outras, ou retratavam aspectos da sua condição, das suas vidas...
Uma de Alcains que me ficou na memória, foi a da Ti Maria Rainha, mulher que apesar da vida difícil, era muito alegre e morou muitos anos no Degredo.
José da Paixão Ferreira
Casada com José da Paixão Ferreira, o seu nome de baptismo é Maria da Conceição Roxo, mas ninguém a conhecia ou conhece por este nome.
Nasceram em 1907 e 1906, respectivamente.
Maria Rainha porquê?
Segundo o seu filho, José André Ferreira, mas conhecido por Zé Raínho, consta que a sua mãe quando cachópa, a caminhar para mulher, era pequenina, redondinha, muito jeitosinha...
Quando se compunha, a rapaziada do seu tempo começou por dizer, parece uma rainha... bonita... linda rapariga...
Dali até ao trono real foi um pequeno passo.
De tal enlace, cinco foram os herdeiros, entre reis e raínhos e rainhas.
Uma dúvida que me tem perseguido resulta do facto de ao seu filho, José André Ferreira lhe chamarem Raínho enquanto ao primo Manuel lhe chamarem Rei... bófe, vamos lá!!!
Voltando à Contradança, aqui vai a letra.
Nós somos os pastores,
Criados de servir.
E hoje por ser Entrudo,
O patrão deixou-nos vir.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Trá... lá... lá... lá...
Trá... lá... lá... lá... lá... lá... lá... lá...
Nós somos os pastores,
Do cincho e da francela.
Enquanto houver toucinho,
Não tocamos na morcela.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Dançamos no Outeiro,
E no Cabeço sem medo.
Cantamos no Reduto,
E bailamos no Degredo.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Criados de servir.
E hoje por ser Entrudo,
O patrão deixou-nos vir.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Trá... lá... lá... lá...
Trá... lá... lá... lá... lá... lá... lá... lá...
Nós somos os pastores,
Do cincho e da francela.
Enquanto houver toucinho,
Não tocamos na morcela.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Dançamos no Outeiro,
E no Cabeço sem medo.
Cantamos no Reduto,
E bailamos no Degredo.
Vimos aqui de tão longe...
Trá... lá... lá... lá...
Lindo, de marchar e para a tradição recuperar.
Bom Entrudo.
Amanhã é um dia muito difícil... Domingo GORDO...
Bucho, sopas de matação, laburdo com rodelas de laranja, feijão vermelho com colorau... enfim, uma perdição!!!
Manuel Peralta









